Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sensível

suave não é a minha voz

tampouco meu destino

meus poucos méritos

ou minha ambição

não é meu toque

nem o meu beijo

meu sorriso

ou meus desejos

suave é o tom

ou o dom

o som

da minha na tua ausência

sábado, 7 de abril de 2012

Término

Virgulas, virgulas, virgulas, e muitas virgulas... Nada de exclamações, e muito poucas interrogações. É ponto final!!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Deixe-me pulsar...


Nas esquinas da vida, sem ao menos esperarmos,  nos deparamos com algumas situações e sentimentos que transformam o nosso viver. O que dizer de encontrarmos alguém ao acaso e esse alguém nos embaralhar os sentidos ao nos proporcionar um turbilhão de desejos em pensamentos desconexos? O que dizer do coração acelerado, da respiração ofegante, em meio a gaguejos e mãos trêmulas, sem nenhum toque físico sequer, ou sem que nenhuma palavra tenha sido dita? O que dizer da paixão e do amor, sentimentos que nos enlouquecem, nos arrebatam, invadindo as nossas quase intransponíveis carapaças e armaduras? O que dizer dos encontros, ou desencontros, que nos levam às decisões improváveis, ao sim pelas fortes emoções na desarticulação da razão?

É bem assim que nos entregamos, sem planos, sem desculpas e sem culpas. Sabemos quando é o momento e para quem, mesmo que aquele sentimento não dure para sempre. Amar potencializa sentimentos, assim como a paixão, que não nos cega, mas nos remete a outras dimensões do realmente ser humano. Invariabilidades do pulsar, do querer, do provar, do aceitar. É preferível mil batidas estonteantes do meu coração a uma única insípida, e por isso deixo pulsar. Depois colhemos os frutos dos erros, que são pormenorizados, diante dos acertos, e ainda assim podemos escolher as masmorras frias das nossas inseguranças ou o ardor incandescente de se doar, dividir.

Quem acha que amar é regra, é reclusão, engana-se: amar é permitir. Sem direitos ou deveres, sem explicações, sem contrapartidas, pois nasce dos nossos impulsos e cristaliza-se em nossas emoções. Do amor brota o afeto, o carinho e o abraço. A acolhida que nos aquieta enquanto nos incendeia.

Namastê!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Teu beijo!

cada vez que me beijas
é muito mais que um toque
é mais que afeto
é um tesão
é um deflagrar de paixão
é um selinho em meu coração

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amor


não me olhes assim
como se eu quisesse roubar a tua juventude
quero somente o teu coração
e fazer festa quando da tua chegada

não se assuste com esse meu ímpeto louco
de querer-te tanto e intensamente
vivo no limiar da paixão
do meu desejo de amar-te

sexta-feira, 11 de março de 2011

Amar


Carícias intensas a colorir as emoções, e o tempo a incendiar os desejos; nos sorrisos marotos, a cumplicidade, afagos e afetos; beijos acalorados e a entrega, sensível e doce bem-querer, bem-estar de sentimentos; êxtase e o silêncio dos corpos cansados no belo do gozo e do amor, com gostinho de quero mais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Declaro o meu amor...


Sinto novamente correr em minhas veias vida, e no palpitar do meu coração as portas abertas para um novo amor. Sinto que irradio luz, e a minha felicidade impera, como se não fosse mais capaz de conter a minha alegria. Sinto em você um desejo, que se completa ao meu, como se os nossos destinos estivessem entrelaçados, e no seu sorriso, o eterno,  que me acolhe.

Existem acontecimentos que nos surpreendem em demasia, um ímpeto pulsar em um rompante de  paixão, que tanto nos incendeia. Não sei por onde andou esse tempo todo e se os seus caminhos foram em jardins. Não sei das suas esperanças e dos seus medos, das suas loucuras e encantos, dos seus sonhos e conquistas. Sei que está aqui, perto, pois meus sentidos se confundem simplesmente com a sua presença, e isso me faz voar.

