Ainda Mais
(Eduardo Gudin / Paulinho da Viola)
Foi como tudo na vida
que o tempo desfaz
Quando menos se quer
uma desilusão assim
Faz a gente perder a fé
E ninguém é feliz, viu
Se o amor não lhe quer
Mas, enfim, como posso fingir
e pensar em você
Como um caso qualquer
Se entre nós tudo terminou
Eu ainda não sei, mulher
E por mim não irei renunciar
Antes de ver o que não vi
em seu olhar
Antes que a derradeira
chama que ficou
Não queira mais queimar
Vai que toda verdade de um amor
o tempo traz
Quem sabe um dia você
volta para mim
E amando ainda mais
Ainda Mais - Paulinho da Viola
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Resiliência
Hoje me pus a caminhar só em noite escura, a apreciar o prateado do céu... Refleti um pouco sobre realidades, imaginação, sonhos e desejos, e a imaginar que nexo tem o cosmos ao nos apresentar um universo de possibilidades, cujo alcance nos parece tão distante. Sobre pessoas que quero muito bem e os acontecimentos em suas vidas, e sobre mim, a remir as minhas escolhas.
Pensei muito sobre o quanto perdemos e o quanto ganhamos e quais as reações das nossas decisões diante do cosmos. Sobre as nossas relações com as pessoas, sobre a vida que deve seguir em harmonia, para que sejamos felizes. Pensei também, sobre o que tenho construído e proporcionado ao universo, sobre os desencontros, sobre as alegrias e as dores.
Busquei explicações para alguns desgostos, acolhimento para alguns erros e serenidade para algumas decisões. Pedi espaço para desenrolar as minhas verdades, e perdão pelo que não tenho conseguido ser. Clamei um pouco de paz, pois tenho percebido que faltam guizos em meus sapatos, e estes silenciaram, e que os pirilampos deixaram de iluminar as minhas noites vazias.
Somos realmente abençoados, mágicos, e ao olhar para o céu um afago e o conforto, ao convencer-me de que nem todas as estrelas pertencem às mesmas constelações e nem todas as constelações às mesmas galáxias. Assim é o universo! Logo após, no quarto hotel, durante o banho, percebi que no canto da toalha pendurada no banheiro havia algo escrito em vermelho e pensei que fosse a identificação do hotel em que estou hospedado. Ao olhar atentamente, estava escrito a palavra “RESILIÊNCIA”.
Namastê!!!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Coração ardente
Que vulcão é esse que me consome todas as vezes que me permito a divagar sobre o teu sorriso? Um turbilhão que começa leve, e de repente avassala. Não consigo saciar minha voracidade de estar contigo. Saudade cruel, que alimenta os meus desejos e me remete ao escuro da solidão, ainda que você esteja por perto.
A esperança é a flecha que incendeia meu peito e que impulsiona os meus passos. Assim, escancaro as janelas da minha alma a esperar-te todas as horas com ramalhetes de flores a perfumar e colorir a tua chegada. Tua ausência é dor, e por mais que eu insista em desistir desse eterno amor, meus desejos clamam e inflamam o desassossego do meu coração.
Meu coração arde, e não me deixa em paz!
domingo, 21 de novembro de 2010
Meu primeiro amor...
Não se pode lutar contra o amor, não vale a pena! Na pureza dos sentimentos repousa o acolhimento e o afeto. Sofrer de amor é dor, dizer que o amor é dor é besteira, assim como dizer que o inverso do amor é o ódio, outra besteira. Enquanto você sofre ou odeia, você ama, quando despreza e quando aquela relação não faz mais sentido para você, e nem sequer você pensa na pessoa, a ignora, aí sim você a deixou de amar.
O que dizer do primeiro amor, um puro sentimento que brotou da convivência e da admiração. Crianças, cresceram muito próximos, pré e adolescentes a correr pelos caminhos abençoados pelo destino. Descobriram muitas coisas juntos, as transformações físicas, o desejo e o beijo. Entre as cortinas das festinhas, entenderam o quanto se completavam e se protegiam, o quanto um fazia falta ao outro. Férias então, um sacrifício suportar tantos dias distantes, o que teria mudado? Sem que ao menos entendessem, algo aconteceu em suas vidas, as entrelaçando para sempre.
