terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vida!


Ainda que tenhamos ultrapassado os limites da razão, por nos deixarmos morrer um pouco mais nesse ano que se finda, conservemos a esperança viva, de renascermos a cada novo gesto, a cada novo olhar e a cada sorriso. Somos imortais diante do nosso legado de amor e paz, que ousamos construir e multiplicar. Perpetuamos assim a nossa existência, e por mais que não nos sintamos felizes plenamente, na lembrança daqueles que nos amam, plantamos horizontes, dos quais brotarão girassóis e arco-íris, a fantasiar  desejos, que moverão a humanidade.

Àqueles que perderam a fé e que deixaram de enxergar o azul do céu, a preferir o lamento à glória, rogo-lhes uma benção divina, para que se sintam abraçados intensamente, acolhidos até que o cansaço os liberte. E então, que possam ousar muito e contagiar com alegria o outro, correr descalços na chuva, beijar com paixão, apreciar as suas próprias vidas e estender pétalas douradas em seus próprios caminhos.

Que em nossas reflexões nos permitamos sonhar, sem que a escuridão ou mesmo a penumbra do desencanto nos desencorajem, para que então, possamos provar e comprovar quantas vezes quisermos, o quanto somos especiais, simplesmente pelo fato de existirmos, simplesmente  por cumprirmos a nossa missão, de amarmos e sermos amados.

Namastê!

sábado, 27 de novembro de 2010

A Letra - Ainda Mais

Ainda Mais
(Eduardo Gudin / Paulinho da Viola)

Foi como tudo na vida
que o tempo desfaz
Quando menos se quer
uma desilusão assim
Faz a gente perder a fé
E ninguém é feliz, viu
Se o amor não lhe quer

Mas, enfim, como posso fingir
e pensar em você
Como um caso qualquer
Se entre nós tudo terminou
Eu ainda não sei, mulher

E por mim não irei renunciar
Antes de ver o que não vi
em seu olhar
Antes que a derradeira
chama que ficou
Não queira mais queimar

Vai que toda verdade de um amor
o tempo traz
Quem sabe um dia você
volta para mim
E amando ainda mais

Ainda Mais - Paulinho da Viola

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Resiliência

Hoje me pus a caminhar só em noite escura, a apreciar o prateado do céu... Refleti um pouco sobre realidades, imaginação, sonhos e desejos, e a imaginar que nexo tem o cosmos ao nos apresentar um universo de possibilidades, cujo alcance nos parece tão distante. Sobre pessoas que quero muito bem e os acontecimentos em suas vidas, e sobre mim, a remir as minhas escolhas.

Pensei muito sobre o quanto perdemos e o quanto ganhamos e quais as reações das nossas decisões diante do cosmos. Sobre as nossas relações com as pessoas, sobre a vida que deve seguir em harmonia, para que sejamos felizes. Pensei também, sobre o que tenho construído e proporcionado ao universo, sobre os desencontros, sobre as alegrias e as dores.

Busquei explicações para alguns desgostos, acolhimento para alguns erros e serenidade para algumas decisões. Pedi espaço para desenrolar as minhas verdades, e perdão pelo que não tenho conseguido ser. Clamei um pouco de paz, pois tenho percebido que faltam guizos em meus sapatos, e estes silenciaram, e que os pirilampos deixaram de iluminar as minhas noites vazias.

Somos realmente abençoados, mágicos, e ao olhar para o céu um afago e o conforto, ao convencer-me de que nem todas as estrelas pertencem às mesmas constelações e nem todas as constelações às mesmas galáxias. Assim é o universo! Logo após, no quarto hotel, durante o banho, percebi que no canto da toalha pendurada no banheiro havia algo escrito em vermelho e pensei que fosse a identificação do hotel em que estou hospedado. Ao olhar atentamente, estava escrito a palavra “RESILIÊNCIA”.

Namastê!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Coração ardente

Que vulcão é esse que me consome todas as vezes que me permito a divagar sobre o teu sorriso? Um turbilhão que começa leve, e de repente avassala. Não consigo saciar minha voracidade de estar contigo. Saudade cruel, que alimenta os meus desejos e me remete ao escuro da solidão, ainda que você esteja por perto.

A esperança é a flecha que incendeia meu peito e que impulsiona os meus passos. Assim, escancaro as janelas da minha alma a esperar-te todas as horas com ramalhetes de flores a perfumar e colorir a tua chegada. Tua ausência é dor, e por mais que eu insista em desistir desse eterno amor, meus desejos clamam e inflamam o desassossego do meu coração. 

Meu coração arde, e não me deixa em paz!

domingo, 21 de novembro de 2010

Meu primeiro amor...

Não se pode lutar contra o amor, não vale a pena! Na pureza dos sentimentos repousa o acolhimento e o afeto. Sofrer de amor é dor, dizer que o amor é dor é besteira, assim como dizer que o inverso do amor é o ódio, outra besteira. Enquanto você sofre ou odeia, você ama, quando despreza e quando aquela relação não faz mais sentido para você, e nem sequer você pensa na pessoa, a ignora, aí sim você a deixou de amar.

