
Os estudiosos dos comportamentos humanos dizem que uma pessoa normal, em média, toma uma decisão a cada minuto. Assim, se excluirmos oito horas de sono, em torno de 960 decisões são tomadas diariamente por cada um de nós, totalizando mais de 350 mil em um ano e em torno de 30 milhões durante uma vida.
Essas decisões variam, daquelas mais simplórias, como mandar consertar a máquina de lavar roupas e evitar de se lavar lençóis na mão, até as mais complexas, como casar, ter um filho ou mudar de rumo na carreira profissional. Almoçar na sogra, abrir a janela de casa, teclar o computador. Comprar maçãs, e por que não bananas? Avançar no sinal vermelho, cortar a calça jeans e transformá-la em uma bermuda..., mas de que comprimento? ... mais uma decisão a ser tomada!
Para todas as situações da nossa vida, estamos tomando decisões, as quais nos favorecem ou de alguma forma nos prejudicam, muito ou pouco. Às vezes protelamos, e assim trazemos uma infinidade de outras decisões que precisaremos tomar.
No último sábado, após convite de amigos, tomei a decisão de ir almoçar no Mercado Municipal, de tomar chopp de uma nova marca (OPA!), lá de Joinvile, de comer um sanduíche de queijo quente e uma porção de mortadela esquentada na chapa e não fria, lá no Maia Box, e de não me importar muito com os acontecimentos do dia anterior, os quais não foram muito animadores. Decidi pagar a conta em dinheiro, trocado, e correr na chuva. De parar no sinal vermelho para roubar um beijo; que não abasteceria o carro naquela hora e correria o risco de ficar sem combustível; que iria ligar para meu filho. Decidi trocar o canal do rádio várias vezes, para fugir dos comentários de alguns apresentadores chatos, e que realmente gosto de música!
Com estas pequenas passagens, minhas, fiquei imaginando a complexidade da vida das pessoas, mesmo quando optam pela simplicidade. Se realmente formos nos ater aos detalhes e relacionarmos por um dia as decisões tomadas, independentemente de boas ou ruins, fica fácil entendermos o porquê da necessidade do nosso organismo desligar por algumas horas e relaxar, mesmo que durante o sono também estejamos em atividade.
Estou estudando um pouco e refletindo muito sobre as escolhas e as renúncias, as conseqüências dos atos e dos caminhos seguidos, após sugestão do tema pelo Rubão, e com muito cuidado estarei compartilhando minha ótica durante a semana. Falar sobre ousadia, oportunidades e riscos, conservadorismo, é realmente muito difícil. Primeiro pela individualidade do ser humano, e depois pela forma como cada um lida com o sucesso e com o insucesso das suas decisões.
O que impulsiona ou retrai as pessoas, como a motivação?... que é uma porta que possui maçaneta somente pelo lado de dentro! O que nos faz melhores, ou piores? Por que aceitamos desafios? Quando é a hora de mudar?
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