terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Falta controle...

Segundo o amigo que me enviou a imagem, com este aparelhinho o mundo seria muito melhor!

Refletindo um pouco sobre todas as funções, realmente não temos mais controle algum sobre elas...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Toques na alma...

Hoje conversava com uma amiga querida, que me relatou toda a sua emoção e encantamento ao presenciar a alegria de uma noiva, meia-irmã dela, que talvez não tivesse tantos motivos na vida para estar tão feliz. Vida complicada, com muitos altos e baixos, dificuldades pela ausência, talvez de carinho, de oportunidades, de luz e êxtase, mas que extravasava alegria...

O relato dela também me emocionou muito, pois percebi toda a sinceridade e afeto, e ousei dizer que temos uma capacidade tamanha de separar os momentos, bons e ruins, e mergulharmos na imensidão de sentimentos que nos são importantes. Temos a capacidade de louvar, de perdoar, de esquecer. Temos a capacidade para amar, e assim desejamos que as nossas vidas sejam estreladas!

Especialmente hoje, acho que precisava desse toque na alma, que ora compartilho. Esse doce de pessoa conseguiu me fazer refletir, sobre os domínios e sobre as escolhas, mas principalmente sobre a resiliência, que nos permite catalisar acontecimentos transformando-os em energia e nos elevando. Sempre existirão pessoas especiais, para cada momento das nossas vidas!

Obrigado, e que Deus continue a te iluminar!

Namastê!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O tempo e o tempo...

Sete meses ou um ano? Um dia, um mês ou uma vida? Um segundo, ou dez anos? O tempo pode ser muito ou pouco. Pode correr a favor ou contra. Pode ainda, ser cronometrado ou atemporal. Pode ter um grande significado ou ser desprezível. Já um momento..., pode ser eterno...

O tempo tem a ver com combustível, tem a ver com decisões, tem a ver com aquilo que nos faz sentido. Assim, um romance intenso é eterno, inesquecível, e rompe a barreira do tempo; um romance superficial pode não ter significado, independentemente dos sete meses ou dez anos que dure. Oitenta anos de vida sem combustível, pode significar menos do que quarenta. Chegar na hora, ou chegar depois, vivenciar. Um suspiro, um segundo, um lance, uma ocasião..., o tempo.

Qual combustível temos inserido em nossas vidas? Amor, dor, comprometimento, verdade, mentira, raiva, cumplicidade... O que fazemos com o nosso tempo? O que queremos conservar?

(Um grande beijo à Patrícia, amiga, que hoje nos deixou e segue em luz. Apesar da nossa intensa tristeza, pelo seu pouco tempo conosco, ela nos ilumina com um universo de bons momentos e inesquecíveis lembranças...)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Que amor é esse...

É só pensar em você, que meu coração dispara! Acelera, tal qual os dos gnus, em fuga da caça. Tal qual os dos cães sedentos, ou os dos cavalos puros-sangues, nas corridas eletrizantes, em pistas marcadas, Tal qual no susto, intenso, pós calmaria, ou diante do medo, aterrorizante... Tenho pensado muito em você, sempre em você...

Não consigo te esquecer, nem mesmo querendo, não consigo... Saio de mim e tento te apagar da minha história, mas histórias são eternas. Sinto seu cheiro, clamo pelo seu abraço, sofro demais com a imensa saudade. Vejo-me morrer todos os dias e tento, mas sigo vivendo, infelizmente, com uma dor magistral... Todos os momentos são seus: a noite, o dia, a lua, o carnaval, o rio, as pedras, o sono dos cavalos e a alegria dos cães, o vinho, os jogos, onde quase desonestamente ganhei...

Não peço, espero, não quero, deixo, não posso, sigo. Vago por aí, me perco, escolho, me engano, deixo, sigo, sonho, me afundo, me encontro. Te vejo longe e te deixo, como se não fizesse mais sentido. Você faz todo o sentido... Te quero muito, meu grande amor..., você é a minha razão de viver, e quero voar contigo...

São flores, são beijos, são abraços e afagos, são cores... É o amor eterno, é como eu amo você...

Dia de São Valentim

“Durante o governo do Imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano, continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogavam mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje usada. Valentim foi decapitado no dia 14 de fevereiro de 270.”, segundo a Wikipédia.