Seu encanto é o meu encanto, e sempre que eu coloco as suas palavras em minha boca, minha vida torna-se ainda mais doce. É como se eu pudesse enxergar através dos seus olhos e sentir a afabilidade dos seus sentimentos. É preciso saber amar, e assim perceberemos que o mundo não precisa de mais cores, pois podemos enxergá-lo mais colorido. Quero recostar a sua cabeça em meu peito, e a cada passo que dermos juntos, deixar um rastro de estrelas, a iluminar esse nosso amor.

Não penses que sou louco, pois loucos são os ausentes de paixão, os vazios de esperança e os descrentes do amor. Loucos são todos os sorrisos desperdiçados e os abraços não dados, os beijos contidos, os afetos esquecidos e perdidos na doença da desilusão. Se louco ora eu sou, é pelo absurdo te adorar, e embora jamais consiga dizer tudo aquilo que você representa, eu sinto.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O amor transforma...


Paixões acontecem, e por mais que não queiramos admitir, quando nos encantamos por alguém, as pernas tremulam e borboletas invadem o nosso estômago. Temos a sensação de que a todo o momento o mundo pára, e assim nos alimentamos, de desejos, de tesão, do outro.

Da paixão para o amor é um pulo..., basta apreciarmos a pessoa pela qual nos encantamos. Ao observarmos, e a colhermos detalhes, teremos a certeza se é ela - do sorriso aos gestos, das palavras à docilidade, do cuidado ao afeto, do humor ao gozo..., nosso coração então se entrega e o mundo muda de cor.

Quando nos permitimos amar, cuidamos mais de nós mesmos, a vida passa a fazer mais sentido e ao compartilharmos alegrias, passamos a ser mais amados ainda. A química em nossos corpos deflagra sensações incríveis, e tudo isso nos transforma. Faz-nos pulsar, nos sentirmos vivos.

Portanto, se ao encontrar alguém em seu caminho e essa pessoa lhe fizer despertar, acredite, muito mais do que coincidências pode ser o amor batendo novamente à sua porta, a lhe dar mais e mais empurrõezinhos para que você seja eternamente feliz.

Namastê!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Esse tal de amor...

O amor é a cachaça da vida:
quando o descobrimos, nos embriagamos, e por sua causa, cometemos as mais imprevisíveis loucuras.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quando tudo acontece...

Passada a euforia dos enamorados, motivada pelo seu dia e também por Santo Antônio, o casamenteiro, é hora de fazer planos. Refletir sobre qual o significado da vida comum, do compartilhar, do compreender, do doar-se. Decidir sobre o futuro, e se a amorosa relação significará estarem sob o mesmo teto, ou somente sob os mesmos lençóis, se o amor há de suportar a ansiedade e as diferenças, e se irão seguir juntos, eternamente.

Namoros, começam por interesses básicos, instintos e desejos, a admiração de um sorriso, dos olhos, dos sonhos. Aquela palavra dita, um suspiro, uma besteirinha que faz com que, naquele momento, duas almas se encontrem, e uma imensidão de possibilidades se abra. Uma química de emoções, despejada em um turbilhão de sentimentos, uma revolução maravilhosa, louca paixão!

A paixão é um tsunami, que nos invade, quando menos esperamos. Falta-nos ar e as pernas bamboleiam, as palavras ficam fora de sincronia. Nada se explica, simplesmente se sente algo que não se pode controlar. Um desejo louco de estar perto daquela pessoa o tempo todo. De respirar o mesmo ar, não como se aquele momento fosse o último, mas o único. Um querer bem infinito, um grande amor!

O amor é eterno, solidifica, e não mata a paixão, complementa-a. É ilimitado, ornado pela intensidade dos desejos e dos sonhos. Um presente, uma dádiva, uma oferta do fundo do ser, a ser compartilhada. Um cristal único, que pertence a duas almas livres do preconceito e da dúvida, que escolheram serem livres, livres para voarem juntas.

Assim começam as relações, e assim frutificam, impulsionadas por um desejo insano, e construídas na solidez dos corações puros, na adversidade ou na quietação, transcendendo tudo aquilo que já estava escrito. Não é só querer, ou se deixar levar, tampouco deixar para depois. Nas relações, é preciso acontecer, com intensidade. Dar um tempo é só o começo, do fim...

