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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Remediando a Vida!

Diz-se que no silêncio encontramos as respostas para as nossas crenças; que ao experimentarmos o novo, o cognitivo se potencializa, ao ativar mecanismos desconhecidos, o que nos faz avançar; que para repousarmos, com sapiência, basta acalmarmos nossa alma, nos interiorizarmos.

Também, que ao nos alegrarmos ou nos movimentarmos, liberamos, em processos químicos, substâncias que nos elevam. Ainda, que nossa capacidade mental pode nos proporcionar soluções para as mais difíceis questões, assim como para as mais fáceis. Que o simples fato de respirarmos adequadamente, nos oferece equilíbrio.

Remediar a dor ao buscar o júbilo, curar a angústia e encontrar a paz, positivar-se e ousar ser feliz, dar a chance para si mesmo resplandecer. Uma descoberta única, de cada um, ao explorar as suas potencialidades, as suas fortalezas. Uma porta que possui maçaneta somente pelo lado de dentro.

Namastê!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Confissões de um adolescente quarentão...


Ainda ontem estava pensando que somos frutos do meio, e que a fruta nunca cai longe do pé. Também, que, indisciplinados, estamos superaquecendo o planeta e que certamente extinguiremos os ursos polares. Ainda, que estamos criando uma geração de desajustados, que não conseguem se relacionar, fora da virtualidade, e que, como bons desajustados, jamais conseguirão interagir com a sociedade, e, portanto, nunca contribuirão para a construção de um mundo melhor.

Estava refletindo sobre tudo que aprendi e que não utilizei: que decorei a tabela periódica para poder passar de ano e que nunca me perdoei por ter me abaixado em uma aula de biologia, na tentativa de ver a calcinha da professora Angélica, que naquele dia usava saia. Que quando minha avó me mandou rezar umas 50 ave-marias, só porque aceitei Jesus em uma igreja que não era católica, juntamente com meu irmão, ou quando dava as uvas, que repousavam nas garrafas de pinga onde ela fazia os seus licores, para as suas galinhas de criação, cumpri os castigos, mesmo sem ter cumprido objetivamente... Enforquei várias galinhas dela no parreiral, mas não estava sozinho... Meu avô me deu bengaladas injustamente, só porque puxei a barba do papai noel e descobri quem era ele, e odiava ter que cantar encima do caixão de lenha, se quisesse ganhar presentes...

Quando morava no Rio de Janeiro, ainda bem criança, era agarrado na dispensa de casa, e no escuro. por uma filha de um amigo do meu pai, também militar, mas apesar de envergonhado, não revelava o abuso e acho que até gostava... Pulava o muro de casa e ludibriava o cachorro do vizinho, só para beijar a filha dele, a Ritinha..., ahhh Ritinha... Será que é por isso que hoje sou assim? Nadar na água de chuva e ser resgatado pelos militares e entrar nas tubulações dos prédios lá em Marechal Hermes, foram aventuras arriscadas, mas nem tão secretas assim..., fomos denunciados!

Com meu primo, assustava as meninas, amigas e primas, em teatrinhos onde ele saltava de baixo das cobertas, transfigurado por mercúrio, ou sangue do diabo, e esparadrapos, e eu, junto com o Ná, ligava o alarme do carro dele, cuja chave era externa, sempre que ele ia namorar, só para acordar a vizinhança... Com meu tio, tomava caipiras de maracujá, nos botecos, nas pedras do Morro do Cristo, lá em Guaratuba e ele botava uma graninha em meu bolso, por qualquer agrado ou companhia... Meu outro tio passou reto em uma curva, com sua Belina, quando fomos a uma pescaria... Normal, pois a curva do monge, lá na Lapa, fora apelidada como curva do César..., não por acaso...

Minha mãe mandou despejar uma carga na areia na porta da cozinha de casa, por estarmos entediados, e ao meu pai fazia continência, ao esperá-lo chegar do quartel, pois então, estava no Colégio Militar e empolgado com a possibilidade de dominar o mundo... Dei uns safanões no meu irmão menor quando, em um passeio apertado no carro, ele comprimiu, involuntariamente, meu furúnculo na perna... E caí em um riacho quando atravessava uma ponte de madeira, em um passeio com “meu filho Junior” e turma..., tive que seguir de cueca... Participar da matança do bode, que ganhamos do seu Fernando, para um churrasco da turma, não foi legal...

