Ando muito doido e a culpa é dos caretas, pois se eles também fossem doidos ,eu seria uma pessoa normal.
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Amar, Sem Amar...
Tem gente que diz amar, mas diante da primeira dificuldade vira as costas e foge. Que amor moderno é esse, muito falado e pouco sentido? Amor sem compromisso, de palavras sensíveis ditas dos mais doces lábios, mas que se perde no lodo da luxúria, do egoísmo e do interesse.
Tem gente que diz amar diferente, mas que amor diferente é esse? Amor que mutila e mata, que destrói enquanto constrói em ruínas almas adoecidas, que multiplica mágoas e potencializa solidão.
Ainda assim, tem gente que diz amar, mas que ao amar assim, sem amar, sofre, enquanto faz sofrer. È gente que inveja gente, e chora contido, ao esconder a sua fraqueza e a sua sórdida incapacidade de se doar.
Namastê!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Ausência
Esse vulcão que em mim habita, haverá de cobrir de cinzas a tua ausência. Das erupções e das cinzas, e da petrificação da lava, é que brotam as novas geografias, cujas histórias ficarão esquecidas em algum museu da alma. De que lado o amor estará, senão daquele que pulsa, e que despeja em sentimentos o verdadeiro querer, ao mesmo tempo em que abomina o superficial e o fútil. É preciso deixar que o coração diga, nas encruzilhadas da paixão, qual caminho seguir.
O lamento é o dano, sem nunca deixar de destilar emoção, e aquele que não se emociona diante de uma perda é fraco, pois ao entregar ao racional o seu próprio destino, mata a si mesmo ao esgotar a sua virtuosidade.
Para que decretar o óbito de quem aqui está, mas já partiu? A sentença é penosa, está na obsessão do ter. É quando alguém lhe rouba a sua solidão e nada lhe dá em troca, como já supunha Nietzsche...
sexta-feira, 2 de março de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Sem comentários...
Cada um sabe a sua hora de avançar e seguir, ou mesmo a hora de parar, de desistir. O cosmos nos guia e por mais que tentemos avançar além daquilo que nos foi permitido, nosso momento está escrito, descrito, em linhas tortuosas que nenhum sentimento egoísta consegue ler. É simples demais, é quando achamos que já fizemos tudo aquilo que tínhamos por fazer, causado transtornos, alegrias, encantos, e criado adversidades. A gente cansa, cansa de viver, cansa de estar, cansa de participar, cansa de ter que explicar o que não tem explicação, e o que ainda estamos fazendo por aqui. É um problema de cada um.
O amor é doido e é a razão de se existir: filhos, pais, amigos, conhecidos, colegas, paixões, parentes, animais, plantas, casas e mobílias, letras e palavras, é o coração que pulsa. Um apego imenso ou qualquer, que nos inutiliza para nós mesmos e nos faz nos doar, nos suga a sermos generosos com tudo e com todos. É a razão de se existir, um lamento, e quando esse amor nos abandona, não nos faz mais sentido, nos dá a certeza de que a nossa missão está encerrada, e que é a hora de partir, simplesmente para deixar mais amor, e não mágoas ou decepções.
Partir não tem nada haver com tristezas, com dor, mas simplesmente é o pleno entendimento de que nada mais se encaixa. É quando deixamos de fazer sentido para nós mesmos. Desapegamos-nos dos outros e das coisas, e nos desapegamos de nós mesmos. É quando nos falta algo, e esse algo não está aqui, em nosso plano, e não compreendemos, e então usamos da coragem para neutralizar o medo, para que então possamos seguir, felizes. Não tem a ver com religião, com passagens, com crenças, mas simplesmente com o entendimento entre cada um e a sua própria consciência.
Penso que nada mais confortante do que um sorriso, um abraço, uma lembrança talvez..., uma boa lembrança. Ainda, a alegria de tantos corações que fizemos pulsar, e tantos que nos fizeram sorrir. Infelizmente, o entendimento ainda se prevalece no plano físico, no ter, e não no ser, e não conseguimos entender o porquê do quanto estivemos presentes em nós mesmos, e talvez muito pouco tenhamos conseguido compartilhar ou transmitir das alegrias e encantos que pudemos viver.
Dizem que quem decide partir é covarde, que por alguma infelicidade desiste, ou que não possui coragem para enfrentar as dificuldades..., besteira! É como se a gente não coubesse mais em nós mesmos e simplesmente decidíssemos olhar o mundo de uma forma diferente, não confortante, outra perspectiva, mas que nos permitamos deixar as pessoas tristes por um momento, e felizes após, a seguirem os seus caminhos com aquela gota de boa lembrança do que um dia pudemos fazer, e muito além, de que um dia as pudemos fazer sorrir ou sentir.
Não há o porque se desculpar, mas quando a hora chega e a decisão tomada, é simplesmente exigirmos respeito ao reafirmarmos o que disse o poeta, Torquato Neto, “para mim chega!”!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
E agora?
Algumas pessoas acham que conseguem resolver os seus dramas e problemas, simplesmente transferindo-os para os seus analistas ou psicanalistas. Agem como inocentes em processos potencializados por elas mesmas e saem dos consultórios leves e sem culpa, mas levam consigo, novamente, os seus próprios problemas, criados por situações ou fantasias que têm medo ou não estão preparadas para enfrentar.