Em diversos países, no dia 14 de fevereiro, comemora-se o “Dia dos Namorados”, ou “Valentine’s Day”, uma data especial para os casais apaixonados. No Brasil, essa comemoração ocorre no dia 12 de junho, mas não há porque não aproveitar a data de hoje também. Flores, cores e muitos beijos...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Falando sobre salto alto...

Retornando às minhas observações sobre mulheres e salto alto, fui buscar um pouco de história e fiquei surpreso com a quantidade de referências e associações, interesses e usos. Para as pessoas que quiserem conhecer um pouco mais, selecionei um endereço na web: http://www.salto15.com.br/historia-dos-saltos-altos.php, com uma linguagem esclarecedora.

Ao falar sobre mulheres e salto, de imediato podemos associar à sedução e ao poder. Sedução, diferentemente da pornografia, conserva o irresistível, aquela que preenche com seu charme todos os olhares e desejos. Já poder, transfere não só confiança, mas a capacidade de uma mulher moderna. As imagens do post dão uma idéia do que seja sedução e poder. Adoro isso...

De salto, elas realmente ficam maravilhosas, desde que saibam usar salto-alto, lógico, e para que não se sintam tão poderosas assim, replico o texto de uma Lei, promulgada no séc. XVII, pelo parlamento inglês, a qual poderia ser considerada, diante dos abusos delas: “Toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, utilizando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios(...)será castigada com as penas de bruxaria".

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tem gente que deixa uma saudade...

Tem gente que quando segue, deixa um legado e uma grande saudade. Tenho uma admiração imensa pelo trabalho de Pena Branca e Xavantinho. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, faleceu em outubro de 1999 e José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, agora se vai. A obra permanece, e as lembranças do talento, e do carinho.

http://www.youtube.com/watch?v=BgIDZRHVxN4&feature=fvw

http://www.youtube.com/watch?v=zd1pvijIkxU

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Síndrome de Poliana

Acho que todo mundo conhece um pouco, ou ao menos já ouviu falar das estórias de Poliana. Poliana é uma menina que enxerga tudo "cor de rosa", sem maldades, sempre acreditando no melhor das pessoas e da vida, sendo incapaz de fazer algum mal a alguém. É uma obra universal, escrita por Eleanor H. Porter, e muitas gerações a têm lido com emoção. A figura humana da menina Poliana sensibiliza pelo otimismo, amor, bondade e pureza de sentimentos.

A sua forma de ver a vida levou os especialistas a identificarem a “Síndrome de Poliana”, que nada mais é do que uma fuga da realidade, na medida em que o mundo não é tão "cor-de-rosa" assim, como Poliana vê, em suas façanhas. Algumas pessoas assim enxergam o mundo, e no seu emaranhado de situações e de emoções, agem, ingenuamente e inconseqüentemente. Criam uma realidade distorcida e vivem a sua brincadeira, arrastando consigo um batalhão de admiradores, também ingênuos, ou interesseiros aproveitadores.

Não temos que ser pessimistas, ou impuros, mas caminhar com os pés no chão, de forma a construirmos uma vida feliz, uma sociedade mais justa e um mundo melhor. Não significa que não possamos nos divertir, rir dos fatos presentes ou passados, e vislumbrar um futuro de louros. Mas, nos deslumbrarmos ou nos embriagarmos com pequenos fatos inexpressivos e acharmos que isso é a essência da vida...

A vida de Poliana, quando excede a estória e é transportada para a nossa realidade, nos estimula a colocarmos máscaras e a assumirmos falsos papéis. A enganarmos a nós mesmos e a iludirmos os outros. A não mostrarmos o quão belos somos e a perdermos oportunidades únicas. A trocarmos a vida pelo conto. A deixarmos as pessoas e buscarmos personagens..., sempre felizes..., vítimas felizes da ilusão.

Uma fantasia que certamente despenhar-se-á, e o ruir será dolorido, ou pode-se viver na fantasia, na alienação. Pelo acúmulo de frustrações e pelo distanciamento da realidade, será um melindre. Pelo tempo perdido, pela ausência de relações verdadeiras, e pelo inconveniente de não amadurecer, será ressentido. Pela necessidade de se reinventar, reconstruir e renascer, será um desafio, um grande e resiliente desafio.

