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terça-feira, 3 de julho de 2012

Caminhos


Rasguei páginas do meu caderno de poesias, e pouco ainda há a retratar das minhas madrugadas vazias. Trago comigo os raivosos cães da minha anormalidade, como se fossem anjos do meu desconcerto, e enquanto espero do tilintar das mariposas a calma que me incomoda, mergulho no meu universo Platão de coisas, matérias e anti-matérias, a louvar as impertinentes escolhas em becos escuros. Na mais plena lucidez, ainda haverei de anular as minhas qualidades, e na imperfeição dos meus desejos, favorecer os meus erros, para então novamente me ver a sorrir, não do desprezo, mas das verdades.

domingo, 3 de abril de 2011

Escolha!

não consigo fechar os olhos
e mergulhar na escuridão
melhor olhar todo o engôdo
a cercear o brilho das estrelas
no horizonte das incertezas
repousa a esperança
no piscar do meu ou do teu olhar