As escolhas muitas vezes nos trazem dor, e a dor de partir, de deixar, a dor da perda é imensa. Tal qual ferida que não cicatriza, a sangrar as emoções, as lembranças, os planos e os sonhos, perder-se do primeiro amor é a morte. Mata-se os atores, as esperanças e o espetáculo acaba. Como sobreviver nos braços de outra pessoa a lembrar-se do diamante que perdera? Como seguir sem olhar para trás, deixando aquilo de mais valioso que fora construído a dois, sem interesses, sem obrigações, sem maldades? ... esse é o mais puro amor!
Disseram-me que tão ou mais importante do que o primeiro amor, é o último amor. Quem sabe meu último amor venha a ser o meu primeiro amor, ou o meu primeiro amor venha a ser o meu último amor. Enquanto isso cultivo o meu jardim a florir, para que as borboletas venham ao invés de correr atrás delas, como dizia Mario Quintana.
Viva a vida!!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Que amor é esse!
mergulhar no calor dos teus beijos
é desatar os nós dos desejos
que a vivacidade da vida me impõe
a permear o universo dos teus sonhos
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Qual o tamanho dos seus sonhos?
Imergimos em cada momento nosso a buscarmos a felicidade plena, e ao aproveitarmos a vida ao extremo um desencanto nos ronda, uma louca vontade de transgredir nos confronta, e um desejo incontrolável de dizer ao mundo o quanto podemos mais, nos enlouquece. Por mais que saibamos e tenhamos conquistado aquilo tudo que nos convém, acreditar que o nosso sonho realizou-se plenamente é uma bobagem - a menos que sonhemos algo tão insignificante, que a sua não realização não nos faça falta.
Namastê!!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Quem engana quem?
Nem bem resolveu as angústias de seu coração, e novamente passou a fazer juras de amor. A sedução é um jogo perigoso, o qual nos eleva a auto-estima, se bem sucedido, ou nos remete às profundezas das amarguras, quando frustrado. Perdas e ganhos fazem parte desse jogo da vida, mas somente para quem está jogando e conhece as regras, e não para quem é envolvido, ou inocentemente encantado. Diz-se que “não se deve brincar com o sentimento das mulheres” e eu vou além, ao dizer que não se pode brincar com o sentimento das pessoas.
Nenhum amor é para toda a vida, assim como nenhuma relação é perfeita, assim como ninguém é de ninguém, são frases ditas. As pessoas andam ansiosas demais, mergulhadas nas suas próprias necessidades, querendo suprir exclusivamente os seus desejos, e esse egoísmo todo faz com que esqueçam que para uma relação ser saudável, seja no início, meio ou fim, existe o outro. Andamos como máquinas a produzir mágoas e ressentimentos, o que nos distancia, não somente das outras pessoas, mas também de nós mesmos, da nossa natureza, que é amarmos, sermos amados e sermos felizes.
Li um texto, dias atrás, o qual dizia que as mulheres estão diferentes em suas relações, que têm carregado consigo um peso que não é da sua singeleza, que uma geleira tomou conta das suas almas e que a delicadeza, o carinho e o afeto, não mais compõem o seu encanto. Imputava o texto tal frieza combativa, às frustrações incrustando aos relacionamentos mal sucedidos, tal razão da tolice. O enlevo das mulheres vem deixando de ser ilibado pelas frustrações em seus relacionamentos, com homens de poucas verdades, e a culpa é deles. Assim como os homens, bons homens, pouco encontram na maioria das mulheres, a acolhida para os seus perdidos corações, falta-lhes coragem e afeto, e a culpa é delas.
