Não mais me reconheço nas paredes da
minh’alma como arte, mas sim como tinta ressecada e desgastada pelas
virulências da vida. Atirei sobre o meu manto dourado as minhas angústias, a
sufocar-me em meus sonhos, tal qual o pio sentido das engaioladas asas da
liberdade. Hoje, respiro o suspiro dos tolos, como se de hipocrisia se
alimentasse a esperança, e ainda assim, me julgo justo, ou justiceiro, das
ambiguidades da insensatez.
Hei de morrer jovem, tolo e ignorante,
alvo consciente das minhas inconsequências. Hei de matar inconscientemente cada
resto de euforia que em meu peito vibrante habita. Hei de voltar antes mesmo de
partir, de violentar em escolhas o tempo. Hei de estar sem estar, sentir sem
sentir e deixar, por deixar.
Da pintura envelhecida, desgastada e
desgastante do meu ser, hei de vomitar o último lamento nas mazelas do negro
das incongruências. Dos cacos, adubar as lembranças, como em balaios das mais
populares quinquilharias, e do pó, dissipar aquilo tudo que jamais fora
compreendido, e que um dia o vento dos sentimentos haverá de compartilhar.
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Indestrutível
Nem bem te vi e te quis, e te quero,
quero muito, do amanhecer dos sabiás, em cantos, aos encantos dos rouxinóis, do
revoar dos pardais, ao repousar, em bando, das barulhentas andorinhas que em
mim habitam. És tu, íntegro, o ensolarar das minhas manhãs cinza e a minha luz
no escurecer tardio; minhas madrugadas silenciosas em meu peito vazio, ocaso das
varandas que abrigam o meu coração vibrante.
Não são janelas que prendem e nem
correntes que cegam, há um abismo quando as vozes se calam. Portas entreabertas
com frestas a vista são barbantes imaginários dos caminhos obtusos da verdade,
são incertas certezas. Uma entropia dominante que de tempos em tempos nos
assola e de onde guardamos um néctar de felicidade ao esperarmos, então, um
novo verão, que virá.
E, finalmente, quando nos despimos das
ilusões e vaidades e deixamos a brisa mansa da licitude acariciar o nosso
corpo nu, é que as portas reabrem, a dardejar o nosso destino. Então, pássaros
invadem os nossos jardins e anunciam em claves de sol o ensolarar dos nossos
desejos. É quando, sorrateiramente, percebemos o amor renascer em breves
suspiros, timidamente, para então, em um turbilhão de emoções, revelar-se novamente
grandioso em nossas vidas..., e enfim, indestrutível.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Desejos
Gosto de gente de sorriso fácil, de
pão dormido e de chuva molhada. De muita luz, mas também do escuro, de flores e
do som suave da música feita com paixão. Gosto de conversas bobas e de palavras
sem sentido, de brincadeiras infantis e dos acasos do destino. Gosto de levar e
de me deixar levar, de lembrar e ser lembrado, das histórias marcantes.
Gosto do respirar profundo e dos
doces suspiros, de ser surpreendido e de surpreender. Do carinho dos animais,
de cuidar e ser cuidado. Gosto de caminhar no outono e do farfalhar das folhas,
do calor no inverno e do frescor no verão, do desabrochar da vida e do
florescer da primavera. Da lua e do sol, das nuvens, do céu e das estrelas.
Gosto do amor, do abraço apertado e
do beijo estalado. De estar sempre junto, da saudade e do reencontro. Gosto de
torcer calado, das virtudes e acertos, da sincronia com a tua felicidade em meu
peito nu. És minha segunda pele e gosto mesmo é de você, e de tudo que me
proporciona. Do pulsar do meu coração, da emoção e do desejo, da intensidade e do simples afago, gosto de
te sentir presente.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Anjos
Eu adoro as pessoas que sabem
que fazem diferença na vida de outras pessoas, mas tímidas, ou reservadas, não
demonstram abertamente seus sentimentos. Olham meio constrangidas ou
cuidadosamente, torcem quietas, abraçam e beijam desconfortavelmente, mas de
forma sincera. Não fazem questão de brilhar, pois entendem perfeitamente que
cada um é a sua estrela. Tenho vários amigos e amigas assim, e muitas vezes
assim eu também sou... Uma admiração velada, mas extremamente intensa e
verdadeira! Essas pessoas são anjos, de quem nos lembramos sempre quando o nosso peito aperta e achamos que não existem saídas para os nossos infortúnios. São pérolas, raras e moldadas pela natureza, e que por alguma conspiração do cosmos as descobrimos, ou nos descobriram, e entraram em nossas vidas. Passam a todo o momento por nós, como brisas suaves a acariciar os nossos rostos cansados e deixam um perfume de vitalidade, de paz, de esperança, e de felicidade!
