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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Genial!

Adoro críticas inteligentes, e o local de trabalho é frutífero para os diálogos, entendimentos e desentendimentos, sobre as relações, os processos e o próprio ambiente! Lá temos de tudo: o chefe, gênios, projetos de gênios e metidos a gênios, além de uma minoria humilde, que de alguma forma tornam as empresas digeríveis, do ponto de vista das relações e das vaidades. Sempre tem alguém querendo te convencer de algo, que normalmente será melhor para ele e não para você, e assim esperamos melhores oportunidades, enquanto trabalhamos muito.

Certa vez fui convidado para trabalhar em uma grande empresa da área de educação, por uma boa remuneração e um rol de benefícios interessantes, mas declinei. Quando o empresário, dono do negócio, me mostrou o quanto adorava e usava da tecnologia para controlar os seus empregados - enxergava tudo e, obviamente, se intrometia em tudo. Essa coisa de assuntos estratégicos é uma grande besteira, dizia ele. Não era empresário, mas sim patrão!

Várias empresas, privam a conectividade dos seus colaboradores e os isolam, pelo fato deles não fazerem bom uso das ferramentas, e dessa forma também se isolam. Uma justificativa esclarecedora e genial: melhor colaboradores alienados do que indisciplinados... Será?

Outro ponto a se pensar perpassa pelo choque de gerações, o que também é um grande complicador na difusão da tecnologia. Uma amiga, exageradamente teimosa, me disse que a própria mãe não entende o fato dela ficar em casa em horário de trabalho - ela trabalha remoto, conectada com a empresa via web. Se não conseguimos convencer nem a própria mãe, imagine o dono do negócio. Ensinar àquele antigo empresário (de cabeça e não de idade) a utilizar uma planilha simples de excel é um martírio, um sistema mais complexo então...

Certamente, a grande maioria das empresas não possui a mínima noção do quanto a tecnologia pode apoiar os processos produtivos, e essas empresas, assim como grande parte das pessoas, não estão preparadas para um mundo diferente. Empresários assim não irão construir nada, além do seu patrimônio pessoal.

Para nós, simples mortais, nos resta empreender em um negócio próprio, para tornar as nossas vidas mais agradáveis, pois ao menos institucionalizamos as nossas vontades e não as os outros, ou escolher uma empresa moderna, de visão e métodos objetivos, que vão além  do discurso. Quem sabe assim, conseguimos tornar a nossa vida corporativa menos entediante, mais produtiva e feliz!

Será que isso tudo faz sentido?