A violência de todos nós...

As pessoas andam assustadas, descrentes e à mercê do perigo. Sonham com a violência, exalam o medo e se reprimem. Sentem-se violentadas nos seus direitos, violadas na sua cidadania, e com a liberdade manchada. Quase sem esperanças, torcem para que alguém lhes salve, mas pouco agem.

Quando percebem que estão sós, ultrajam com blasfêmias, racionalizam, como se não fizessem parte deste mundo doente. Atribuem culpas e se isentam, reclamam e profetizam, externam as suas insatisfações e apresentam as suas mais íntimas receitas. Promovem o seu pequeno mundo perfeito, mas pouco agem.

Falam em mudar de endereço, em mudar de cidade, em mudar de país. Gritam nos balcões dos bares e nos almoços de família, sem ponderações. Culpam inocentemente, segregam ingenuamente, maltratam com ignorância. Acham que impor os seus modos, os seus conceitos e os seus padrões, soluciona. Disseminam mais violência, e pouco agem.

Permitem, ao não participarem.

Aceitam, ao não fazerem escolhas.

Matam, ao omitirem-se.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hora de viver...

Eu entendo o seu medo, e também o seu silêncio. O seu distanciamento, como uma forma velada de dizer não, mesmo querendo dizer sim. Desde os primeiros momentos, dos olhares aos carinhos, dos carinhos aos beijos, dos beijos aos toques, e aos sussurros, a carência de desejos, não a ausência..., o temor. O receio de novamente emergir no doloroso da paixão, de novamente machucar-se.

Sei o quanto é difícil recomeçar. Quanta energia a ser despendida. Quantas cicatrizes a curar, quantos planos a serem refeitos. Laços afetivos, intimidades destruídas, sonhos despedaçados, e a exigência de estar bem, mesmo não estando bem. È importante mostrar-se bem, como uma forma de dizer ao mundo, que as mudanças são normais, pois fazem parte da vida. Mentira!

Por mais que não queira aceitar, pois estar próximo engrandece e encanta, é preciso seguir, deixar que o ciclo se feche. É preciso respirar, e abrir as janelas do peito para que a alma seja iluminada pela intensa luz da vida. É preciso se deixar levar pelos anjos que nos acompanham e nos protegem. Ir ao encontro do abraço que tanto nos conforta. Ir ao próprio encontro, em profundas reflexões.

Não há como dissimular os sentimentos. O coração não fica latente, ele pulsa forte. Não vale mais a pena esperar, e acumular dor. É preciso viver... Eu ainda te quero muito... Seja feliz... Deixei as chaves sobre a mesa, apaguei a luz ao sair, e fechei a porta... Que Deus nos ilumine!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Esse meu coração...

Meu coração derrama lágrimas
Afunda no mar das emoções
Delira inconveniente
Na loucura dos sentimentos

Atira na insensatez
Atrevido como é
Imprudente, faz pouco caso
Desdenha tudo que quer

Reclama mas não renova
Quer muito, mas não transforma
Aprova mas não conserva
Procura mas não permite

Meu coração é vagabundo
Acostumou-se na solidão
Bate forte e faz alarde
Quando quieto está infeliz

Quem diz que sentimento
É desgoverno recorrente
Infrutuoso não se lambuza
Não vive amor ou dor

Desdourar a vida breve
Acalmar o coração
Abdicar dos desejos
É morrer acelerado

Mal sabes que ser intenso
É marca é ser humano
E que viver arrebatado
É viver abençoado

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Elas sabem o que fazem...

Não sou nenhum expert em moda, e muito menos em tendências de moda; admiro e aprovo, ou desaprovo, simplesmente o que vejo. Louvo as mulheres, muito, e dou meu veredicto sobre a classe e o charme de uma mulher, somente pelo seu jeito de andar. Ela pode ser feia, pode estar além do peso ideal, não combinar cores ou estilos, ter tinta no cabelo e até voz grossa..., ou pode ser linda de parar o trânsito, pois uma mulher caminhando, de salto-alto, de forma simétrica é um encanto... Não quero ser injusto, cruel, seletivo, bobo ou grosseiro, nem compartilhar meus fetiches, muito menos diminuir aquelas mulheres que não deveriam se arriscar, e elas sabem que não deveriam...