Meus anjos eu sei quem são, e no silêncio do meu mais íntimo altar os venero e agradeço muito, por fazerem parte da minha jornada.
Namastê!sábado, 7 de julho de 2012
Chove Chuva
Frio
e chuva sem um amor é dor. São lágrimas a encharcar o solo sagrado do coração,
a frutificar a doçura de um novo e breve encontro.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Caminhos
Rasguei páginas do meu caderno de poesias, e pouco ainda há a
retratar das minhas madrugadas vazias. Trago comigo os raivosos cães da minha
anormalidade, como se fossem anjos do meu desconcerto, e enquanto espero do
tilintar das mariposas a calma que me incomoda, mergulho no meu universo Platão
de coisas, matérias e anti-matérias, a louvar as impertinentes escolhas em
becos escuros. Na mais plena lucidez, ainda haverei de anular as minhas
qualidades, e na imperfeição dos meus desejos, favorecer os meus erros, para então novamente me ver a sorrir, não do desprezo, mas das verdades.
domingo, 1 de julho de 2012
Desejos
imputo a ti
meus desejos
tua pele,
teus pelos, teu corpo
imputo a ti
meus desejos
teus gestos,
teus dons, teu cheiro
imputo a ti
teus desejos
teus sonhos,
tuas conquistas, o amor
imputo a ti
teus desejos
o doce, o
abraço, o colo
imputo a nós
a razão
o medo, a
distância, a dor
imputo a nós
a perda
a vida, a
solidão
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Vida!
Gosto de pessoas desarmadas, cuja
única ameaça, e golpes que possam vir a me surpreender, sejam a vivacidade das
idéias e a docilidade das intenções. Ainda assim, convivo com maiores e menores
em quaisquer coisas, iguais e diferentes, geniais e imbecis. Ao final, mesmo
desgostoso com os infiéis da alegria e pobres de emoções, acabo por aprender o
quanto é bom não ser igual a eles, enquanto louvo a intensidade, mesmo das
tolices, sem arrependimentos.
Percebo então, que pouco há a se
ensinar, e que os exemplos são factóides dos nossos desejos e interesses, que
da ingenuidade surgem as grandes modificações, pois lá não existem maldades, e
que sofisticação é um infortúnio. Que a longevidade pode estar muito mais
próxima do que pensamos, pois eternos são os momentos, os abraços e a calmaria
que eles nos trazem, mesmo em lembranças, e digo sempre que o fato de estarmos
respirando é uma intenção muito simplista para quem se dispõe a viver a vida, e
ainda assim, a deixamos escorrer pelas palmas das nossas mãos.
sábado, 23 de junho de 2012
Desamor
Quando o desamor bate em nossa porta,
nos sentimos impotentes, fracassados, amaldiçoados. É como se tudo conspirasse
contra, e a nós restasse seguir, passo a passo, hora após hora e dia a dia, sem
olhar para trás, a remoer aquilo tudo que um dia nos fez acreditar em
felicidade.
É como se nos despetalássemos,
jogando fora parte a parte daquilo que nos faz parte, para que possamos enfim aliviar
a imensa carga de emoções que carregamos. Como se aquele ar que tanto
respiramos nos sufocasse. Como se não nos bastássemos mais como somos. Como se
não mais soubéssemos quem somos.
Estranhos ficamos, ao olhar dos próximos, quanto mais dos distantes.
Isolamos-nos então, a digerir aquela dor intensa, indesejável, a nos maltratar
insistentemente, pela culpa, pela decepção ou frustração. Rasgamos as cartas e
jogamos fora as lembranças. Evitamos conversas e pessoas, cuidamos do nosso
luto.
Por fim, jogamos as pétalas nos jardins da vida, frutificando
esperanças em nossas almas, e pacientemente esperamos que algo novo aconteça, não
pelo destino, mas porque somos merecedores. E refletimos então que tudo aquilo
era preciso, para que nos tornássemos ainda mais capazes de seguir...
Namastê!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Verdades e Mentiras...
Não existem verdades absolutas, existem verdades, mentiras e o silêncio.
Aprendemos com o tempo que o mais importante é sobrevivermos, e naturalmente
nos foram proporcionadas possibilidades e escolhas, as quais nos harmonizarão
maior ou menor conforto, ganhos ou perdas. Também nos foi facultado
interferirmos nos destinos dos outros, levando-lhes um bem ou mal estar, ao
usarmos as verdades, mentiras ou o silêncio.
