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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Escolhas...


Não ouso lamber as feridas, tampouco remediar a doentia dor. Enquanto recluso, mergulho no julgamento dos meus atos, a anestesiar a minha própria desgraça. No lodo da desilusão há pouca luz, pouco ar, pouca esperança. Há o desafeto e a mágoa, os ressentimentos e a hipocrisia, há o desapego. Nada que se precise ver ou sentir, nada que se possa consolar, nada que se possa confortar, não há nada...

Ignoro o lamento e retiro do meu corpo as chagas e da mente a culpa. Deixo aos corvos as lástimas do acaso, para que se deliciem com a podridão dos homens. A vergonha  é da repugnante sociedade, que somos nós, e que se cala enquanto as hienas rasgam as carniças da moralidade. É a vergonha que ocultamos, a nossa vergonha, que nos engolfa ao negro dos nossos absurdos e nos torna ainda piores.

Viva, ou morra com isso!

quinta-feira, 26 de março de 2009

As Escolhas e o Tempo!



Eu sempre gostei muito de inserir um componente místico em minha vida e acredito que grande parte das pessoas também o faça. Acompanhar os movimentos das marés, ou as fases da lua para tomar algum tipo de decisão, olhar o alinhamento dos planetas, ler os signos, acender velas e incensos para purificar os caminhos, meditar muito, são algumas formas de energizar a alma e estimular a mente e o corpo para a ação. Crer e encontrar um apoio espiritual que nos faça bem, nos conforta e nos traz leveza no caminhar.

Imaginar que todos os acontecimentos já estavam previstos, ou escritos por alguém, e que a vida das pessoas segue um caminho determinado é no mínimo instigante. Assim crêem algumas pessoas. Levam consigo uma tranqüilidade invejável. São pacientes, apaziguadoras, serenas. Ousadia e conflito são palavras que não se aplicam. Confronto então, nenhuma chance! Vivem felizes, desapegadas, passam pelo mundo no seu mundo, perfeito. Realizam-se.

Ainda, aqueles, que ao contrário, trazem em seu DNA características transformadoras, provocam mudanças, terremotos, vivem no limiar da saúde e da doença e muitas vezes morrem cedo. Sofrem, lutam e não se conformam. Reescrevem a própria história várias vezes, acumulam e perdem; ganham novamente. Não estão para perder e não se entregam. São felizes também, ao seu modo, e as conquistas os propulsionam ao sucesso, mesmo que momentâneo, e à auto-realização.

Há ainda outras pessoas, que descobrem que queriam ser ousadas mas foram serenas demais, ou que lutaram a vida toda e quando lhes faltam forças, questionam-se se tudo aquilo valeu a pena. Pouco sabem lidar com as frustrações e racionalizam as suas derrotas, culpando aos outros. Acham-se infelizes, mas agora incapazes de mudar a própria história. Lastimam-se e tentam propagar suas decepções ao mundo. Praguejam.

Não existe uma forma melhor ou pior, não existe um modelo ideal, completo. Não existem cartilhas, não existem comparações. Cada um é único e fruto das suas escolhas. Temos muito a fazer e um tempo que nunca corre a nosso favor, por isso a pressa. Millor Fernandes tem uma frase sábia: “Quem mata o tempo não é um assassino, mas um suicida.”. Alguns colocam guizos nos sapatos, outros asas, outros chumbo.

O importante é que aquilo que conquistarmos em nossas vidas seja do tamanho dos nossos sonhos, para então sermos felizes!

Dê-me um simples abraço e lhe mostrarei o quanto posso inundar-lhe de amor!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os Desafios e as Escolhas!


Os estudiosos dos comportamentos humanos dizem que uma pessoa normal, em média, toma uma decisão a cada minuto. Assim, se excluirmos oito horas de sono, em torno de 960 decisões são tomadas diariamente por cada um de nós, totalizando mais de 350 mil em um ano e em torno de 30 milhões durante uma vida.

Essas decisões variam, daquelas mais simplórias, como mandar consertar a máquina de lavar roupas e evitar de se lavar lençóis na mão, até as mais complexas, como casar, ter um filho ou mudar de rumo na carreira profissional. Almoçar na sogra, abrir a janela de casa, teclar o computador. Comprar maçãs, e por que não bananas? Avançar no sinal vermelho, cortar a calça jeans e transformá-la em uma bermuda..., mas de que comprimento? ... mais uma decisão a ser tomada!

Para todas as situações da nossa vida, estamos tomando decisões, as quais nos favorecem ou de alguma forma nos prejudicam, muito ou pouco. Às vezes protelamos, e assim trazemos uma infinidade de outras decisões que precisaremos tomar.

No último sábado, após convite de amigos, tomei a decisão de ir almoçar no Mercado Municipal, de tomar chopp de uma nova marca (OPA!), lá de Joinvile, de comer um sanduíche de queijo quente e uma porção de mortadela esquentada na chapa e não fria, lá no Maia Box, e de não me importar muito com os acontecimentos do dia anterior, os quais não foram muito animadores. Decidi pagar a conta em dinheiro, trocado, e correr na chuva. De parar no sinal vermelho para roubar um beijo; que não abasteceria o carro naquela hora e correria o risco de ficar sem combustível; que iria ligar para meu filho. Decidi trocar o canal do rádio várias vezes, para fugir dos comentários de alguns apresentadores chatos, e que realmente gosto de música!

Com estas pequenas passagens, minhas, fiquei imaginando a complexidade da vida das pessoas, mesmo quando optam pela simplicidade. Se realmente formos nos ater aos detalhes e relacionarmos por um dia as decisões tomadas, independentemente de boas ou ruins, fica fácil entendermos o porquê da necessidade do nosso organismo desligar por algumas horas e relaxar, mesmo que durante o sono também estejamos em atividade.

Estou estudando um pouco e refletindo muito sobre as escolhas e as renúncias, as conseqüências dos atos e dos caminhos seguidos, após sugestão do tema pelo Rubão, e com muito cuidado estarei compartilhando minha ótica durante a semana. Falar sobre ousadia, oportunidades e riscos, conservadorismo, é realmente muito difícil. Primeiro pela individualidade do ser humano, e depois pela forma como cada um lida com o sucesso e com o insucesso das suas decisões.

O que impulsiona ou retrai as pessoas, como a motivação?... que é uma porta que possui maçaneta somente pelo lado de dentro! O que nos faz melhores, ou piores? Por que aceitamos desafios? Quando é a hora de mudar?

Querendo contribuir com as reflexões mande um e-mail, fale sobre o que pensa e conte a sua história...