O que dizer do primeiro amor, um puro sentimento que brotou da convivência e da admiração. Crianças, cresceram muito próximos, pré e adolescentes a correr pelos caminhos abençoados pelo destino. Descobriram muitas coisas juntos, as transformações físicas, o desejo e o beijo. Entre as cortinas das festinhas, entenderam o quanto se completavam e se protegiam, o quanto um fazia falta ao outro. Férias então, um sacrifício suportar tantos dias distantes, o que teria mudado? Sem que ao menos entendessem, algo aconteceu em suas vidas, as entrelaçando para sempre.

As escolhas muitas vezes nos trazem dor, e a dor de partir, de deixar, a dor da perda é imensa. Tal qual ferida que não cicatriza, a sangrar as emoções, as lembranças, os planos e os sonhos, perder-se do primeiro amor é a morte. Mata-se os atores, as esperanças e o espetáculo acaba. Como sobreviver nos braços de outra pessoa a lembrar-se do diamante que perdera?  Como seguir sem olhar para trás, deixando aquilo de mais valioso que fora construído a dois, sem interesses, sem obrigações, sem maldades? ... esse é o mais puro amor!

Disseram-me que tão ou mais importante do que o primeiro amor, é o último amor. Quem sabe meu último amor venha a ser o meu primeiro amor, ou o meu primeiro amor venha a ser o meu último amor. Enquanto isso cultivo o meu jardim a florir, para que as borboletas venham ao invés de correr atrás delas, como dizia Mario Quintana.

Viva a vida!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Que amor é esse!


mergulhar no calor dos teus beijos
é desatar os nós dos desejos
que a vivacidade da vida me impõe
a permear o universo dos teus sonhos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Qual o tamanho dos seus sonhos?

Imergimos em cada momento nosso a buscarmos a felicidade plena, e ao aproveitarmos a vida ao extremo um desencanto nos ronda, uma louca vontade de transgredir nos confronta, e um desejo incontrolável de dizer ao mundo o quanto podemos mais, nos enlouquece. Por mais que saibamos e tenhamos conquistado aquilo tudo que nos convém, acreditar que o nosso sonho realizou-se plenamente é uma bobagem - a menos que sonhemos algo tão insignificante, que a sua não realização não nos faça falta.

Namastê!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quem engana quem?

Nem bem resolveu as angústias de seu coração, e novamente passou a fazer juras de amor. A sedução é um jogo perigoso, o qual nos eleva a auto-estima, se bem sucedido, ou nos remete às profundezas das amarguras, quando frustrado. Perdas e ganhos fazem parte desse jogo da vida, mas somente para quem está jogando e conhece as regras, e não para quem é envolvido, ou inocentemente encantado. Diz-se que “não se deve brincar com o sentimento das mulheres” e eu vou além, ao dizer que não se pode brincar com o sentimento das pessoas.

Nenhum amor é para toda a vida, assim como nenhuma relação é perfeita, assim como ninguém é de ninguém, são frases ditas. As pessoas andam ansiosas demais, mergulhadas nas suas próprias necessidades, querendo suprir exclusivamente os seus desejos, e esse egoísmo todo faz com que esqueçam que para uma relação ser saudável, seja no início, meio ou fim, existe o outro. Andamos como máquinas a produzir mágoas e ressentimentos, o que nos distancia, não somente das outras pessoas, mas também de nós mesmos, da nossa natureza, que é amarmos, sermos amados e sermos felizes.

Li um texto, dias atrás, o qual dizia que as mulheres estão diferentes em suas relações, que têm carregado consigo um peso que não é da sua singeleza, que uma geleira tomou conta das suas almas e que a delicadeza, o carinho e o afeto, não mais compõem o seu encanto. Imputava o texto tal frieza combativa, às frustrações incrustando aos relacionamentos mal sucedidos, tal razão da tolice. O enlevo das mulheres vem deixando de ser ilibado pelas frustrações em seus relacionamentos, com homens de poucas verdades, e a culpa é deles. Assim como os homens, bons homens, pouco encontram na maioria das mulheres, a acolhida para os seus perdidos corações, falta-lhes coragem e afeto, e a culpa é delas.

Egoístas, vamos reforçando falsos valores a nortear uma sociedade doente, incrédula, cuja ordem é utilizar-se do outro para a sua pseudo-satisfação e retornar para o “lar”, como se a dor fosse domesticada, até o próximo surto. Traímos então, os nossos sentimentos, as nossas razões, os nossos princípios e os nossos destinos, e enquanto sofremos não nos permitimos viver grandes paixões, pois não acreditamos mais que existam pessoas tão maravilhosas quanto nós, para então podermos nos entregar de peito aberto a um grandioso amor. Estamos morrendo muito rapidamente, mergulhados em nossos enganos.

Namastê!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Suas escolhas vazias...