Assim, continuam a culpar e a racionalizar as suas frustrações, e ao depositarem nos outros as causas e razões para os seus sofrimentos não crescem, não evoluem e se limitam. Ainda assim, muitas vezes se acham melhores e resolvidas e tentam impressionar, enganar, realimentando as suas próprias fraquezas.
Pense nisto!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Incoerências!
Inconfundíveis gotas a encher de vazio, e a transbordar e inundar aquilo que não nos parece sensato. É preciso jogar-se no abismo para se viver, e deixar na imensidão do nada, aquilo tudo que não nos faz sentido. Há que se ter coragem para romper, suprimir os jardins plantados, mesmo que a florir, e ao matar, não somente exterminar as flores, mas seus frutos e genitores, ir à raiz.
Naquilo que cremos está a nossa fortaleza, que nos enaltece e nos faz pulsar. Nos é permitido partir a todo momento, deixar, basta mergulharmos em nossas realidades. Memoráveis são os nossos impulsos, alertas, que ao reverberarem nossos próprios sentimentos nos movimenta. Uma brisa intensa que nos deixa sensíveis a nós mesmos, apesar do absurdo que nos invade e que nos limita.
Para se viver é preciso estar vivo, mas não basta somente o bater do coração!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Afago!
Admire-me e me ame pelo que eu sou, e não pelo que você gostaria que eu fosse. E se mesmo assim eu não te bastar, me julgue como uma brisa leve, que um dia tocou o teu rosto e te fez suspirar. Por mais que não entendas quem sou eu, deixe que o pulsar do teu coração te encaminhe, para aquilo que de mais sutil te toca e que te faz perceber que nada mais sou do que afeto..., um emaranhado de amor em sentimentos bons a aquecer e elevar o teu peito vibrante.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Verdades
Não existe simbiose em duas metades,
pois metades são metades,
e não há como ditarmos que são um inteiro.
Mesmo que tenhamos vontade,
metades são metades,
cada uma com as suas verdades.
A nossa vontade nem sempre será uma verdade,
ainda que pela metade,
queiramos assim entender.
Metades nunca terão uma só verdade,
pois verdades nunca terão metades.
Amputamos metades das verdades e elas serão únicas,
outras verdades talvez,
simbioses de outras vontades
das nossas almas libertas.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Manifesto!
Sempre relutei em fazer da minha vida um canteiro de amenidades. Preferi um jardim intenso de cores e cheiros, do cair de pétalas e do renascimento, do lamento às preces. Não queira agora, que eu entenda as razões fúteis das banalidades, somente pelo fato de eu estar mais presente nas superficialidades das ondas da mediocridade.
Derrubei as minhas máscaras há muito tempo e nem por isso me permitirei louvar aquilo que me emudece. Danem-se os profetas e os sábios, pois nada mais são do que multiplicadores das suas próprias crenças. Danem-se os seus admiradores e apesar do respeito, afirmo que não deixam de ser meras ovelhas a caminho do matadouro.
È preciso pensar, refletir, é preciso dourar as emoções, para que possamos então nos posicionar, a defender a nossa própria estrutura, na qual cremos e desejamos . E se você pensa que esse manifesto é a sua verdade, esqueça...! Você não entendeu nada e não aprendeu a pensar... Continua a ser manipulado, um inocente útil no jogo perverso do poder.
Estamos no limite da obscenidade, e despir-se diante do caos, nada mais é do que deixar que tudo aquilo que te comove, te afogue nos seus sentimentos e nas suas expectativas vazias.
Namastê!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Sentimento Meu
Sentimento não se discute e não se fala, se cala e simplesmente se sente. Quem diz que sabe não sabe e quem discute não sente, só quem sente é quem sabe que o sentimento é seu ente. É único e de cada um pelo fato de estar presente, e incomparável há que ser respeitado, pois é mais fraco ou frouxo, aquele que se intromete no sentimento dos outros, e ao querer se comparar com as amarguras da gente, não passa de palpíteiro, intrometido e doente.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Coração Selvagem
Descontrolado e louco..., ando ensandecido com as suas arbitrariedades... Como se não bastasse a dor da separação, o luto pelo rompimento e o flagelo da saudade, devo ainda me sujeitar às suas variantes. Nos momentos em que mais preciso de você, me abandona, ao bel prazer de me ver sofrer e, por tua causa, despenco no grand canyon das minhas emoções. Impossível controlá-lo, e sei que é minha a culpa, já que sempre deixei o meu destino em suas mãos. Agora sinto que admiti-lo a pulsar, ou deixar de bater acelerado, sem a minha racionalidade, é insensatez.
Quisera você fosse tal qual um celular, com carga e descarga e a opção de desligá-lo sempre que preciso. Poderia deixá-lo em casa ao mergulhar nas minhas madrugadas insanas, se quisesse o frio das relações, ou regular a sua intensidade, para que batesse à altura dos meus interesses. Coração bandido, algoz dos meus sentimentos, anda a me maltratar por capricho, como se por vingança fizesse, pelos sustos e oscilações a que lhe tenho exposto, pelo que lhe tenho açoitado. Apesar de tudo você é meu e o que me conforta é que posso viver sem você, assim como você pode viver sem mim, por outras emoções. E talvez por isso, o gosto e o zelo por nossa desarmonia.