Namastê!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pedidos e promessas...


Uma vez me disseram que a oportunidade de assistir ao espetáculo de uma estrela cadente era um momento especial, e eu senti.

Depois, me disseram que fazer pedidos às estrelas cadentes, ao vê-las, era lúcido e assertivo, na medida em que o cosmos estaria conspirando ao nosso favor, e eu fiz.

Ainda, me pediram para ter paciência, já que o universo constituíra as galáxias há milhares de centenas de anos e as suas conjunções seriam eternas, e eu entendi.

Também, me disseram sobre a minha capacidade de amar e de alterar o meu próprio destino, para ter fé, e acreditar nos meus sonhos, e eu acreditei.

Agora, me pedem para esquecer tudo isso, pois estou sofrendo, já que o que senti, pedi, entendi e acreditei, não aconteceu...

Decidi então, esquecer a mística das estrelas cadentes e somente admirá-las, e aí me disseram para fazer simpatias para Santo Antônio...


domingo, 6 de junho de 2010

A Letra - Sua Estupidez

Sua Estupidez
Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Meu Bem
Meu Bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Meu bem
Meu Bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Pra quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo

Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo



quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sinfonia de corpos

Sinfonia de corpos
FREI BETTO


Na concretude da fé cristã, anunciarei a certeza de ressurreição da carne e do universo, redimido pelo corpo místico de Cristo

Na festa do Corpo de Cristo, deixarei meu corpo flutuar em alturas abissais. Acariciarei uma por uma de minhas rugas, desvelarei histórias, apreenderei, na ponta dos dedos, meu perfil interior.

Suspenderei todas as flexões, exceto as que aprendo na academia dos místicos. Beberei do próprio poço e abrirei o coração para o anjo da faxina atirar pela janela da compaixão iras, invejas e amarguras.

Pisarei sem sapatos o calor da terra viva. Bailarino ambiental, dançarei abraçado à Gaia ao som ardente de canções primevas. Dela receberei o pão, a ela darei a paz.

Acesas as estrelas, contemplarei, na penumbra do mistério, esse corpo glorioso que nos funde, eu e Gaia, em um único sacramento divino. Seu trigo brotará como alimento para todas as bocas, suas uvas farão correr rios inebriantes de saciedade.

Na mesa cósmica, ofertarei as primícias de meus sonhos. Acolherei o corpo do Senhor no cálice de minhas carências. Dobrarei os joelhos ao mistério da vida e contemplarei o rosto divino na face daqueles que nunca souberam que cosmo e cosmético são gregas palavras e deitam raízes na mesma beleza.

Despirei os meus olhos de todos os preconceitos e rogarei pela fé, acima de todos os preceitos. Como Ezequiel, contemplarei o campo dos mortos até ver a poeira consolidar-se em ossos, os ossos se juntarem em esqueletos, os esqueletos se recobrirem de carne e a carne inflar-se de vida no espírito de Deus.

Proclamarei o silêncio como ato de profunda subversão. Desconectado do mundo, banirei da alma todos os ruídos que me inquietam e, vazio de mim mesmo, serei plenificado por Aquele que me envolve.

Suspenderei da mente a profusão de imagens e represarei no olvido o turbilhão de ideias. Privarei de sentido as palavras.

Absorvido pelo silêncio, apurarei os ouvidos, para escutar a brisa de Elias, e os olhos, para admirar o que extasiou Simeão.

Recolherei pelas esquinas todos os corpos indesejados para lavá-los no sangue de Cristo.

Curarei da cegueira os que se miram no olhar alheio e besuntarei de cremes bíblicos o rosto de todos os que se julgam feios, até que neles transpareça o esplendor da semelhança divina.

Arrancarei do chão de ferro os pés congelados da dessolidariedade e farei vir vento forte aos que temem o peso das próprias asas.

Ao alçarem o topo do mundo, verão que todos somos um só corpo e um só espírito.