O que é que te conserva, além da tua rala caterva que você adotou e que te protege? Ri, chora, finge e sofre, dissimula e engana, faz-se de feliz, como se a tua vida não valesse nada. Vendeu a alma e mergulhou no falso submundo, no glamour da ilusão, em festejos finos com gente elegante, na mentira e na luxúria, onde com teu sorriso se vende, a divertir os outros.

O que é que te impulsiona, além do rancor e da mágoa, da perda incontida? Se acha coerente, enquanto insiste e mente, se engana e se afunda, mergulha no negro dos sentimentos e busca na cama acolhimento. Disfarça e vive de imagem, se desvaloriza, maltrata quem te bem quer e não se trata, e como se não lhe bastasse a solidão, vive uma vida que nunca foi sua.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desabafo...

Encanta-me manter minhas gavetas vazias, ao fato de não guardar tolices a aterrorizar os meus sonhos vadios. Encho meus universos de desilusão e despejo minhas mágoas no leito escuro das minhas verdades. Engana-se quem diz que cultivar pétalas engrandece maria flor, e que a saliva dos justos fortalece a seiva nobre da razão. Quem viu criança brotar semente, não sente a dor que sente intensamente quem ama. Brindo à vida, enquanto, no limiar da lâmina fria, sôfrega, há a morte. Espero, hesitante, e esvazio freneticamente as minhas gavetas, ao saborear o nectar de ressentimentos e o fel da minha própria altivez.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enquanto você dormia...

Enquanto você dormia, joguei sementes para que brotassem flores a colorir o seu jardim - margaridas, rosas, gloxínias, hortênsias e tantas outras, de uma beleza tamanha, para que atraíssem borboletas a colorir com sutileza o seu universo. Poli as estrelas e enchi de azul o céu, enquanto você dormia, para que o seu caminho se mantivesse iluminado e para que o seu sorriso refletisse em cada estrela cadente.

Você dormia, e eu calibrei os sonhos, para que também coubessem dentro desse seu imenso coração e combinei com os anjos, que jamais a deixassem só. Pedi que trombetas soassem sempre que você estivesse presente, como a anunciar bons e novos tempos e supliquei a Deus que te protegesse também, e enquanto você dormia, pude refletir sobre todos os erros que poderiam ser contornados sem afetar a sua alegria.

Enquanto você dormia, clamei às pessoas que pisassem mais suavemente, e aprendessem que sutilezas e boas intenções, quando praticadas, transformam as outras pessoas, e que ao respeitarmos o próximo, respeitamos a nós mesmos, com as nossas diferenças, interesses e pontos de vista, e enquanto você dormia, pude assistir várias vezes o filme de nossas vidas, imperfeitas, mas cheias de vitórias.

Você dormia e criei uma corrente do bem, cujos elos se alternassem entre amor, afeto, carinho, felicidade, amizade e solidariedade, para que fossem elos tão fortes que nem a mais sofrida mágoa os pudesse romper. Entendi que cada laço que atamos pode ser eterno, se assim desejarmos, e enquanto você dormia, refleti sobre as nossas amarras e o quão importante é a liberdade de escolhas.

 Nas minhas fantasias, ainda espero o seu despertar sereno. Espero que quando acordar, ao olhar o céu e as estrelas, ao perceber as cores e sentir o perfume das flores e ao ouvir palavras tenras, se sinta protegida. Espero te oferecer tudo aquilo que deseje e que conservei para você, em versos suaves, para que então possa deflagrar todo esse meu amor, por toda a minha vida, ainda que seja tarde!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O amor transforma...


Paixões acontecem, e por mais que não queiramos admitir, quando nos encantamos por alguém, as pernas tremulam e borboletas invadem o nosso estômago. Temos a sensação de que a todo o momento o mundo pára, e assim nos alimentamos, de desejos, de tesão, do outro.

Da paixão para o amor é um pulo..., basta apreciarmos a pessoa pela qual nos encantamos. Ao observarmos, e a colhermos detalhes, teremos a certeza se é ela - do sorriso aos gestos, das palavras à docilidade, do cuidado ao afeto, do humor ao gozo..., nosso coração então se entrega e o mundo muda de cor.

Quando nos permitimos amar, cuidamos mais de nós mesmos, a vida passa a fazer mais sentido e ao compartilharmos alegrias, passamos a ser mais amados ainda. A química em nossos corpos deflagra sensações incríveis, e tudo isso nos transforma. Faz-nos pulsar, nos sentirmos vivos.

Portanto, se ao encontrar alguém em seu caminho e essa pessoa lhe fizer despertar, acredite, muito mais do que coincidências pode ser o amor batendo novamente à sua porta, a lhe dar mais e mais empurrõezinhos para que você seja eternamente feliz.

Namastê!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Por que tem que ser assim?

não é na lua, nas marés ou no tempo
nas correntezas ou no vento
nas incertezas das palavras
nas eloquências das mágoas
na saudade devassa
nas noites vazias
nos dias tristes

não é na filosofia ou na melodia
nas letras largadas
no compasso das músicas
no choro contido
no silêncio descabido
na dor constante
na ausência sentida

não é em mim ou em você
nos beijos molhados
nos corpos suados
no abraço presente
no sorriso sincero
na conversa sem culpa
no amor deflagrado

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esse Veneno que nos Alimenta...