Por algumas semanas observei mulheres andando de salto nos bares, boates, lojas, no trabalho, nas ruas da cidade (principalmente na rua XV), e tirei conclusões interessantes. Nada científico com constatações técnicas, mas o olhar crítico de um apaixonado por elas... Aguardem, que em breve publicarei algo interessante.

Minhas amigas, conhecidas ou parentes, fiquem tranqüilas, pois não as observei, e nem o faria, por questões óbvias...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Janelas Abertas...

Há algum tempo, minha amiga Juliana, em seu blog (www.juliana-saito.blogspot.com), inseriu um post onde refletia sobre a experiência de observar da sua janela, um garoto que passava dias e noites na janela de seu apartamento, observando, e talvez refletindo sobre a vida, desejos e anseios. Foi em um período de férias, final do ano, e talvez solitário, carente, à espera que algo de novo o motivasse, ali permanecia, alternando entre as janelas da sala, quarto e banheiro, com seu olhar vazio.

Gostei muito da sensibilidade e do momento, e imediatamente mergulhei na fantasia da experiência e do acontecimento. Embrenhei-me na reflexão sobre as janelas para a nossa vida, que ousamos abrir e olhar, mas que não ousamos atravessar; nos desejos e fantasias que não empreendemos; nos receios e medos implícitos, e nas barreiras imaginárias que impomos a nós mesmos, e não nos atrevemos a transpor.

O mundo, da janela para fora, é infinitamente maior do que da janela para dentro, mas assim mesmo nos agarramos no conhecido, no que é seguro. Assim, andamos em turmas, freqüentamos os mesmos lugares e viajamos para destinos sabidos. Adotamos experiências de outros, quando nos recomendam, e seguimos na linha. Quase sempre acertamos, pois ninguém gosta de errar. O desconhecido pode ser um perigo, não precisamos ousar...

Dessa forma, vamos nos limitando, segregando aos outros e a nós mesmos. Criando rótulos e nos reduzindo. Adotando manias e nos igualando. Vamos ficando chatos, ou bonzinhos, como nossos pais, preconceituosos como nossos amigos, e renitentes, inflexíveis diante do novo. Confundimos a adoção de bons exemplos, com a simples replicação, e perdemos a oportunidade de crescermos e ajudarmos os outros a crescerem.

Na medida em que esquecemos, que cada experiência é única, e estamos aqui para vivenciá-las, que cada desejo é construído a partir dos nossos anseios e necessidades, e não os realizamos, que sonhamos os sonhos dos outros, enquanto limitamos os nossos, ficamos, simplesmente, observando, com olhares vazios, incapazes. Abrimos, timidamente, as janelas para as nossas renúncias e frustrações e as fechamos para a vida.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Homens, segundo Vinícius de Morais

Os homens bons, são feios.
Os homens bonitos, não são bons.
Os homens bonitos e bons, são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais, estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e nunca dão o primeiro passo!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA...
QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História:
" Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar "

"Mulheres existem para serem amadas, não para serem
entendidas."
Vinicius de Morais

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sobre a Brevidade da Vida

Na sua obra “Sobre a Brevidade da Vida”, Séneca, filósofo, dramaturgo, político e escritor, que viveu Roma do início da Era Cristã (4 a.C – 65 d.C), descreve em um tratado primoroso, uma fascinante obra que nos eleva a refletirmos sobre os caminhos que escolhemos seguir. Freqüentemente retorno a Séneca, assim como a Nietsche, a Maquiavel, e por que não a Vinícius de Moraes, Drumond, ou outros tantos poetas e pensadores?

Extraí alguns trechos para estimular àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de mergulhar na obra e na própria alma: “A maior parte dos mortais, lamenta a maldade da Natureza, porque já nascem com a perspectiva de uma curta existência e porque os anos que lhes são dados transcorrem rápida e velozmente. De modo que, com a exceção de uns poucos, para os demais, em pleno esplendor da vida é que justamente esta os abandona.”. “Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.”.

