Rasguei páginas do meu caderno de poesias, e pouco ainda há a
retratar das minhas madrugadas vazias. Trago comigo os raivosos cães da minha
anormalidade, como se fossem anjos do meu desconcerto, e enquanto espero do
tilintar das mariposas a calma que me incomoda, mergulho no meu universo Platão
de coisas, matérias e anti-matérias, a louvar as impertinentes escolhas em
becos escuros. Na mais plena lucidez, ainda haverei de anular as minhas
qualidades, e na imperfeição dos meus desejos, favorecer os meus erros, para então novamente me ver a sorrir, não do desprezo, mas das verdades.
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
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terça-feira, 3 de julho de 2012
domingo, 3 de abril de 2011
Escolha!
não consigo fechar os olhos
e mergulhar na escuridão
melhor olhar todo o engôdo
a cercear o brilho das estrelas
no horizonte das incertezas
repousa a esperança
no piscar do meu ou do teu olhar
e mergulhar na escuridão
melhor olhar todo o engôdo
a cercear o brilho das estrelas
no horizonte das incertezas
repousa a esperança
no piscar do meu ou do teu olhar
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