quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Resiliência

Hoje me pus a caminhar só em noite escura, a apreciar o prateado do céu... Refleti um pouco sobre realidades, imaginação, sonhos e desejos, e a imaginar que nexo tem o cosmos ao nos apresentar um universo de possibilidades, cujo alcance nos parece tão distante. Sobre pessoas que quero muito bem e os acontecimentos em suas vidas, e sobre mim, a remir as minhas escolhas.

Pensei muito sobre o quanto perdemos e o quanto ganhamos e quais as reações das nossas decisões diante do cosmos. Sobre as nossas relações com as pessoas, sobre a vida que deve seguir em harmonia, para que sejamos felizes. Pensei também, sobre o que tenho construído e proporcionado ao universo, sobre os desencontros, sobre as alegrias e as dores.

Busquei explicações para alguns desgostos, acolhimento para alguns erros e serenidade para algumas decisões. Pedi espaço para desenrolar as minhas verdades, e perdão pelo que não tenho conseguido ser. Clamei um pouco de paz, pois tenho percebido que faltam guizos em meus sapatos, e estes silenciaram, e que os pirilampos deixaram de iluminar as minhas noites vazias.

Somos realmente abençoados, mágicos, e ao olhar para o céu um afago e o conforto, ao convencer-me de que nem todas as estrelas pertencem às mesmas constelações e nem todas as constelações às mesmas galáxias. Assim é o universo! Logo após, no quarto hotel, durante o banho, percebi que no canto da toalha pendurada no banheiro havia algo escrito em vermelho e pensei que fosse a identificação do hotel em que estou hospedado. Ao olhar atentamente, estava escrito a palavra “RESILIÊNCIA”.

Namastê!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Coração ardente

Que vulcão é esse que me consome todas as vezes que me permito a divagar sobre o teu sorriso? Um turbilhão que começa leve, e de repente avassala. Não consigo saciar minha voracidade de estar contigo. Saudade cruel, que alimenta os meus desejos e me remete ao escuro da solidão, ainda que você esteja por perto.

A esperança é a flecha que incendeia meu peito e que impulsiona os meus passos. Assim, escancaro as janelas da minha alma a esperar-te todas as horas com ramalhetes de flores a perfumar e colorir a tua chegada. Tua ausência é dor, e por mais que eu insista em desistir desse eterno amor, meus desejos clamam e inflamam o desassossego do meu coração. 

Meu coração arde, e não me deixa em paz!

domingo, 21 de novembro de 2010

Meu primeiro amor...

Não se pode lutar contra o amor, não vale a pena! Na pureza dos sentimentos repousa o acolhimento e o afeto. Sofrer de amor é dor, dizer que o amor é dor é besteira, assim como dizer que o inverso do amor é o ódio, outra besteira. Enquanto você sofre ou odeia, você ama, quando despreza e quando aquela relação não faz mais sentido para você, e nem sequer você pensa na pessoa, a ignora, aí sim você a deixou de amar.

O que dizer do primeiro amor, um puro sentimento que brotou da convivência e da admiração. Crianças, cresceram muito próximos, pré e adolescentes a correr pelos caminhos abençoados pelo destino. Descobriram muitas coisas juntos, as transformações físicas, o desejo e o beijo. Entre as cortinas das festinhas, entenderam o quanto se completavam e se protegiam, o quanto um fazia falta ao outro. Férias então, um sacrifício suportar tantos dias distantes, o que teria mudado? Sem que ao menos entendessem, algo aconteceu em suas vidas, as entrelaçando para sempre.

As escolhas muitas vezes nos trazem dor, e a dor de partir, de deixar, a dor da perda é imensa. Tal qual ferida que não cicatriza, a sangrar as emoções, as lembranças, os planos e os sonhos, perder-se do primeiro amor é a morte. Mata-se os atores, as esperanças e o espetáculo acaba. Como sobreviver nos braços de outra pessoa a lembrar-se do diamante que perdera?  Como seguir sem olhar para trás, deixando aquilo de mais valioso que fora construído a dois, sem interesses, sem obrigações, sem maldades? ... esse é o mais puro amor!

Disseram-me que tão ou mais importante do que o primeiro amor, é o último amor. Quem sabe meu último amor venha a ser o meu primeiro amor, ou o meu primeiro amor venha a ser o meu último amor. Enquanto isso cultivo o meu jardim a florir, para que as borboletas venham ao invés de correr atrás delas, como dizia Mario Quintana.