É engraçado como nos sentimos pequenos, quando damos um tempo para nós mesmos. Mergulhar no universo das nossas próprias emoções nos faz refletir sobre tudo aquilo que fizemos, e sobre tudo aquilo que deixamos para trás. Sonhos e expectativas a confrontar nossas realizações, conquistas, vitórias e derrotas...

Ao estarmos sós, deixamos cair as máscaras e com elas as mentiras, os papéis e fantasias. Ousamos voar, nos poucos momentos em que nos permitimos nos enxergar nus, desprovidos de preconceitos, de pudores e de vaidades. Ao inibirmos nossas armaduras e desculpas, nos permitimos estar livres para o exercício do nosso próprio destino, do arbítrio, livre arbítrio.

Tal qual uma lavagem na alma, após, nos sentimos leves, prontos para acumularmos mais mentiras nesse jogo da vida, e enquanto não somos desafiados, continuamos a nos desculpar por todas as nossas perdas - de identidade, de amigos, de sonhos, de verdades. Conformamos-nos então, ao nosso juízo, sempre que percebemos no outro algo de pior, e ao racionalizarmos, nos sentimos confortados.

Maldita ilusão, que nos faz dissimular sobre a nossa própria vida, pois enquanto acumulamos vantagens, diluímos as nossas dores e mágoas. E assim, como tudo aquilo de bom que fazemos aos outros nos faz bem, ao alimentarmos o mal, nutrimos com veneno o que nos mata..., as nossas certezas, e as nossas próprias convicções, as nossas capacidades.

Namastê!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A dor do amor

Não vou viver à tua sombra, e tampouco à tua semelhança. Teu passado é nada, e teu presente insano. Ainda que me prenda ao teu sorriso, a tua morte em mim é iminente, mesmo que tardia. Deixastes o teu legado em minha alma, com as tuas mentiras. Amarga utopia a corroer os meus caminhos.

Vive de jogar versos ao vento, tal qual uma vadia meretriz, a frutificar desejos e roubar sonhos. Tua voracidade pela dúvida, faz mutilar sentimentos, assim como o teu beijo, amargo fel, a catalisar emoções vazias. Ainda que negue, traz consigo um rastro de infelicidades, és a infelicidade buscando vítimas.

Quem disse que o amor não mata? Morre-se aos poucos, todos os dias..., enquanto espera-se silenciosamente, a conta gotas, que tudo termine. Amarga prisão, dor cruel. Mera ironia, achar que a felicidade de uma nova paixão, suprime a dor da perda de um grande amor. Engana-se quem pragueja a felicidade.

Desafio-te a julgar os meus sentimentos, a velar com lírios os meus lamentos, a acalmar esse meu clamor. Rogo-te a deixar-me em paz, quero esquecer o teu sorriso, para então remediar a tua ausência. Deixe-me matá-la em mim, não te quero mais em meus pensamentos, pois tua presença me aprisiona. Hei de extirpá-la da minha vida e seguir, em paz. Teu amor é dor!

É muito simples, mato então esse amor, e acabo logo com toda essa dor que me corrói... Quisera, não sou capaz. Verdadeiro é esse amor, impossível matá-lo. O amor me guia e me remete à profunda insensatez, de amar, amar, amar, amar, amar, até que a morte nos separe..., de nós mesmos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Que vida é essa?

Que loucura é essa que nos faz gritar no silêncio, adiantar as horas, esquecer o rumo, beijar o cachorro, pintar as paredes, lavar o carro, sujar as panelas, dançar com as estrelas, falar bobagens, e que nos faz rir, dizer que amamos, voarmos?

Que desejo é esse que nos faz sonhar, querer, imitar, sofrer e achar que vamos morrer, que nos invade e nos eleva, que nos derruba e nos joga no abismo, que nos maltrata e nos adocica, que nos faz gozar, e que não deixamos de querer?

Que verdade é essa que nos ilumina, nos encanta e nos anima, que nos faz refletir ao cimentar nossos pés no chão, que nos queima e arde, enquanto acalma e deflagra, que maltrata e acolhe, que nos faz perplexos e encantados, e que não nos deixa desistir?

Que vida é essa de erros e acertos, bobagens e paletós, fantasmas e mitos, medos e certezas, de mágoas e afagos, distúrbios e catarses, de dores e paixões, emoções e lágrimas, vibrações, ranhuras, mentiras, e superações?

É a nossa vida, a vida que escolhemos..., a nossa merecida vida...

Namastê!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Valentina

seja bem-vinda
és o cosmos e puro amor
desejada a crescer em berço fraterno
acolhida em nosso divino lar
estrelinha, a brilhar em nossa constelação
que ora veio a crescer e viver
vida a transformar as nossas vidas
valente Valentina
seja muito bem-vinda


 
(um singelo e carinhoso afago com minhas humildes palavras para a Valentina, que ora chegou, para  a mamãe Carol, para Maria Eduarda, Felipe e para esse dôce de pessoa que é a Ana Cristina)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os laços e os nós...