Egoístas, vamos reforçando falsos valores a nortear uma sociedade doente, incrédula, cuja ordem é utilizar-se do outro para a sua pseudo-satisfação e retornar para o “lar”, como se a dor fosse domesticada, até o próximo surto. Traímos então, os nossos sentimentos, as nossas razões, os nossos princípios e os nossos destinos, e enquanto sofremos não nos permitimos viver grandes paixões, pois não acreditamos mais que existam pessoas tão maravilhosas quanto nós, para então podermos nos entregar de peito aberto a um grandioso amor. Estamos morrendo muito rapidamente, mergulhados em nossos enganos.
Namastê!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Suas escolhas vazias...
O que é que te conserva, além da tua rala caterva que você adotou e que te protege? Ri, chora, finge e sofre, dissimula e engana, faz-se de feliz, como se a tua vida não valesse nada. Vendeu a alma e mergulhou no falso submundo, no glamour da ilusão, em festejos finos com gente elegante, na mentira e na luxúria, onde com teu sorriso se vende, a divertir os outros.
O que é que te impulsiona, além do rancor e da mágoa, da perda incontida? Se acha coerente, enquanto insiste e mente, se engana e se afunda, mergulha no negro dos sentimentos e busca na cama acolhimento. Disfarça e vive de imagem, se desvaloriza, maltrata quem te bem quer e não se trata, e como se não lhe bastasse a solidão, vive uma vida que nunca foi sua.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Desabafo...
Encanta-me manter minhas gavetas vazias, ao fato de não guardar tolices a aterrorizar os meus sonhos vadios. Encho meus universos de desilusão e despejo minhas mágoas no leito escuro das minhas verdades. Engana-se quem diz que cultivar pétalas engrandece maria flor, e que a saliva dos justos fortalece a seiva nobre da razão. Quem viu criança brotar semente, não sente a dor que sente intensamente quem ama. Brindo à vida, enquanto, no limiar da lâmina fria, sôfrega, há a morte. Espero, hesitante, e esvazio freneticamente as minhas gavetas, ao saborear o nectar de ressentimentos e o fel da minha própria altivez.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Enquanto você dormia...
Enquanto você dormia, joguei sementes para que brotassem flores a colorir o seu jardim - margaridas, rosas, gloxínias, hortênsias e tantas outras, de uma beleza tamanha, para que atraíssem borboletas a colorir com sutileza o seu universo. Poli as estrelas e enchi de azul o céu, enquanto você dormia, para que o seu caminho se mantivesse iluminado e para que o seu sorriso refletisse em cada estrela cadente.
Você dormia, e eu calibrei os sonhos, para que também coubessem dentro desse seu imenso coração e combinei com os anjos, que jamais a deixassem só. Pedi que trombetas soassem sempre que você estivesse presente, como a anunciar bons e novos tempos e supliquei a Deus que te protegesse também, e enquanto você dormia, pude refletir sobre todos os erros que poderiam ser contornados sem afetar a sua alegria.
Enquanto você dormia, clamei às pessoas que pisassem mais suavemente, e aprendessem que sutilezas e boas intenções, quando praticadas, transformam as outras pessoas, e que ao respeitarmos o próximo, respeitamos a nós mesmos, com as nossas diferenças, interesses e pontos de vista, e enquanto você dormia, pude assistir várias vezes o filme de nossas vidas, imperfeitas, mas cheias de vitórias.
Você dormia e criei uma corrente do bem, cujos elos se alternassem entre amor, afeto, carinho, felicidade, amizade e solidariedade, para que fossem elos tão fortes que nem a mais sofrida mágoa os pudesse romper. Entendi que cada laço que atamos pode ser eterno, se assim desejarmos, e enquanto você dormia, refleti sobre as nossas amarras e o quão importante é a liberdade de escolhas.
Nas minhas fantasias, ainda espero o seu despertar sereno. Espero que quando acordar, ao olhar o céu e as estrelas, ao perceber as cores e sentir o perfume das flores e ao ouvir palavras tenras, se sinta protegida. Espero te oferecer tudo aquilo que deseje e que conservei para você, em versos suaves, para que então possa deflagrar todo esse meu amor, por toda a minha vida, ainda que seja tarde!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O amor transforma...
Paixões acontecem, e por mais que não queiramos admitir, quando nos encantamos por alguém, as pernas tremulam e borboletas invadem o nosso estômago. Temos a sensação de que a todo o momento o mundo pára, e assim nos alimentamos, de desejos, de tesão, do outro.