Em outro trecho, Séneca afirma: “Pode haver alguma coisa mais tola, me diga, que a maneira de viver desses homens que deixam a prudência de lado? Vivem ocupados para poder viver melhor: acumulam a vida, dissipando-a. Fazem seus projetos para longo tempo, porém esse adiamento é prejudicial para a vida, já que nos tira o dia-a-dia, rouba o presente comprometendo o futuro. A expectativa é o maior impedimento para viver: leva-nos para o amanhã e faz com que se perca o presente.”. Ainda, finalizando as citações: “Muito breve e agitada é a vida daqueles que esquecem o passado, negligenciam o presente e temem o futuro. Quando chegam ao fim, os coitados entendem, muito tarde, que estiveram ocupados fazendo nada.”.

Ao reler este tratado, esta semana, por várias vezes lembrei-me de Zilda Arns, e da tristeza dos seus seguidores, transformada exponencialmente em alegria, por terem convivido com uma pessoa tão iluminada e que não fez da sua vida uma vida breve. Assim, compartilho um pouco dessa obra e recomendo, para reflexão, como um exercício de sabedoria.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Oficina de Música de Curitiba

Por estes dias, a Oficina de Música de Curitiba 2010, tem invadido os espaços públicos e privados, trazendo alegria e mais vida para a cidade. Com uma programação intensa e uma qualidade indiscutível, os teatros e casas de espetáculos estão cheios. Percebe-se no brilho dos olhos das pessoas, a satisfação, o prazer e o êxtase. Uma paz velada, o consenso do gosto pela música... Simplesmente, um doce desejo, e muita admiração.

Além de mestres da MPB como Guinga, Hermeto Pascoal e Antonio Nóbrega, instrumentistas e compositores, como Ezequiel Piaz, Claudio Menandro e Dante Ozetti, uma infinidade de regentes e músicos de altíssima qualidade têm desfilado nas oficinas clássicas e apresentações. O circuito off, que leva os músicos aos bares da cidade, também é uma opção, e vale a pena conferir. A programação da oficina você encontra no site oficial (http://www.oficinademusica.org.br/) , e para o circuito off, é preciso estar atento às programações dos bares.

A Oficina é um oásis neste universo atual da música de baixa qualidade, e tem encantado a muitos. Já a outros, nem tanto... Eu estou muito feliz, pois, particularmente, não gosto de música sertaneja (não confundir com música caipira), e tampouco de pagodes melosos, interpretados por egocêntricos asquerosos. A Oficina não contempla esses interesses, e muita gente se sentirá desassistida. Mas para esses, existem locais adequados e momentos próprios para confortá-los, como shows, clubes de dança e salões, de forma que possam praticar seus aprendizados, ou mesmo ouvirem suas predileções em som alto, além de ouvirem em suas casas e carros.

Não é preconceito meu criticar esses estilos, mas conhecimento e sensibilidade musical. Sei que posicionar-se é complicado, ainda mais em assuntos polêmicos que causam discórdias, e até ira, mas... Infelizmente, ainda nos ronda a ignorância, e contra a ignorância, o silêncio ainda é o mais indicado, apesar de não conseguir abster-me. Melhor ficar calado..., ou não?

Se for do seu gosto, aproveite...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Penitência

lembranças perdidas
no calor dos lábios sedentos
na dor de um amor eterno
lampejos vazios de felicidade

uso de minhas garras
a arrancar-me do peito essa dor
mergulho em minh’alma doente
a confortar minha solidão

hei de viver na clausura
entranhar-me no negro destino
viver sôfrego na tortura
do obtuso mundo vão

hei de atirar contra mim
acatar as minhas incongruências
aceitar o destino de viver em penitência
na morte lenta dos meus sentimentos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os donos do mundo...

Às vezes penso que a falta de surpresas em nossas vidas, transforma nosso cotidiano em uma chatice. Acordar e ter o dia planejado, e saber que todas as coisas acontecerão, se não exatamente como desejamos, muito próximas daquilo que queremos, é no mínimo entediante. Diariamente, ouvimos especialistas nos orientando para planejarmos nosso futuro, nossas atividades, nossas ações, nossos modos, nossas falas, nossos ritmos..., ufa..., que saco!

Será que essa é a chave para a felicidade? Seguirmos regras e esperarmos que obtenhamos os resultados como desejamos, ou devemos ousar, estimular a criatividade, experimentar? Precaver-nos dos sofrimentos, nos abstendo de viver emoções, ou dar-nos a oportunidade para rirmos ou chorarmos? Guiar-nos pelas conveniências ou pelos nossos sentimentos?