Enquanto as nossas vidas passam, vamos construindo relações, solidificando amizades e assim aproximamos corações, mas também os afastamos. Tal qual crianças curiosas, ansiosas por aprender, vamos expandindo os nossos universos a cada novo diálogo, a cada experiência, a cada momento. De peito aberto, recebemos tudo, assim como transmitimos aquilo de melhor que temos a dar, sempre solidários, prestativos, diligentes.

O tempo nos encoraja, assim como nos subtrai o ânimo, nos impulsiona, assim como nos retrai. O tempo nos ensina com nossos acertos, e principalmente com os nossos erros. Agarramos-nos em conselhos e clichês, e no balanço das nossas conquistas, vitórias e derrotas, dádivas e catástrofes, que hora provocamos e hora somos vítimas, laços e nós. Um vai e vem de emoções nos eleva e nos destrói, com a mesma voracidade.

Laços são abraços, construções de uma beleza pura, delicados afetos, como a suave brisa que nos toca a face, quando nos rendemos à harmonia da natureza. Como um beijo despretensioso, que nos faz tremer, ou como nos sentirmos acolhidos, protegidos de todas as intempéries da vida. Fáceis de desatar, sensíveis, e por isso merecem todo o nosso cuidado, para que se perpetuem e sejam eternos.

 Os nós existem também, e nada mais são do que laços que equivocadamente tentamos atar, sem o devido cuidado, sem amor e sem delicadeza. Sonhos que deixamos de sonhar, castelos que ousamos construir sem sabermos os motivos, situações que deixamos de lado, pessoas que descartamos de nossas vidas, dores que causamos e que nos arrebatam. Diferentemente dos laços, os nós são difíceis de desatar e assim carregamos mágoas por um longo tempo, uma carga dura, fruto das nossas inabilidades.

Em nossas reflexões devemos resgatar os laços e os nós, as alegrias e tristezas que causamos e que nos avassalam, as medalhas e condenações que carregamos. Não são louros ou arrependimentos que guiarão as nossas vidas e ao cuidarmos das nossas almas buscamos um entendimento conosco, afim de que sejamos felizes, realmente muito felizes...


Namastê!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Onde anda você...

Ao repousar minhas mãos suavemente em teu rosto, pude sentir na pele os sulcos da alegria do teu sorriso, e na sinergia do nosso amor os nossos corações a pulsar intensamente, como que a agradecer aos céus a magia de cada  dôce momento único.

O toque dos nossos lábios sempre selou as nossas verdades, e no absoluto da nossa paixão, deixamos de existir em nossos egoísmos e passamos a ser um só, almas libertas, alçadas pela mesma ambição de serem únicas, gêmeas na intensidade, nos desejos e no amor, eterno amor.

No calor dos nossos corpos  o tesão desmedido dos nossos encontros, de cada encontro, como se fosse o último a dilacerar  as nossas emoções. A sensação do final a lamentar despedidas breves, até o incerto reencontro, e apesar das incertezas, o meu coração louco a pulsar intensamente, a esperar um teu novo abraço.

Hoje, uma saudade imensa rege esse amargo fel que invade meu peito, e mal sei o que fazer com todo esse amor que acumulo. Devo deixar as estrelas para os apaixonados, a lua para os encantados e o céu para os tolos, já que esse universo que nos acolhe nos repele e nos remete  ao caos, o que nos impulsiona a venerarmos as nossas intensas paixões.

domingo, 10 de outubro de 2010

A Letra - "Pensando em Você"

Pensando em Você
(Paulinho Moska)

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Moska - Pensando em Você
Moska e Zelia Duncan
Moska e Zizi Possi

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Coração Multímodo

sempre que meu coração amanhece
abro as janelas da minha alma
para que uma brisa leve e eufórica 
recicle meu peito desnudo

quando entardece
nova tormenta ameaça o meu coração
e na acrimônia dos destemperos da vida
me vejo a confrontar sentimentos

anoitece e meu coração implode e pulsa
a entregar-se a qualquer ilusão vadia
e ao desprezar a palidez da sua aura arterial
mergulha no venoso das devassas emoções

meu coração é multímodo
é ternura e deslumbramento
alvoroço e movimento
é dor e merecimento

esse louco inconseqüente
que se expõe acelerado
nada mais faz do que amar
é um coração apaixonado

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Que amor é esse!


implodi meu jardim de sonhos
ao construir elevados com os meus enganos,
e nas cabines magnetizadas pelo teu encanto,
cultivo fantasias a alimentar a tua bruta ausência 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Esse amor que nos mata...

A inquietação dos corações inflamados nos impulsiona à paixão, e nos dá a certeza de que viver vale à pena. Existem muitas coisas que ninguém precisa nos explicar, e que não precisamos entender, pois basta estarmos de peito aberto e atentos, deixarmos a brisa suave do amor tocar com ternura as nossas almas, e sempre que nos permitirmos sentir, seremos elevados. Um alimento puro, insanamente puro.