Da paixão para o amor é um pulo..., basta apreciarmos a pessoa pela qual nos encantamos. Ao observarmos, e a colhermos detalhes, teremos a certeza se é ela - do sorriso aos gestos, das palavras à docilidade, do cuidado ao afeto, do humor ao gozo..., nosso coração então se entrega e o mundo muda de cor.
Quando nos permitimos amar, cuidamos mais de nós mesmos, a vida passa a fazer mais sentido e ao compartilharmos alegrias, passamos a ser mais amados ainda. A química em nossos corpos deflagra sensações incríveis, e tudo isso nos transforma. Faz-nos pulsar, nos sentirmos vivos.
Portanto, se ao encontrar alguém em seu caminho e essa pessoa lhe fizer despertar, acredite, muito mais do que coincidências pode ser o amor batendo novamente à sua porta, a lhe dar mais e mais empurrõezinhos para que você seja eternamente feliz.
Namastê!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Por que tem que ser assim?
não é na lua, nas marés ou no tempo
nas correntezas ou no vento
nas incertezas das palavras
nas eloquências das mágoas
na saudade devassa
nas noites vazias
nos dias tristes
não é na filosofia ou na melodia
nas letras largadas
no compasso das músicas
no choro contido
no silêncio descabido
na dor constante
na ausência sentida
não é em mim ou em você
nos beijos molhados
nos corpos suados
no abraço presente
no sorriso sincero
na conversa sem culpa
no amor deflagrado
nas correntezas ou no vento
nas incertezas das palavras
nas eloquências das mágoas
na saudade devassa
nas noites vazias
nos dias tristes
não é na filosofia ou na melodia
nas letras largadas
no compasso das músicas
no choro contido
no silêncio descabido
na dor constante
na ausência sentida
não é em mim ou em você
nos beijos molhados
nos corpos suados
no abraço presente
no sorriso sincero
na conversa sem culpa
no amor deflagrado
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Esse Veneno que nos Alimenta...
É engraçado como nos sentimos pequenos, quando damos um tempo para nós mesmos. Mergulhar no universo das nossas próprias emoções nos faz refletir sobre tudo aquilo que fizemos, e sobre tudo aquilo que deixamos para trás. Sonhos e expectativas a confrontar nossas realizações, conquistas, vitórias e derrotas...
Ao estarmos sós, deixamos cair as máscaras e com elas as mentiras, os papéis e fantasias. Ousamos voar, nos poucos momentos em que nos permitimos nos enxergar nus, desprovidos de preconceitos, de pudores e de vaidades. Ao inibirmos nossas armaduras e desculpas, nos permitimos estar livres para o exercício do nosso próprio destino, do arbítrio, livre arbítrio.
Tal qual uma lavagem na alma, após, nos sentimos leves, prontos para acumularmos mais mentiras nesse jogo da vida, e enquanto não somos desafiados, continuamos a nos desculpar por todas as nossas perdas - de identidade, de amigos, de sonhos, de verdades. Conformamos-nos então, ao nosso juízo, sempre que percebemos no outro algo de pior, e ao racionalizarmos, nos sentimos confortados.
Maldita ilusão, que nos faz dissimular sobre a nossa própria vida, pois enquanto acumulamos vantagens, diluímos as nossas dores e mágoas. E assim, como tudo aquilo de bom que fazemos aos outros nos faz bem, ao alimentarmos o mal, nutrimos com veneno o que nos mata..., as nossas certezas, e as nossas próprias convicções, as nossas capacidades.
Namastê!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A dor do amor
Não vou viver à tua sombra, e tampouco à tua semelhança. Teu passado é nada, e teu presente insano. Ainda que me prenda ao teu sorriso, a tua morte em mim é iminente, mesmo que tardia. Deixastes o teu legado em minha alma, com as tuas mentiras. Amarga utopia a corroer os meus caminhos.