Viva a vida!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Que amor é esse!


mergulhar no calor dos teus beijos
é desatar os nós dos desejos
que a vivacidade da vida me impõe
a permear o universo dos teus sonhos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Qual o tamanho dos seus sonhos?

Imergimos em cada momento nosso a buscarmos a felicidade plena, e ao aproveitarmos a vida ao extremo um desencanto nos ronda, uma louca vontade de transgredir nos confronta, e um desejo incontrolável de dizer ao mundo o quanto podemos mais, nos enlouquece. Por mais que saibamos e tenhamos conquistado aquilo tudo que nos convém, acreditar que o nosso sonho realizou-se plenamente é uma bobagem - a menos que sonhemos algo tão insignificante, que a sua não realização não nos faça falta.

Namastê!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quem engana quem?

Nem bem resolveu as angústias de seu coração, e novamente passou a fazer juras de amor. A sedução é um jogo perigoso, o qual nos eleva a auto-estima, se bem sucedido, ou nos remete às profundezas das amarguras, quando frustrado. Perdas e ganhos fazem parte desse jogo da vida, mas somente para quem está jogando e conhece as regras, e não para quem é envolvido, ou inocentemente encantado. Diz-se que “não se deve brincar com o sentimento das mulheres” e eu vou além, ao dizer que não se pode brincar com o sentimento das pessoas.

Nenhum amor é para toda a vida, assim como nenhuma relação é perfeita, assim como ninguém é de ninguém, são frases ditas. As pessoas andam ansiosas demais, mergulhadas nas suas próprias necessidades, querendo suprir exclusivamente os seus desejos, e esse egoísmo todo faz com que esqueçam que para uma relação ser saudável, seja no início, meio ou fim, existe o outro. Andamos como máquinas a produzir mágoas e ressentimentos, o que nos distancia, não somente das outras pessoas, mas também de nós mesmos, da nossa natureza, que é amarmos, sermos amados e sermos felizes.

Li um texto, dias atrás, o qual dizia que as mulheres estão diferentes em suas relações, que têm carregado consigo um peso que não é da sua singeleza, que uma geleira tomou conta das suas almas e que a delicadeza, o carinho e o afeto, não mais compõem o seu encanto. Imputava o texto tal frieza combativa, às frustrações incrustando aos relacionamentos mal sucedidos, tal razão da tolice. O enlevo das mulheres vem deixando de ser ilibado pelas frustrações em seus relacionamentos, com homens de poucas verdades, e a culpa é deles. Assim como os homens, bons homens, pouco encontram na maioria das mulheres, a acolhida para os seus perdidos corações, falta-lhes coragem e afeto, e a culpa é delas.

Egoístas, vamos reforçando falsos valores a nortear uma sociedade doente, incrédula, cuja ordem é utilizar-se do outro para a sua pseudo-satisfação e retornar para o “lar”, como se a dor fosse domesticada, até o próximo surto. Traímos então, os nossos sentimentos, as nossas razões, os nossos princípios e os nossos destinos, e enquanto sofremos não nos permitimos viver grandes paixões, pois não acreditamos mais que existam pessoas tão maravilhosas quanto nós, para então podermos nos entregar de peito aberto a um grandioso amor. Estamos morrendo muito rapidamente, mergulhados em nossos enganos.

Namastê!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Suas escolhas vazias...

O que é que te conserva, além da tua rala caterva que você adotou e que te protege? Ri, chora, finge e sofre, dissimula e engana, faz-se de feliz, como se a tua vida não valesse nada. Vendeu a alma e mergulhou no falso submundo, no glamour da ilusão, em festejos finos com gente elegante, na mentira e na luxúria, onde com teu sorriso se vende, a divertir os outros.

O que é que te impulsiona, além do rancor e da mágoa, da perda incontida? Se acha coerente, enquanto insiste e mente, se engana e se afunda, mergulha no negro dos sentimentos e busca na cama acolhimento. Disfarça e vive de imagem, se desvaloriza, maltrata quem te bem quer e não se trata, e como se não lhe bastasse a solidão, vive uma vida que nunca foi sua.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desabafo...

Encanta-me manter minhas gavetas vazias, ao fato de não guardar tolices a aterrorizar os meus sonhos vadios. Encho meus universos de desilusão e despejo minhas mágoas no leito escuro das minhas verdades. Engana-se quem diz que cultivar pétalas engrandece maria flor, e que a saliva dos justos fortalece a seiva nobre da razão. Quem viu criança brotar semente, não sente a dor que sente intensamente quem ama. Brindo à vida, enquanto, no limiar da lâmina fria, sôfrega, há a morte. Espero, hesitante, e esvazio freneticamente as minhas gavetas, ao saborear o nectar de ressentimentos e o fel da minha própria altivez.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enquanto você dormia...