Não posso deixar de confessar que roubava doces do armazém da D. Helena, e que adorava o velho Guirino, principalmente o seu pomar. Roubava picolé na saída do colégio também, em uma ação articulada da “gangue”da saída da escola... Joguei uma laranja podre em um missionário que seguia para a igreja e ele nem percebeu, pois somente raspou a sua camisa de cetim e coloquei ratos no jipe do Monsenhor, hoje quase santificado e detentor de tantos milagres... Matei uma pomba branca com um tiro de espingarda de pressão e nunca me perdoei, mas ri quando soprei uma zarabatana com espinho na ponta e que perfurou o braço da Ester. Quando Neuza me induziu a enfiar meus dedos na tomada e levei um puta choque, odiei...

Para finalizar as confissões, como não podia entrar no cinema, jogava bombinhas cabeça-de-nego, pelas calhas e apavorava os casais românticos, certamente interrompendo as suas intenções, até ser pego pelo Oscar da farmácia (também não estava só...). Me vesti de policial com a farda do Coronel Janari e participei de uma blitz. Gostava quando o filho do Burda era jogado do trampolim lá na piscina... Pelas minhas encrencas, sempre era um dos primeiros a começar brigas nos bailes de carnaval no Congresso, e o Teteco era o meu anticristo, na época. Tocar campainhas e correr, esvaziar pneus, espionar as meninas em diversas situações, roubar produtos do mercado do Espedito, junto com o filho dele, Maurício, para alimentar nossas pescarias, provocar as freiras..., entre outras tripulias, eram os nossos pecados da época...

Essas passagens pitorescas são de algumas aventuras da infância, e de um lado da família, pois do outro lado, contarei em outra postagem. Histórias como quando Fernando Alberto disse para minha tia Alaíde que ela ia à praia para espantar tubarões; nossas aventuras com carrinhos de autorama e playmobil; quando escondíamos Paulinha no armário, ou quando quebrei a ampulheta do meu Tio Antônio, além das descobertas com Nelsinho, sobre as revistas suecas...

Acho que me sinto mais aliviado, e quem sabe, em outra oportunidade, contarei os pecados da adolescência...

(Uma pequena lembrança para os meus pais, parentes, irmãos, primos e amigos, de uma doce infância colorida...)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Felicidades...

derramei lágrimas pela tua felicidade
a louvar este dia, seu dia
assim como os demais dias
são todos dias seus

carrosséis de serpentinas, eu trouxe
assim como nuvens de confetes
com fantasias lúdicas
a enfeitar as suas verdades

ousei te lançar purpurinas, farelos das estrelas
só pra te iluminar
como se você não se bastasse
com o seu próprio e intenso brilho

com beijos ardentes e abraços apertados
a alegria de estar muito próximo a você
poder contemplar a tua beleza
e participar do seu universo

do teu sorriso, o alento
da tua paz, o aconchego
da tua fé, o amor
da tua energia, a vida

que Deus continue a te iluminar, pois você é uma pessoa muito importante, exageradamente especial....

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Qual o tamanho dos seus sonhos?

Na minha linha de pensamento, acredito que as pessoas buscam ser sempre melhores, ou pelo menos deveriam, e procuram no mínimo neutralizar as suas deficiências, justamente para potencializar as fortalezas. Trago comigo a experiência pessoal com uma premissa de que devo ser intenso em tudo o que faço. Realmente colocar paixão em tudo aquilo que tenha decidido fazer, sem medo de correr riscos e de ter que corrigir ou alternar os caminhos, se necessário. Se for para ser ou para fazer, que eu seja integral. Um pouquinho só não me satisfaz!

É óbvio que cada um tem o seu perfil e faz as suas escolhas, e também paga o preço por elas. Hora brindamos um sucesso e hora nos recolhemos diante do fracasso, independentemente do assunto: felicidade no amor ou solidão e frustração profunda; a alegria de uma viajem planejada e a frustração de não poder realizá-la; a expectativa de bons negócios e a frustração do caixa vazio ao final do mês..., assim por diante. O fundamental é que na balança das suas realizações os sucessos sempre superem os fracassos e que as nossas ousadias nos impulsionem àquilo que realmente queremos para nós mesmos.

Reforço a questão das escolhas, as quais estão vinculadas aos sonhos, aos sucessos, aos fracassos e principalmente à felicidade. Sonhar timidamente nos remete à mediocridade e exageradamente pode nos elevar às frustrações, o que nos distancia da felicidade. Sonhar adequadamente nos remete ao sucesso e conseqüentemente a uma vida feliz.

Mas o que é adequadamente?...a escolha é de cada um!

Lembre-se: você é do tamanho dos seus sonhos..., seja feliz!

Namastê!