Vive de jogar versos ao vento, tal qual uma vadia meretriz, a frutificar desejos e roubar sonhos. Tua voracidade pela dúvida, faz mutilar sentimentos, assim como o teu beijo, amargo fel, a catalisar emoções vazias. Ainda que negue, traz consigo um rastro de infelicidades, és a infelicidade buscando vítimas.
Quem disse que o amor não mata? Morre-se aos poucos, todos os dias..., enquanto espera-se silenciosamente, a conta gotas, que tudo termine. Amarga prisão, dor cruel. Mera ironia, achar que a felicidade de uma nova paixão, suprime a dor da perda de um grande amor. Engana-se quem pragueja a felicidade.
Desafio-te a julgar os meus sentimentos, a velar com lírios os meus lamentos, a acalmar esse meu clamor. Rogo-te a deixar-me em paz, quero esquecer o teu sorriso, para então remediar a tua ausência. Deixe-me matá-la em mim, não te quero mais em meus pensamentos, pois tua presença me aprisiona. Hei de extirpá-la da minha vida e seguir, em paz. Teu amor é dor!
É muito simples, mato então esse amor, e acabo logo com toda essa dor que me corrói... Quisera, não sou capaz. Verdadeiro é esse amor, impossível matá-lo. O amor me guia e me remete à profunda insensatez, de amar, amar, amar, amar, amar, até que a morte nos separe..., de nós mesmos!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Que vida é essa?
Que loucura é essa que nos faz gritar no silêncio, adiantar as horas, esquecer o rumo, beijar o cachorro, pintar as paredes, lavar o carro, sujar as panelas, dançar com as estrelas, falar bobagens, e que nos faz rir, dizer que amamos, voarmos?
Que desejo é esse que nos faz sonhar, querer, imitar, sofrer e achar que vamos morrer, que nos invade e nos eleva, que nos derruba e nos joga no abismo, que nos maltrata e nos adocica, que nos faz gozar, e que não deixamos de querer?
Que verdade é essa que nos ilumina, nos encanta e nos anima, que nos faz refletir ao cimentar nossos pés no chão, que nos queima e arde, enquanto acalma e deflagra, que maltrata e acolhe, que nos faz perplexos e encantados, e que não nos deixa desistir?
Que vida é essa de erros e acertos, bobagens e paletós, fantasmas e mitos, medos e certezas, de mágoas e afagos, distúrbios e catarses, de dores e paixões, emoções e lágrimas, vibrações, ranhuras, mentiras, e superações?
É a nossa vida, a vida que escolhemos..., a nossa merecida vida...
Namastê!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Valentina
seja bem-vinda
és o cosmos e puro amor
desejada a crescer em berço fraterno
acolhida em nosso divino lar
estrelinha, a brilhar em nossa constelação
que ora veio a crescer e viver
vida a transformar as nossas vidas
valente Valentina
seja muito bem-vinda
(um singelo e carinhoso afago com minhas humildes palavras para a Valentina, que ora chegou, para a mamãe Carol, para Maria Eduarda, Felipe e para esse dôce de pessoa que é a Ana Cristina)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Os laços e os nós...
Enquanto as nossas vidas passam, vamos construindo relações, solidificando amizades e assim aproximamos corações, mas também os afastamos. Tal qual crianças curiosas, ansiosas por aprender, vamos expandindo os nossos universos a cada novo diálogo, a cada experiência, a cada momento. De peito aberto, recebemos tudo, assim como transmitimos aquilo de melhor que temos a dar, sempre solidários, prestativos, diligentes.
O tempo nos encoraja, assim como nos subtrai o ânimo, nos impulsiona, assim como nos retrai. O tempo nos ensina com nossos acertos, e principalmente com os nossos erros. Agarramos-nos em conselhos e clichês, e no balanço das nossas conquistas, vitórias e derrotas, dádivas e catástrofes, que hora provocamos e hora somos vítimas, laços e nós. Um vai e vem de emoções nos eleva e nos destrói, com a mesma voracidade.