Enquanto você dormia, joguei sementes para que brotassem flores a colorir o seu jardim - margaridas, rosas, gloxínias, hortênsias e tantas outras, de uma beleza tamanha, para que atraíssem borboletas a colorir com sutileza o seu universo. Poli as estrelas e enchi de azul o céu, enquanto você dormia, para que o seu caminho se mantivesse iluminado e para que o seu sorriso refletisse em cada estrela cadente.

Você dormia, e eu calibrei os sonhos, para que também coubessem dentro desse seu imenso coração e combinei com os anjos, que jamais a deixassem só. Pedi que trombetas soassem sempre que você estivesse presente, como a anunciar bons e novos tempos e supliquei a Deus que te protegesse também, e enquanto você dormia, pude refletir sobre todos os erros que poderiam ser contornados sem afetar a sua alegria.

Enquanto você dormia, clamei às pessoas que pisassem mais suavemente, e aprendessem que sutilezas e boas intenções, quando praticadas, transformam as outras pessoas, e que ao respeitarmos o próximo, respeitamos a nós mesmos, com as nossas diferenças, interesses e pontos de vista, e enquanto você dormia, pude assistir várias vezes o filme de nossas vidas, imperfeitas, mas cheias de vitórias.

Você dormia e criei uma corrente do bem, cujos elos se alternassem entre amor, afeto, carinho, felicidade, amizade e solidariedade, para que fossem elos tão fortes que nem a mais sofrida mágoa os pudesse romper. Entendi que cada laço que atamos pode ser eterno, se assim desejarmos, e enquanto você dormia, refleti sobre as nossas amarras e o quão importante é a liberdade de escolhas.

 Nas minhas fantasias, ainda espero o seu despertar sereno. Espero que quando acordar, ao olhar o céu e as estrelas, ao perceber as cores e sentir o perfume das flores e ao ouvir palavras tenras, se sinta protegida. Espero te oferecer tudo aquilo que deseje e que conservei para você, em versos suaves, para que então possa deflagrar todo esse meu amor, por toda a minha vida, ainda que seja tarde!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O amor transforma...


Paixões acontecem, e por mais que não queiramos admitir, quando nos encantamos por alguém, as pernas tremulam e borboletas invadem o nosso estômago. Temos a sensação de que a todo o momento o mundo pára, e assim nos alimentamos, de desejos, de tesão, do outro.

Da paixão para o amor é um pulo..., basta apreciarmos a pessoa pela qual nos encantamos. Ao observarmos, e a colhermos detalhes, teremos a certeza se é ela - do sorriso aos gestos, das palavras à docilidade, do cuidado ao afeto, do humor ao gozo..., nosso coração então se entrega e o mundo muda de cor.

Quando nos permitimos amar, cuidamos mais de nós mesmos, a vida passa a fazer mais sentido e ao compartilharmos alegrias, passamos a ser mais amados ainda. A química em nossos corpos deflagra sensações incríveis, e tudo isso nos transforma. Faz-nos pulsar, nos sentirmos vivos.

Portanto, se ao encontrar alguém em seu caminho e essa pessoa lhe fizer despertar, acredite, muito mais do que coincidências pode ser o amor batendo novamente à sua porta, a lhe dar mais e mais empurrõezinhos para que você seja eternamente feliz.

Namastê!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Por que tem que ser assim?

não é na lua, nas marés ou no tempo
nas correntezas ou no vento
nas incertezas das palavras
nas eloquências das mágoas
na saudade devassa
nas noites vazias
nos dias tristes

não é na filosofia ou na melodia
nas letras largadas
no compasso das músicas
no choro contido
no silêncio descabido
na dor constante
na ausência sentida

não é em mim ou em você
nos beijos molhados
nos corpos suados
no abraço presente
no sorriso sincero
na conversa sem culpa
no amor deflagrado

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esse Veneno que nos Alimenta...

É engraçado como nos sentimos pequenos, quando damos um tempo para nós mesmos. Mergulhar no universo das nossas próprias emoções nos faz refletir sobre tudo aquilo que fizemos, e sobre tudo aquilo que deixamos para trás. Sonhos e expectativas a confrontar nossas realizações, conquistas, vitórias e derrotas...