Queremos respostas a toda hora, explicações, e ainda que não consigamos julgar os nossos próprios atos, aos gritos, arrombamos trincheiras e ousamos querer entender os elementos, as direções, os estados de espírito e o tempo, o outro. Tentamos exaustivamente exaurir do outro a sua chama, como se pudéssemos então, brindar à catástrofe da repulsa do sentimento humano.

No transitório de nossas vidas, justificamos e cobramos do outro aquilo que não somos capazes de dar, até percebermos que o desassossego implode a nossa própria felicidade e nos imerge às emoções negras da desilusão. Sofrimento de amor..., e o amor, de que vale? No turvo ácido das relações ele se perde, até porque o escondemos no movediço universo míope que construímos para nós mesmos.

Cansei do amor..., decidi por fazer da minha vida uma poesia a deflagrar esse fogo que me arde. Respiro o ar da sua essência, enquanto mergulho nas minhas fantasias. Ao aportar, a realidade me esgota e me submeto ao escuro das tentações, onde tudo se consome. Na decadência, a morte, para o renascimento, o desabrochar e a vida. Quem diz que o amor não corrompe? O amor nos faz viver, e também nos mata...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Estações Mortas

É chegada a primavera, e em meu peito ainda esse avassalador inverno, a me imputar a dor da tua ausência. Sem risos e sem alegria, ipês insistem em não desabrochar, em não florir, pois não há simbolismo no belo.

Rosas e gloxínias desprotegidas no exaurir do tempo e flores do campo em campos cinza a nortear meus dias negros. Não há sentido nas cores, nem natureza nas flores, tudo é morte.

Na angústia das horas, passa-se o tempo no descompasso da espera, e nada parece brotar em mim, a não ser espinhos a me afastar desejos fecundos.

Tesão

Tesão não se pede e não se dá, não se paga e não se vende, não se perde e não se ganha, não se finge e não se mente, se consente.

Tesão não se marca e não se espera, não se furta e não se leva, não se oculta e não se esconde, não se afasta e não se prende, se permite.

Tesão é o que eu sinto quando envolto em seu abraço e no calor dos nossos corpos trêmulos, ao sussurrar baixinho que "te amo".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Remediando a Vida!

Diz-se que no silêncio encontramos as respostas para as nossas crenças; que ao experimentarmos o novo, o cognitivo se potencializa, ao ativar mecanismos desconhecidos, o que nos faz avançar; que para repousarmos, com sapiência, basta acalmarmos nossa alma, nos interiorizarmos.

Também, que ao nos alegrarmos ou nos movimentarmos, liberamos, em processos químicos, substâncias que nos elevam. Ainda, que nossa capacidade mental pode nos proporcionar soluções para as mais difíceis questões, assim como para as mais fáceis. Que o simples fato de respirarmos adequadamente, nos oferece equilíbrio.

Remediar a dor ao buscar o júbilo, curar a angústia e encontrar a paz, positivar-se e ousar ser feliz, dar a chance para si mesmo resplandecer. Uma descoberta única, de cada um, ao explorar as suas potencialidades, as suas fortalezas. Uma porta que possui maçaneta somente pelo lado de dentro.

Namastê!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Letra - Mais uma vez

Mais uma vez
(Flavio Venturini / Renato Russo)

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você,
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros,
Tem gente que não sabe amar

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Flavio Venturini
Renato Russo
14 Bis

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Previsível...

O imprevisível somente acontece,
pelo fato do previsível existir. 

Antes que me deite, hei de me deleitar com o encanto do teu sorriso enlevado, diante das pétalas de rosas que lancei sobre o teu jardim; extasiar-me com o teu olhar disperso, quando das incessantes palavras de amor que ao teu ouvido ousei dizer; maravilhar-me pela tua entrega ao gozo, no ilimitado prazer de se estar com quem se ama.

Se um dia te surpreendi, a te mostrar esse lado que nem mesmo eu conheço, que me incendeia e apaixona, foi por você existir, nas teias dessa minha vida louca.  

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Esse tal de amor...

O amor é a cachaça da vida:
quando o descobrimos, nos embriagamos, e por sua causa, cometemos as mais imprevisíveis loucuras.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Monólogo do Desejo

Monólogo do Desejo (trecho)

Fugaz é a desilusão diante de um sorriso teu! Na efêmera vida, uma linha tênue separa o dom de acolher, do desprezo voraz. Das escolhas, frutificam as essências, fortalecessem-se os sonhos e constroem-se os destinos. Que destino o seu: empacar em um campo deserto e infrutífero, a esbravejar sobre Gaia. Infeliz, a querer ofender o mundo maltratando a si mesma...

Da alvorada ao ocaso, a escuridão da noite insiste em ocultar os meus passos. Cadê a energia que sempre me rondou e que me impulsiona? Disseram-me que em algum lugar do mundo, podem-se ver estrelas, e cores, tão dispersas, de uma beleza tão infinita e indecifrável, a provocar lágrimas de euforia. Talvez seja o meu coração, a irradiar luz ao crepúsculo da sua imagem, refutando as suas atitudes vadias.

