
Na arquitetura das emoções não existem especialistas, magos ou gurus, mas sim cada ser único, cada qual com o seu querer, com o seu momento, com a sua intensidade, com os seus desejos, explícitos ou implícitos, se permitindo mergulhar na imensidão tenra e terna da alma ao fazer as suas reflexões e as suas escolhas. No revés das emoções, o vazio da escuridão.
Na arquitetura dos especialistas não existem emoções, mas sim perdas e ganhos, razão para se acumularem bons e maus momentos e adoecer com eles. Buscar explicações para o inexplicável, sofrer com a ausência de racionalidade, embalsamar os sentimentos, e em uma gaveta escondida guardá-los, para então subtraí-los nas horas mais adequadas, quando nos faltarem vicissitudes.
Na arquitetura da vida, os momentos já existiram e serviram ao passado. Ao guardarmos esses sentimentos e ressentimentos, perdemos oportunidades de florescer e não nos abrimos para o novo. Contabilizamos os nossos acertos e erros, as nossas perdas e ganhos, para nos definirmos como bons ou ruins, melhores ou piores. Submergimos na dor, e passamos a meros expectadores dos outros, das suas alegrias e tristezas, tais quais bons artistas, encenando, e não vivendo a nossa própria vida!
É preciso racionalizar as emoções? Para que?
Namastê!
Um comentário:
Grande Armando
Fantásticas as suas colocações.Emoções são para serem vividas.Na hora.Sem pestanejar.E os ditos especialistas e conselheiros geralmente não passam de pessoas recalcadas e iludidas.Acham que viver a vida é ler um manual.
Ainda bem que não é.
Postar um comentário