Ao estarmos sós, deixamos cair as máscaras e com elas as mentiras, os papéis e fantasias. Ousamos voar, nos poucos momentos em que nos permitimos nos enxergar nus, desprovidos de preconceitos, de pudores e de vaidades. Ao inibirmos nossas armaduras e desculpas, nos permitimos estar livres para o exercício do nosso próprio destino, do arbítrio, livre arbítrio.

Tal qual uma lavagem na alma, após, nos sentimos leves, prontos para acumularmos mais mentiras nesse jogo da vida, e enquanto não somos desafiados, continuamos a nos desculpar por todas as nossas perdas - de identidade, de amigos, de sonhos, de verdades. Conformamos-nos então, ao nosso juízo, sempre que percebemos no outro algo de pior, e ao racionalizarmos, nos sentimos confortados.

Maldita ilusão, que nos faz dissimular sobre a nossa própria vida, pois enquanto acumulamos vantagens, diluímos as nossas dores e mágoas. E assim, como tudo aquilo de bom que fazemos aos outros nos faz bem, ao alimentarmos o mal, nutrimos com veneno o que nos mata..., as nossas certezas, e as nossas próprias convicções, as nossas capacidades.

Namastê!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A dor do amor

Não vou viver à tua sombra, e tampouco à tua semelhança. Teu passado é nada, e teu presente insano. Ainda que me prenda ao teu sorriso, a tua morte em mim é iminente, mesmo que tardia. Deixastes o teu legado em minha alma, com as tuas mentiras. Amarga utopia a corroer os meus caminhos.

Vive de jogar versos ao vento, tal qual uma vadia meretriz, a frutificar desejos e roubar sonhos. Tua voracidade pela dúvida, faz mutilar sentimentos, assim como o teu beijo, amargo fel, a catalisar emoções vazias. Ainda que negue, traz consigo um rastro de infelicidades, és a infelicidade buscando vítimas.

Quem disse que o amor não mata? Morre-se aos poucos, todos os dias..., enquanto espera-se silenciosamente, a conta gotas, que tudo termine. Amarga prisão, dor cruel. Mera ironia, achar que a felicidade de uma nova paixão, suprime a dor da perda de um grande amor. Engana-se quem pragueja a felicidade.

Desafio-te a julgar os meus sentimentos, a velar com lírios os meus lamentos, a acalmar esse meu clamor. Rogo-te a deixar-me em paz, quero esquecer o teu sorriso, para então remediar a tua ausência. Deixe-me matá-la em mim, não te quero mais em meus pensamentos, pois tua presença me aprisiona. Hei de extirpá-la da minha vida e seguir, em paz. Teu amor é dor!

É muito simples, mato então esse amor, e acabo logo com toda essa dor que me corrói... Quisera, não sou capaz. Verdadeiro é esse amor, impossível matá-lo. O amor me guia e me remete à profunda insensatez, de amar, amar, amar, amar, amar, até que a morte nos separe..., de nós mesmos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Que vida é essa?

Que loucura é essa que nos faz gritar no silêncio, adiantar as horas, esquecer o rumo, beijar o cachorro, pintar as paredes, lavar o carro, sujar as panelas, dançar com as estrelas, falar bobagens, e que nos faz rir, dizer que amamos, voarmos?

Que desejo é esse que nos faz sonhar, querer, imitar, sofrer e achar que vamos morrer, que nos invade e nos eleva, que nos derruba e nos joga no abismo, que nos maltrata e nos adocica, que nos faz gozar, e que não deixamos de querer?

Que verdade é essa que nos ilumina, nos encanta e nos anima, que nos faz refletir ao cimentar nossos pés no chão, que nos queima e arde, enquanto acalma e deflagra, que maltrata e acolhe, que nos faz perplexos e encantados, e que não nos deixa desistir?

Que vida é essa de erros e acertos, bobagens e paletós, fantasmas e mitos, medos e certezas, de mágoas e afagos, distúrbios e catarses, de dores e paixões, emoções e lágrimas, vibrações, ranhuras, mentiras, e superações?

É a nossa vida, a vida que escolhemos..., a nossa merecida vida...

Namastê!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Valentina

seja bem-vinda
és o cosmos e puro amor
desejada a crescer em berço fraterno
acolhida em nosso divino lar
estrelinha, a brilhar em nossa constelação
que ora veio a crescer e viver
vida a transformar as nossas vidas
valente Valentina
seja muito bem-vinda


 
(um singelo e carinhoso afago com minhas humildes palavras para a Valentina, que ora chegou, para  a mamãe Carol, para Maria Eduarda, Felipe e para esse dôce de pessoa que é a Ana Cristina)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os laços e os nós...