Enquanto se esbalda nas suas arbitrariedades, acumulo tristezas e transformo-as em melancolia. Mexo em tudo que não me condiz e atiro ao léu. Vomito as minhas vinganças, como se o mundo quisesse ouvir os meus desabafos e lamentos. Sei que não sou capaz de seguir só, mas também não serei capaz de ficar. Mergulho em ti então, destino, e em tuas mãos me entrego.

Não sei como pude ser tão pequeno, diante da tua grandiosidade. Ao te deixar partir, parti de mim mesmo, e me pus a admirar a minha própria ruína. Matei em mim aquilo que mais gostava, morri e espalho meu incessante mal querer em meu caminho. Planto daninhas e colho seus espinhos. Assim, me deleito e trago comigo a minha própria desgraça.

Não há louros em partir, ou em deixar partir, somente culpa. Quisera eu te-la aprisionado, contado mentiras e feito promessas, te-la iludido com meus absurdos, enclausurado-a em minhas fantasias, te-la suportado mais, até desgostar da tua presença, mas minhas verdades não me permitiram. Desde então, vago a desejar o teu sorriso, a procurar um olhar teu, na imensidão vazia.

O brilho divinal em seu profundo olhar traduz a esperança, que incendeia e anima. Ainda hei de recostar sua cabeça em meu peito, a te contar histórias engraçadas, e a te ver crescer, junto a mim. Hei de aprender contigo os encantos do sonho e da vida. Hei de prosperar, em meio à míope lucidez dos meus sentimentos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Qual é o tamanho do seu amor?


Falam por aí, que não se pode amar simultaneamente! Mas se o amor é etéreo, espontâneo e sincero, e é fruto da admiração, do respeito, do carinho e do afeto, por que não se pode amar muito e ao mesmo tempo?

Confunde-se, e generalizam-se as escolhas entre homens e mulheres, a entrega da paixão e a cumplicidade, a relação amorosa que brota da intimidade entre duas pessoas, com o sentimento de amor, apesar de ele estar presente. Eu amo muitas pessoas com as quais convivo, assim como amo estar presente na vida delas. Amo respirar o ar da Ilha do Mel, assim como amo os Rolling Stones, meu vaso de violetas, e o filme “Cidade dos Anjos”, o qual já assisti uma dezena de vezes. Admiro Patrícia Poeta, mas não a amo, como Luis Fernando Veríssimo ama, mas amo Charlize Theron, mesmo que platonicamente. Sofro com isso tudo, assim como me elevo, e me conforta todo esse amar.

Às vezes me pergunto o porquê queremos, ou temos que buscar tantas explicações para os nossos sentimentos. Simplesmente o fato de sentir não basta, precisamos mesmo justificá-los? Penso que buscamos muito mais reforços para aquilo que sentimos, do que realmente damos oportunidades para sermos invadidos pelos bons ventos, e assim dissimulamos, pela falta de tempo, ou de sensibilidade. Ativamos nossas carapaças a todo o momento e seguimos em frente, na vida...

Estamos ficando duros demais, pois assim é a vida! Mas será que a vida precisa ser dura mesmo...,  assim? Dizem que somos amados tanto quanto amamos..., qual é o tamanho do seu amor?


Namastê!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Amor do Poeta


A paixão é uma inquietude da alma, lírios a perfumar os caminhos das pessoas que se querem bem, que se completam. Sob o manto azul do céu, repousam sonhos, afetos compartidos em cápsulas de alegria, a eclodir esperanças, a brotar felicidade..., o ópio da vida!

O limite é intangível, e tergiversar à tua ausência é vapor, é entorpecer à tua presença. Vida de opostos, yang e yin, homem e mulher, que se complementam e seguem, ou deixam seguir. O absurdo negro da razão é a anti-matéria cartesiana, a anular o desejo, e o amor. Mate a paixão, como incapacidade do insensível destino, então subtraia o amor, e colha desilusões e sofrimento.

Da tua lâmina fria, hei de fazer escorrer lágrimas de solidão. Da tua espada, um instrumento da dor, a verdade do amor. Da tua luz, uma fronteira para a alma. Contraditório da paixão, o amor é eterno, mata-se e morre-se nas suas entranhas. Tais quais mártires do amor são os poetas, que matam e morrem a cada momento, e por isso vivem!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lamento


A vida é um lamento só,
lírico roteiro poético,
clichê de corações sedentos,
no pulsar da impulsividade.

Quem diz que têm,  não têm,
quem diz que faz, não faz,
quem diz que viu, não viu,
quem diz que sabe não sabe.

Quem não diz nada, não sente,
quem diz que sente, não mente,
quem mente sofre, doente,
na vida que é dor pungente.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Brisa da Saudade!