Farei do meu corpo hóstia viva; do sangue, vinho de alegria.

Ébrio de efusões e graças, enlaçarei num amplexo cósmico todos os corpos e, no salão dourado da Via Láctea, valsaremos até que a música sideral tenha esgotado a sinfonia escatológica.

Na concretude da fé cristã, anunciarei aos quatro ventos a certeza de ressurreição da carne e de todo o universo, redimido pelo corpo místico de Cristo.

Então, o que é terno tornar-se-á, nos limites da vida, eterno quando a morte transvivenciar-nos.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e autor de "O Amor Fecunda o Universo - Ecologia e Espiritualidade", em parceria com Marcelo Barros, entre outras obras.

sábado, 22 de maio de 2010

Um grande e afetuoso abraço!

Há que pensarmos no quanto somos solidários, afetuosos e virtuosos. Pensarmos sobre o quanto temos feito diferença na vida das outras pessoas, e o quanto estamos construindo relações sólidas.

Estamos no centro das atenções daquelas pessoas que nos querem bem, irradiando paz, amor e felicidades, o que nos eleva e nos deixa ainda mais responsáveis pelo afeto comum. Também podemos fazer a diferença na vida de outras pessoas, mesmo que não estejam tão próximas às nossas relações. Basta querermos!!!

Neste "Dia do Abraço", compartilho com todos a minha alegria, e transmito um caloroso abraço para todos. Insiro uma tirinha e um link, para reflexão.

Namastê!


http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4&feature=fvst

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amanhado Amor

Nas nossas escolhas, a maior parte do que fazemos nos traz um bem-estar imenso, tanto por aquilo que nos eleva, quanto pelo que alçamos aos outros. Sorrir, por só, nos engrandece, e sorrir pelos outros, nos ilumina, por sabermos que as almas caminham leves, absolutas, nas asas da paz que norteiam os nossos destinos.

Nas diversas vezes em que me senti limitado, lancei um apelo, um pulsar silencioso a provocar meus sentimentos gentios, na esperança de civilizar os meus desejos ocultos. Ao entender a minha rebeldia frívola, um repousar sublime de um coração inquieto, amparado pelas bênçãos de todos que um dia fiz sorrir, e assim me querem, bem...

Quando a flecha do amor deflagrou em meu peito, gritei alto, tão alto que nem etéreos astros puderam se omitir, e em um desespero reconfortante, pela vivacidade da paixão, matei em mim a dor de não amar e incendiei-me. O amor tem dessas coisas, flameja a essência da vida e nos faz reconquistar a esperança.

Ousadia é o sonho materializado, e entregar-se sem medo a um amor intenso é tanger o infinito, desafiar os limites da natureza e irradiar energia, retro alimentando a vida. Inconseqüentes são as pessoas que se limitam ao amor, por não experimentarem a sensação de alçar aos céus, ao gozo.

Quando o amor se foi, dissimulei em dor. Morri tantas vezes, que o universo nem sequer ousou acolher-me. Apaguei a chama, e me recolhi em luto, por uma eternidade. Por deixar o cintilante desejo escorrer entre meus dedos, suprimi de mim a vida, então vã. Sem compaixão, culpei-me, e joguei sobre mim a mais dura pena, de não mais me querer o bem, de simplesmente me deixar ir.

Os curativos do desamor são poucos, e são de cada um. Excedem o limite do estacionário, mas são poucos, a edificar os sentimentos profundos, a reconquistar a confiança plena, a permitir se permitir. Não são novos amores e nem é o tempo. Não são os amigos e nem as distrações. Não são as viagens e nem os desvios. Não são as verdades e tampouco as mentiras. O desamor corrói..., exige uma espera atemporal e silenciosa...

Em um momento qualquer, sem ao menos perceber ou esperar, seu coração irá acelerar novamente, as pernas ficarão a tremer e a respiração ficará mais ofegante. Você irá pensar naqueles momentos e naquela pessoa que despretensiosamente encontrou. E por todos os instantes, lembrará, e sonhará com ela, intensamente, todas as noites. Fará planos secretos e por hora somente seus, e novas juras. E assim, você se entregará e dirá para si mesmo que está pronto para novamente amar. Que está aberto para esse novo começo, e para as novas emoções. Então, entenderá que sempre fora abençoado nas suas jornadas...

