
Tentamos explicar os erros exaustivamente, como se não fosse possível errar. O mundo nos ensina a sermos duros. Aprendemos muito com os outros sobre os modelos de sucesso, mas pouco sobre os fracassos. Somos cobrados e rotulados como bons ou ruins, bem ou mal sucedidos. Supervalorizamos os desacertos e elevamos às frustrações tudo aquilo que não conseguimos realizar, mesmo as pequenas coisas. Assim, somos regidos pelo medo e pouco ousamos. Sepultamos emoções e cobramos auto-estima. Sentimos-nos impotentes e vazios e cimentamos nossos passos, diante das vicissitudes.
É preciso mudar..., e abrir a janela da alma exige coragem. Deixar entrar os bons ventos que nos impulsionam aos mais amplos desejos. Provar os saltos longínquos de uma vida caórdica. Não impor desinências aos sonhos. Acumular histórias e pintar a vida com um colorido tão intenso, que o cinza e o negro da melancolia não se atrevam a revelarem-se. Ousar, ousar e ousar...
Um olhar profundo para tudo aquilo que nos é essencial. Sorrir. Expandir as nossas virtudes e compartilhar os momentos com todos, por mais que estejamos enclausurados em nossos micro-mundos. Sermos protagonistas dos nossos destinos e influir, entusiasmar aquelas pessoas que ainda não perceberam o quanto somos capazes. Viver muito, viver e viver...
E quanto aos deslizes, são meros escorregões, descuidos, enganos, pequenos tombos. Assim aprende-se a caminhar, caindo.
Namastê!
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