Sempre que você se movimenta, parece estar envolta por uma bruma leve, de ternura e paz. Tua presença me acalma, e o teu olhar me acolhe. Ao me tocar, com uma caricia suave, tenra, minha alma se eleva, inunda-se de amor. Um incondicional afeto me encobre e eu me sinto protegido. No meu silêncio, o encanto, do prazer e do gozo.

Meu desejo é estar sempre ao teu lado, contando estrelas, enquanto paro o tempo para te admirar. É me enlaçar em teu corpo, destituir os teus e os meus medos, a querer-te eternamente. É abrir o meu coração, para que a volúpia da paixão tome conta dos nossos destinos. É te olhar de frente, e a cada gesto teu, lhe entregar o meu desmedido amor.

Ainda que não seja possível, e que a tua ausência me revolte, alvitrar do teu sorriso me conforta. Sempre que o inverno invade meu peito, o calor das lembranças tuas me aquece, e solidifica ainda mais os meus desejos. Transformo cada dia em uma nova esperança, e acalmo meu templo ao insurgir contra a tua distância.

Abro as janelas da minha vida e deixo a brisa da saudade entrar, e a cada suspiro meu, uma dádiva, pois recordar você, ainda é o meu alimento. Sempre que um vazio toma conta de mim, me vejo a colorir meus passos e a preencher meus pensamentos com flores, para que as cores e o perfume das flores anunciem a tua chegada.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meias Verdades


Ainda que seja tarde demais, impor a verdade, acima de tudo, é o melhor caminho para a leveza da alma!   

Meias verdades e mentiras podem ser instrumentos para a quietação dos ânimos, ou para acalmar anseios, ou ainda para proferir a paz. Podemos adiar um desfecho, protelar, ou criar um final, ao nosso gosto. Sôfregos por um desenlace feliz, veneramos o resulto, seja a que custo for. A natureza humana sempre nos impôs a aceitarmos as coisas que nos façam nos sentirmos melhores, ou que justifiquem as nossas verdades, e inclusive as nossas mentiras.

Qual o peso que estamos dispostos a carregar? A sensatez nos impulsiona à felicidade, muito mais intensa quando o fardo é menor, já que ao ponderarmos as nossas responsabilidades, imputamos a nós mesmos nossas verdades, meias verdades e mentiras. Na nossa bagagem, enganos, fantasias e ilusões contrapõem-se aos princípios e às conformidades.

Qual o preço que estamos dispostos a pagar? Ao nos sentenciarmos, entre êxitos e maus êxitos, o remorso pela vitória ou pela derrota. Uma dúvida pungente, uma linha tênue entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Pesará sobre o nosso destino o entendimento sobre nós mesmos, sobre o queremos conservar. Um julgamento de cada um, à sua consciência.

Novamente escolhas, encruzilhadas a orientar o nosso destino. A carícia pode refutar a afetividade, assim como a boa intenção pode refutar a boa-fé. Ao mascararmos um desígnio, damos liberdade ao outro, enquanto nos aprisionamos. Satisfeitos, brindamos ao bem estar do outro, enquanto ingerirmos vagarosamente os logros à nossa própria existência.

Ser feliz ou fazer feliz?  Ser feliz é fazer feliz?  


Namastê!

domingo, 8 de agosto de 2010

A Letra - Pai

Pai
(Fábio Junior)

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...



Pai - Fábio Junior
Pai - Fabio Junior 1979

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Letra - Rosa de Hiroshima

Rosa de Hiroshima
(Vinicius de Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um toque na alma...


 Sem ao menos perceber, sou tocado por uma brisa suave e encantadora. Uma acolhida, um mimo, de acalento e afeto. Um afago, de pura ternura, que me eleva!

Conforta-me saber que na minha vida, assim como na vida de todos nós, existem pessoas que nos fazem a diferença. Pessoas próximas, ou que, por mais distantes que estejam, nos desejam o bem, nos querem ver felizes e bem sucedidos. Anjos, que nos impulsionam e encantam, e somente o fato de sabermos que elas existem, nos fortifica.

Tocar a alma de alguém, ou ser tocado, é uma dádiva, um presente que cada um carrega consigo nas suas possibilidades. Faz-se um simples gesto, mesmo que involuntário, e perfuma-se o caminho de outra pessoa. Fala-se uma simples palavra e isso transforma as expectativas do outro. Alavanca-se sonhos, e inunda-se de nobreza e sentido a vida.

A nossa capacidade de amar, transforma, e a nossa disposição em compartilhar o amor, ilumina. Se pensarmos que cada lágrima que derramamos incentiva um recomeço, cada sorriso que lançamos encoraja um novo passo, e cada abraço que dividimos nos engrandece e nos torna mais felizes..., somos plenos. Esse é o nosso dom, de sermos humanos...

Agradeça muito o fato de conviver com essas pessoas, e tenha a certeza de que, assim como elas fazem a diferença em nossas vidas, de alguma forma, também fazemos a diferença na vida delas.

Namastê!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ausência

Ausência..., dia de silêncio, dia vazio! Dia 03 de agosto, dia de condensar e dissipar a dor, dia de respeitar-me, de me calar, por amor-próprio!