Namastê!

terça-feira, 27 de abril de 2010

O amor quando acontece..., e quando acaba...


É fato que quando uma história de amor chega ao fim, unilateralmente, duas profundas dores são alçadas, de imediato, àquela pessoa que ainda ama, e que de forma alguma desejava um rompimento: a dor de não estar mais próximo à pessoa amada e a dor de ter que esquecê-la, para sempre, para que a vida continue e siga o seu rumo, para que se tenha motivos para seguir.

Protagonizar um romance, com intensidade, cega..., veda os olhos da alma para a realidade, já que o sentimento que eclode é tamanho, que pouco se dá importância às coisas cotidianas e às coerências da vida, as quais passam despercebidas, por um tempo. “O amor é o fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer.”.

Se a chama se apaga, o ter que suportar o outro acaba sendo um martírio, uma tortura, a qual sempre é sofrimento para um, quando não para os dois, por algum tempo, pelo sentimento de pena ou mesmo pela esperança de que os bons momentos voltem e tudo retorne "a como era antes”. Engano. Muitas vezes há a maldade, e falta de caráter, em suportar o outro por pleno interesse em ter ou ser, em sentir-se algo ou alguém ao lado daquela pessoa.

Foi-se o romance e a paixão, o amor permanece como um sentimento básico, apesar de nobre, de respeito e consideração, muito aquém das expectativas do outro, que derrama intermináveis gotas de lamento e dor, lavas de ressentimentos. Fica a dúvida, a culpa e a frustração, desmoronam-se os castelos de areia e o simples sopro da brisa leva tudo ao chão, em um cataclismo de emoções.

Ainda há que se esquecer, é preciso passar um branco em tudo, para então se colorir novamente. Os risos e abraços, os beijos apaixonados, os desastres cotidianos, o carinho e o colo, o sexo, os momentos... Amores intensos não terminam em amizade, pois são erupções incontidas de felicidade, de tesão e de bem-estar. Algo que não se resgata, não se contém. O mais louco sentimento de prazer e de aflição, que nunca se prenderá em circunstâncias frias.

Assim, desprender-se de um grande amor, desapegar-se, inclui rasgar as fotos e jogar as pétalas de rosas espalhadas ao vento, mandar para o lixo todas as lembranças, boas ou ruins, mudar o trajeto, despistar os amigos em comum, apagar os endereços eletrônicos e números de telefone, extravasar na academia e nas artes marciais, permitir-se amar e ter atitudes, mas sem nunca perder a razão.

É importante lembrar, que aquilo tudo que existiu foi por sua causa, e só aconteceu porque você quis e se permitiu, para que pudesse aflorar os mais puros sentimentos a contentar o seu próprio eu. Quanto às lembranças, vão se apagando com o tempo e sendo substituídas por novas e adoráveis experiências, com pessoas ainda mais maravilhosas. E se algum dia vocês se reencontrarem, não serão mais as mesmas pessoas e talvez resgatem uma ou outra pequena lembrança, de algo importante que viveram.

Namastê!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ensandecido - a fragilidade, a falsidade, a perda...


no abraço um punhal
no sorriso o engodo
no beijo o engano
na verdade a mentira

na amizade a ilusão
no desejo a ferida
no querer a pirraça
no colo a usura

na medida o erro
no lamento a peta
no carinho o logro
na palavra o vazio

na ausência a partida
na partida a dor
na dor o conforto
no conforto a paz

e o amor? vil, vão...

sábado, 15 de agosto de 2009

Que amor é esse!

amor
gotas de
sentimentos
oceanos de
emoções

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Que amor é esse!

amor
dicotomia
dos corpos cansados
inerência
das almas gêmeas

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Vinícius e o Amor!

Eu Não Existo Sem Você
Tom Jobim / Vinícius de Moraes

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você

Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você