Sem juízo de valores, desde cedo vamos aprendendo a fazer as nossas
escolhas, através dos exemplos, das broncas e também das boas e más experiências,
o que contribui para a formação e conformação do nosso caráter. Passamos a ouvir
que uma mentira para o bem não faz mal, ou que às vezes o silêncio é melhor do
que a verdade. Também, que existe o perdão para tudo e basta o arrependimento,
o que nos permite não só invadirmos uma seara delicada, como nos conformarmos
com as conseqüências.
Se formos verdadeiros ou não conosco, sofremos ou vibramos com as próprias
vitórias e derrotas, e ninguém é responsabilizado ou culpado, além de nós
mesmos. Podemos então tratar as causas, se assim julgarmos conveniente, e
seguirmos as nossas vidas com tranqüilidade. Já, quando envolvemos outras
pessoas, podemos causar euforias ou desastres maiores, pois por nossa influência
aqueles tomam decisões, que podem ser felizes, ou irreparáveis.
Nem por isso a nossa consciência pode ser afetada. Mas é importante
refletirmos sobre mentiras e verdades, e também sobre o silêncio, pois apesar
de não sermos responsáveis, podemos ser culpados, e ao reconhecermos a culpa
muitas vezes torna-se fácil sermos perdoados pelo outro. O difícil, para aquela
pessoa de bem, é perdoar-se.
Namastê!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Amar
"De longe te
hei de amar, da tranqüila distância em que o amor é saudade e o desejo,
constância"
Cecilia Meireles
Cadê!
Aderente ao meu, é o teu corpo,
que não só me completa, mas me inunda, como se eu não me bastasse nas minhas
coleções de fatalidades e desejos. As suas idéias são suas, e não me canso de
vibrar com os seus sonhos e vitórias. Pensar em você, sempre, como se meu relógio
contivesse somente segundos a desvendar a sua doçura. Acariciar-te então, tê-la
em meus braços a contemplar o seu sorriso, é uma benção. A sua alma pura, repleta de intensidade me move, e
assim, amar-te, não só faz parte do meu enredo, como rege o meu destino, a impulsionar
o sangue que faz o meu coração pulsar.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Poesia
Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa
(Paulo Leminski)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
A Letra - Casa Pré-fabricada
Casa Pré-fabricada
(Marcelo Camelo / Zé Pereira)
Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim
qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Vale o meu pranto
que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela
primavera quer entrar
pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um canto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...
Los Hermanos
Maria Rita
Roberta Sá
terça-feira, 29 de maio de 2012
Repositório
Nosso coração guarda toda a poesia que o nosso cérebro não compreende, ou faz questão de não decifrar!
O Amor em Areias Movediças
Todos somos escravos dos próprios sentimentos, a
girar, cada qual, o seu caleidoscópio de emoções. Um emaranhado de sensações
que faz com que nosso peito vibre intensamente a cada instante, a cada momento
e nos direcione para a felicidade. Lembranças, sonhos e expectativas, realizações,
adereços de vida, escolhas que guardamos com todo o cuidado nas prateleiras da
alma, para que ao sacudirmos a poeira, possamos resgatar as licitudes dos bons, descartando
as suas malevolências.
Ainda
assim, protegemos nossos defeitos, pois aquela redoma que nos envolve, é a mesma
que aos outros ilude, para que pareçamos íntegros aos olhares da hipocrisia
social. Assim, nos é permitido enganar, mentir e até se vender, para
conservarmos aquela imagem de bom samaritano, de confiável e coerente, ou mesmo
para tirarmos proveitos, enquanto tapamos o ralo que nos envergonha, pela nossa
incapacidade da plenitude.
“A
tua piscina está cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos”, mas o tempo não pára, e sempre existirá alguém
disposto a pagar o preço da ignorância na direção contrária do seu próprio bem comum, mesmo
que enganado. Maquia-se de tudo, então, e vendem-se ilusões, para então colher, na calma, alegrias, em areias movediças. No contraditório, basta colocar a cabeça no
travesseiro a tentar dormir tranqüilo, acreditando na certeza de que para existir o bem, é preciso
o mal.
Namastê!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Tempestade
As manhãs têm sido difíceis, assim como as horas em meu relógio
enferrujado, que custam a passar. Em silêncio, o farfalhar dos desejos a
instigar a felicidade em claves de chuva. Um meio sem jeito de conduzir o vôo alado
dos cavalos que tanto me inquietam e a vontade de nada, a estimular as conexões
orbitais dos meus sentimentos. Não há menino dourado, não há menino, não há nada...,
somente o negro das noites sombrias que me habitaram a alma. Há um eclipse em
meu coração.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Fragmentos de Vida
Quantos fragmentos de vida guardamos em pequenos compartimentos da
alma, e quanto deixamos? É como se em nossa seleção, separássemos aquilo que
queremos bem conservar e aquilo que descartamos, mesmo que inconscientemente,
fruto de vivências boas ou nem tão interessantes assim. Lixo do nosso lixo,
dores de amores, perdas e ranhuras da vida - momentos que queremos esquecer, ou
boas lembranças, que por alguma razão desejamos que a cada instante novamente nos
invadam.