Nas minhas reflexões tenho me certificado, cada vez mais, do quanto detesto o cartesiano e adoro o caórdico. Isso me remete aos tempos de criança, onde tudo era uma aventura. Sair de casa para qualquer lugar, cada situação era um novo momento a ser vivenciado. Um universo a ser explorado. Tomar banho de chuva e sujar os calçados de lama; admirar a natureza, a rua, os carros, as lojas, as fachadas, as pessoas... Divertir-se. Brincar com a vida, viver a vida...

Hoje somos carrancudos, preocupados demais, e com inúmeras responsabilidades. Crescemos. Queremos salvar o planeta, mas nem a nós mesmos estamos salvando. Não entendemos ainda, que cosmos é esse que nos habita e muito menos como nos relacionarmos com o universo das outras pessoas, mas queremos influenciar os outros, convencê-los das nossas verdades. Falta-nos humildade, compaixão, solidariedade. Falta-nos entendimento e compreensão. Falta-nos amor.

Ainda assim, nos achamos auto-suficientes, e em nossa visão míope e egoísta, nos sentimos os donos do mundo, à espera que alguém nos dite ou nos diga como nos sentirmos e como agirmos. Demos nomes, preferências e prioridades às posições sexuais, assim como às posições na sociedade. Criamos ritos que nos habilitam a sermos melhores ou piores, assim como estabelecemos os pedigrees aos cães. Desfilamos estilos, destilamos preconceitos. Alimentamos-nos do próprio veneno e consumimos nossa alma. Somos escravos das nossas próprias limitações.

Infelizmente...

domingo, 10 de janeiro de 2010

A escolha do seu par...

Meu amigo Amici enviou-me este texto, primoroso e genial, escrito em 2004, por Stephen Kanitz. Não pude deixar de compartilhá-lo, principalmente em razão de tantos desencontros nas vidas de pessoas que muito se amam.

“Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.

Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.

Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.

Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.

Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.

Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.

Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.

Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.

Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.

Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.

Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.

Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.

Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.

Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota. “

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (http://www.kanitz.com/)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, página 22

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vida que segue...

Aos 17 anos, morava no Rio de Janeiro, na Praia Vermelha, e por intermédio de uma amiga querida, chamada Inês, conheci o trabalho musical de Zé Alexandre. Com uma voz doce, afinadíssima e composições plenas em suas letras, melodias e arranjos, rapidamente virei seu fã. Custou-me caro o empréstimo do vinil “Alma de Músico”, na época, já que tive que ficar com a irmã dela na praia (entenda-se muitos beijos e abraços em grãos de areia), para que enfim pudesse conhecer um pouco mais do trabalho daquele músico espetacular. Composições como “Alma de Músico”, “Sábado”, “Pousa”, e tantas outras, traduzem a capacidade do artista. No site http://www.zealexandre.com.br/ , você pode baixar as músicas, já que o LP não foi remasterizado.

Zé Alexandre é completo musicalmente, e foi um dos principais parceiros de Oswaldo Montenegro, ou vice-versa, tendo participado de trabalhos, como “Dança dos Signos”, e dividido a voz com ele em músicas como “Bandolins”, “Canto de Folia” entre outras. Ouvir o Zé, cantando “Estrelas”: “Pela marca que nos deixa / A ausência de som que emana das estrelas / Pela falta que nos faz a nossa própria luz a nos orientar...” é maravilhoso!

Recentemente mantive contato com ele, através da web, e desde então estamos tramando... Devo trazê-lo para um show em Curitiba, lá no Hermes Bar, ou quem sabe no Paiol. Como é estranho estar tão próximo de uma pessoa que tanto me inspirou..., que me trouxe momentos extremos de alegrias e tristezas, que me fez rir, absolutamente, e chorar, que me estimulou sentimentos, paixão e perda. Marcou uma fase da minha vida...

Recentemente Zé Alexandre gravou com Zélia Duncan a música "Viva o Cachorro", música que estará em seu próximo trabalho – CD e shows. Gentilmente, ele a enviou-me esta semana por e-mail, e quem quiser conhecer essa composição é só solicitar, que replicarei com satisfação, também por e-mail.

Compartilho um pouco de vida..., a vida que segue!