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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vale tudo!

Especialistas reportam, com muito conhecimento de causa, que algumas profissões são tão antigas, que remontam há séculos e cujas práticas predominam até os dias atuais. O que dizer dos contadores de estórias, das prostitutas, dos vendedores, dos políticos, dos clérigos e tantos outros que não caberiam neste texto, se os quisesse relacionar...

Furtei-me a escrever um pouco sobre este assunto, após identificar a imagem que anexei ao blog. Trata-se de uma imagem de Jesus, bem moderninho, jovem, usando jeans e em posição de extrema atitude, localizado em uma igreja na cidade de Londres, na Inglaterra. A primeira vez que a vi fiquei encantado, pois para mim trouxe a idéia de mudanças, modernidade e inovação. Sou católico, pouco praticante, confesso, e de imediato me ocorreu da possibilidade de estarmos revendo alguns posicionamentos arcaicos, deixando de lado as rusgas e os preconceitos em prol do puro respeito ao ser humano e em defesa da vida.

Fui instigado a refletir um pouco mais sobre a imagem, sobre os meus pensamentos e os meus ímpetos pelo novo e buscar entender melhor esses movimentos. Especificamente quanto à igreja em geral, sobre as suas diversas variantes que buscam atrair e reter fiéis, independentemente da razão - pela fé ou pelo dinheiro. Quanto aos políticos, sobre as manobras para perpetuarem-se no poder, distribuindo migalhas. Os contadores de estórias, emergindo ou materializando sonhos, assim como prostitutas e vendedores.

A conclusão que cheguei, a qual não foi nem um pouco difícil, passa pela astúcia e pela importância da aplicação da valorosa criatividade do ser humano em prol do seu "negócio", ao usar de técnicas de marketing para atrair seus clientes, já que clientes significam poder ou retorno financeiro, ou ainda as duas coisas; independentemente do que seja o negócio, o que importa hoje em dia são os resultados... Neste caso, especificamente, nada mais adequado do que atrair o público jovem, ávidos por descobrir a vida, utilizando da sua própria linguagem...

Volto à questão das profissões antigas, ou atuais, das tramas, das tentações e do obscuro universo das conquistas, envolvendo políticos, prostitutas, vendedores, clérigos e contadores de estórias, entre tantas outras, sem deméritos a nenhuma, cada qual com a sua estratégia de sedução para atrair a atenção daqueles que lhes convêm. Depois, com talento, é só conquistá-los e, se quiserem, manipulá-los...

Pense bem..., com fé!

terça-feira, 17 de março de 2009

A Fé e a Igreja!



Sou católico por formação, mas confesso que não tenho praticado muito. Não sou nenhum exemplo a ser seguido quando a referência é a religião, e cada vez que acompanho alguma nova manifestação das igrejas ou religiões em geral, meus sentimentos e minhas reflexões me afastam ainda mais dos ensinamentos de Deus, aos olhos dos homens.

Na minha avaliação os atuais posicionamentos de vários clérigos agridem os princípios da natureza e da evolução humana, pois intimidam violentamente as pessoas, com ameaças de punições divinas e condenações ao céu ou ao inferno. Remete-as aos primórdios da idade média, criando um terrorismo emocional, aproveitando que as fragilidades por questões como saúde, finanças ou relacionamentos, as expõem a momentos de fraquezas. Presa fácil!

De forma alguma quero desrespeitar as orientações ou os princípios da igreja, mas estamos em um momento onde se prega que encontrar a paz, somente nos braços divinos, estabilidade financeira, na base de muita oração e contribuições, e a cura de enfermidades, mediante a recusa de uma vida normal, com pedidos de perdão e a redenção dos pecados.

Para não perder a fé, tenho me dedicado à leitura, às orações e às reflexões. Tenho procurado extrair do Taoísmo e do Budismo, principalmente a sabedoria da convivência harmoniosa e do respeito à natureza e ao próximo. Do catolicismo, reflexões sobre a minha própria interpretação de algumas passagens da Bíblia. Do judaísmo a eficácia e o poder do arrependimento, e do Islamismo, na sua essência, a tolerância e a paz.

Dessa forma, quando o assunto é religião, tenho convivido bem comigo mesmo e rezado para que as relações de todas as pessoas frutifiquem. Tenho procurado ser solícito e altruísta, mesmo nesse mundo tumultuado, otimista com relação ao futuro e cético quanto aos nossos guias religiosos.

Mesmo sendo uma posição simplista, ainda acredito que a descoberta seja única e muito particular, e que tanto Deus quanto a igreja, encontram-se dentro de cada um!