(contribuição de Henrique Cabral dos Santos)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Beijo a flor...
Ternura de beija-flor que meu jardim excita, há volúpia na sutileza do teu voar. Ao farfalhar as tuas asas acaricia o veludo das minhas pétalas, e como se fosse teu o encanto de estar íntegro nos meus momentos, me eleva. Mágico, deposita em mim aquilo que vem da tua natureza e retira o néctar das minhas emoções. Simbiose de amor, do seu para o meu íntimo e do meu para o seu. É pena as janelas estarem abertas, mas é preciso, para que venhas quando quiser e possas partir, sabendo que estarei aqui saudoso, sempre a te esperar.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Ausência
Me faltam letras, e portanto as palavras. Sem palavras não combino frases. Sem as frases não expresso aquilo que sinto, e ao não expressar aquilo que sinto me sinto ausente. Ausente estou por não pulsar meu coração, e ao não pulsar, ele me pune, por tudo aquilo que deixei de fazer.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
A Letra - Palavras ao Vento
(Marisa Monte / Moraes Moreira)
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras
Palavras pequenas
Palavras
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Palavras apenas
Apenas palavras pequenas
Palavras
Apenas palavras pequenas
Palavras
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Partida
pouco me importa se a sua boca é carmim
ou se o seu jeito de me olhar é meigo ou não
a vida é assim
ou você ama ou desiste
encontros são desencontros
são chegadas e partidas
pouco me importa o seu brilho e a sua cor
ou se as suas unhas estão pintadas ou não
você é assim
lixo para tudo que vem de mim
encantos e desencantos
é ardor e dor
pouco me importa
se há frio em meu coração
o amor é assim
naquilo tudo que me condiz
do afeto à desilusão
nem sempre o perder é perder
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Palavras Doces
Hoje, vasculhei as gavetas da minh’alma à procura de palavras doces, que porventura tenha guardado para os meus momentos amargos, mas nada encontrei, além de uns poucos pingos de gratidão e desprezíveis ressentimentos. É nobre entendermos o quanto nos doamos, e gastamos o douro das nossas alegorias à acalentar os corações das pessoas que tanto queremos bem, para também entendermos que às vezes perdemos o chão, para então aprendermos que é possível caminhar sobre as nuvens.
Respirar fundo, deixar que o ar puro desintoxique nossos pensamentos ruins é resgatar-se, para então continuarmos a nos doar e a recebermos os bons fluídos que a vida nos reserva. É como se regenerássemos aquilo de mais precioso que possuímos: nosso destino. E é essa resiliência que nos faz levantar e seguir em frente.
E quanto às palavras doces, é preciso guardá-las com muito cuidado: amor, para distribuirmos para quem verdadeiramente amamos; paixão, para quem veneramos; amizade, para quem queremos que nos acompanhe eternamente; abraço, para quem precisa de um afeto; sorriso, para tocar os outros com a brisa da felicidade, e assim então, também nos sentirmos tocados.
Namastê!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Ressentimentos
não me atires a qualquer lugar
como se do teu escárnio fosse
a lamentar as feridas fétidas
do teu universo ferino
lacrimejas ódio
vomitas desejo
e sorri falsamente
na solidão que te consome
enquanto matas a mim
matas a si mesma
e no engodo de ressentimentos
se faz infeliz
domingo, 3 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Protagonismo
Algumas coisas me emudecem, como se em minha garganta repousassem nós, surpresas de um emaranhado indescritível de emoções. Sempre que os desato, aprendo com as suas nuances, sejam elas de dor ou de alegrias. Aquilo que me cala, e que me surpreende, às vezes me remete à dúvida, e muito me instiga, ao mesmo tempo em que me impulsiona, me reconstrói.
Esse cataclismo que provamos sempre que saímos do nosso conforto é o que nos alavanca, que nos move. Negar experiências não engrandece, destrói. Como construir um futuro sem um passado? Quem disse que o arrependimento é garantia de felicidade? A entropia que hora nos habita e que muitas vezes provocamos, é necessária para respirarmos, suspirarmos e seguirmos.
Ausência de emoções é água parada, não pulsar é não viver, não deixar viver. Por mais que me agrida a minha própria ousadia, que me remeta aos absurdos da obscuridade, não tê-la comigo é morte, lenta, segundo a segundo. É provar de um veneno nefasto, que me afunda, no lodo que eu próprio cultuei, naquilo que me deixei programar e manipular.
Morte ao rei, hora gritamos, e em rebeldia marchamos contra, sem ao menos notarmos a nossa majestade. Daí o nó que nos emudece, e que também nos engrandece, sempre que permitimos nos olhar. E assim vamos adiante, a esperar o próximo capítulo, sem ao menos darmos conta que somos os protagonistas da nossa própria vida, enquanto o tempo passa.
Namastê!
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