Laços são abraços, construções de uma beleza pura, delicados afetos, como a suave brisa que nos toca a face, quando nos rendemos à harmonia da natureza. Como um beijo despretensioso, que nos faz tremer, ou como nos sentirmos acolhidos, protegidos de todas as intempéries da vida. Fáceis de desatar, sensíveis, e por isso merecem todo o nosso cuidado, para que se perpetuem e sejam eternos.
Os nós existem também, e nada mais são do que laços que equivocadamente tentamos atar, sem o devido cuidado, sem amor e sem delicadeza. Sonhos que deixamos de sonhar, castelos que ousamos construir sem sabermos os motivos, situações que deixamos de lado, pessoas que descartamos de nossas vidas, dores que causamos e que nos arrebatam. Diferentemente dos laços, os nós são difíceis de desatar e assim carregamos mágoas por um longo tempo, uma carga dura, fruto das nossas inabilidades.
Em nossas reflexões devemos resgatar os laços e os nós, as alegrias e tristezas que causamos e que nos avassalam, as medalhas e condenações que carregamos. Não são louros ou arrependimentos que guiarão as nossas vidas e ao cuidarmos das nossas almas buscamos um entendimento conosco, afim de que sejamos felizes, realmente muito felizes...
Namastê!!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Onde anda você...
Ao repousar minhas mãos suavemente em teu rosto, pude sentir na pele os sulcos da alegria do teu sorriso, e na sinergia do nosso amor os nossos corações a pulsar intensamente, como que a agradecer aos céus a magia de cada dôce momento único.
O toque dos nossos lábios sempre selou as nossas verdades, e no absoluto da nossa paixão, deixamos de existir em nossos egoísmos e passamos a ser um só, almas libertas, alçadas pela mesma ambição de serem únicas, gêmeas na intensidade, nos desejos e no amor, eterno amor.
No calor dos nossos corpos o tesão desmedido dos nossos encontros, de cada encontro, como se fosse o último a dilacerar as nossas emoções. A sensação do final a lamentar despedidas breves, até o incerto reencontro, e apesar das incertezas, o meu coração louco a pulsar intensamente, a esperar um teu novo abraço.
Hoje, uma saudade imensa rege esse amargo fel que invade meu peito, e mal sei o que fazer com todo esse amor que acumulo. Devo deixar as estrelas para os apaixonados, a lua para os encantados e o céu para os tolos, já que esse universo que nos acolhe nos repele e nos remete ao caos, o que nos impulsiona a venerarmos as nossas intensas paixões.
domingo, 10 de outubro de 2010
A Letra - "Pensando em Você"
Pensando em Você
(Paulinho Moska)
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Moska - Pensando em Você
Moska e Zelia Duncan
Moska e Zizi Possi
(Paulinho Moska)
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Moska - Pensando em Você
Moska e Zelia Duncan
Moska e Zizi Possi
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Coração Multímodo
sempre que meu coração amanhece
abro as janelas da minha alma
para que uma brisa leve e eufórica
recicle meu peito desnudo
quando entardece
nova tormenta ameaça o meu coração
e na acrimônia dos destemperos da vida
me vejo a confrontar sentimentos
anoitece e meu coração implode e pulsa
a entregar-se a qualquer ilusão vadia
e ao desprezar a palidez da sua aura arterial
mergulha no venoso das devassas emoções
meu coração é multímodo
é ternura e deslumbramento
alvoroço e movimento
é dor e merecimento
esse louco inconseqüente
que se expõe acelerado
nada mais faz do que amar
é um coração apaixonado
abro as janelas da minha alma
para que uma brisa leve e eufórica
recicle meu peito desnudo
quando entardece
nova tormenta ameaça o meu coração
e na acrimônia dos destemperos da vida
me vejo a confrontar sentimentos
anoitece e meu coração implode e pulsa
a entregar-se a qualquer ilusão vadia
e ao desprezar a palidez da sua aura arterial
mergulha no venoso das devassas emoções
meu coração é multímodo
é ternura e deslumbramento
alvoroço e movimento
é dor e merecimento
esse louco inconseqüente
que se expõe acelerado
nada mais faz do que amar
é um coração apaixonado
Assinar:
Postagens (Atom)