São avassaladores os puros sentimentos, que mal conseguimos
explicar o porquê desse turbilhão que nos move às realizações mais loucas e
improváveis, mesmo com uma mente sã. As ações e reações, as palavras jogadas, e
as construções dos labirintos que nos provocam a encontrarmos saídas para tudo
aquilo que nos convém. Incapacidades superadas na realeza do nosso pulsar, no
contraditório do impossível. Conexões e energias canalizadas para o nosso bem
estar, mesmo que nem tão bem o sejam.
Por mais que nos julguemos no controle, não há controle,
diante da química que nos movimenta. Resta-nos guardar ou deixar, como
mencionei no início, e é lá onde cultivamos o medo e a ousadia, fruto das
vibrações e frustrações, sempre bem alimentadas pelo furor dos nossos desejos,
pelas conveniências da sociedade, e pela aprovação daquilo que realizamos. Como
se nos aplaudirmos ou nos recriminarmos não fosse o suficiente...
E a felicidade?
Ahhh essa tal felicidade..., pode ser conseqüência ou a razão dos nossos
atos!!!
Namastê!!
sábado, 19 de maio de 2012
Adoro Você!
Ainda que duvide das tuas verdades, é no teu sorriso que repousa o
meu encanto. O acaso tem me mostrado que o seu encontro não é somente luz,
farelos de estrelas ou pétalas de rosas a indicar os meus tortuosos caminhos,
mas afeto, e amorosidade. Aprendemos sobre o desapego e também admiração, sobre
relações, ganhos e perdas, axiomas do viver. Ainda, que existem pessoas que de tão
grandes que são, não cabem em seus próprios corações e transbordam aos corações
dos outros as suas alegrias.
Lembrar de ti me fascina, assim como ouvir as suas amenidades. Ver-te
então, faz com que minhas pernas estremeçam e meu coração acelere, e que todos
os meus músculos da face se movimentem na mais perfeita harmonia, somente para
retribuir o teu sorriso. Ahhh..., ponteiros da vida que não nos permitem voltar
no tempo, pois hoje entendo as suas fragilidades e esse vulcão que te
impulsiona, mas não seria justo voltar, pois a vida deve seguir o seu rumo, e assim
estava escrito!!!
Fazer anagramas com o seu nome é uma diversão, assim como olhar a
lua cheia do banco de praça, a desvendar que o seu lado escuro não é tão escuro
assim. Que se deve cumprimentar os animais da casa quando se é visita, e compreender
que um dia eles também irão nos amar; que vinhos são feitos para saborear noites
encantadoras e que pileques valem a pena, quando bem acompanhados; que pode-se jogar qualquer coisa em uma panela cujo resultado
deve ser abençoado; e que cada lágrima que derramamos tem um valor imenso, pois
por trás, nos traz sempre uma história, alegre ou triste...
Por fim, que pessoas vêm e vão, e que na estação do nosso coração, os
braços estão sempre abertos a palpitar e acolher quem de bem vier, partir ou
voltar, pois distante e breve é essa nossa viagem. Que saudades são boas
lembranças contidas, e que devemos agradecer sempre às pessoas que nos envolvem, pois o reencontro com essas pessoas queridas não só nos faz pulsar, mas nos dá a
certeza e a felicidade de que seguimos nos mesmos caminhos. Que maturidade é uma grande
bobagem que inventamos para ocultar os nossos conflitos, que de amor se
constrói as duradouras relações e que lealdade e fidelidade são valores
essenciais nas grandes amizades, para que estas se perpetuem e sejam admiradas não
só pelos outros, mas por nós mesmos.
Admiro e adoro você, muito!!!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Corações Alados
São somente os corações alados que se atiram nos
abismos da paixão, em vôos cegos a dilapidarem expectativas. Sentimentos nus,
no vibrar dos dias intensos. É quando a solidão deixa de fazer sentido, e o
ardor das asas, a flipar brisas suaves, acariciam rostos sedentos.
Deixar
morrer a dor é nobre, mesmo que ao acaso das intenções. É como sepultar aquilo
de mais glorioso que cultivávamos e extirparmos da ferida toda mácula, por mais
que ela ainda sangre. Há que se ter coragem para deixar, ousadia para voar e muito amor para entregar.
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