Enquanto as nossas vidas passam, vamos construindo relações, solidificando amizades e assim aproximamos corações, mas também os afastamos. Tal qual crianças curiosas, ansiosas por aprender, vamos expandindo os nossos universos a cada novo diálogo, a cada experiência, a cada momento. De peito aberto, recebemos tudo, assim como transmitimos aquilo de melhor que temos a dar, sempre solidários, prestativos, diligentes.

O tempo nos encoraja, assim como nos subtrai o ânimo, nos impulsiona, assim como nos retrai. O tempo nos ensina com nossos acertos, e principalmente com os nossos erros. Agarramos-nos em conselhos e clichês, e no balanço das nossas conquistas, vitórias e derrotas, dádivas e catástrofes, que hora provocamos e hora somos vítimas, laços e nós. Um vai e vem de emoções nos eleva e nos destrói, com a mesma voracidade.

Laços são abraços, construções de uma beleza pura, delicados afetos, como a suave brisa que nos toca a face, quando nos rendemos à harmonia da natureza. Como um beijo despretensioso, que nos faz tremer, ou como nos sentirmos acolhidos, protegidos de todas as intempéries da vida. Fáceis de desatar, sensíveis, e por isso merecem todo o nosso cuidado, para que se perpetuem e sejam eternos.

 Os nós existem também, e nada mais são do que laços que equivocadamente tentamos atar, sem o devido cuidado, sem amor e sem delicadeza. Sonhos que deixamos de sonhar, castelos que ousamos construir sem sabermos os motivos, situações que deixamos de lado, pessoas que descartamos de nossas vidas, dores que causamos e que nos arrebatam. Diferentemente dos laços, os nós são difíceis de desatar e assim carregamos mágoas por um longo tempo, uma carga dura, fruto das nossas inabilidades.

Em nossas reflexões devemos resgatar os laços e os nós, as alegrias e tristezas que causamos e que nos avassalam, as medalhas e condenações que carregamos. Não são louros ou arrependimentos que guiarão as nossas vidas e ao cuidarmos das nossas almas buscamos um entendimento conosco, afim de que sejamos felizes, realmente muito felizes...


Namastê!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Onde anda você...

Ao repousar minhas mãos suavemente em teu rosto, pude sentir na pele os sulcos da alegria do teu sorriso, e na sinergia do nosso amor os nossos corações a pulsar intensamente, como que a agradecer aos céus a magia de cada  dôce momento único.

O toque dos nossos lábios sempre selou as nossas verdades, e no absoluto da nossa paixão, deixamos de existir em nossos egoísmos e passamos a ser um só, almas libertas, alçadas pela mesma ambição de serem únicas, gêmeas na intensidade, nos desejos e no amor, eterno amor.

No calor dos nossos corpos  o tesão desmedido dos nossos encontros, de cada encontro, como se fosse o último a dilacerar  as nossas emoções. A sensação do final a lamentar despedidas breves, até o incerto reencontro, e apesar das incertezas, o meu coração louco a pulsar intensamente, a esperar um teu novo abraço.

Hoje, uma saudade imensa rege esse amargo fel que invade meu peito, e mal sei o que fazer com todo esse amor que acumulo. Devo deixar as estrelas para os apaixonados, a lua para os encantados e o céu para os tolos, já que esse universo que nos acolhe nos repele e nos remete  ao caos, o que nos impulsiona a venerarmos as nossas intensas paixões.

domingo, 10 de outubro de 2010

A Letra - "Pensando em Você"

Pensando em Você
(Paulinho Moska)

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Moska - Pensando em Você
Moska e Zelia Duncan
Moska e Zizi Possi

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Coração Multímodo

sempre que meu coração amanhece
abro as janelas da minha alma
para que uma brisa leve e eufórica 
recicle meu peito desnudo

quando entardece
nova tormenta ameaça o meu coração
e na acrimônia dos destemperos da vida
me vejo a confrontar sentimentos

anoitece e meu coração implode e pulsa
a entregar-se a qualquer ilusão vadia
e ao desprezar a palidez da sua aura arterial
mergulha no venoso das devassas emoções

meu coração é multímodo
é ternura e deslumbramento
alvoroço e movimento
é dor e merecimento

esse louco inconseqüente
que se expõe acelerado
nada mais faz do que amar
é um coração apaixonado

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Que amor é esse!


implodi meu jardim de sonhos
ao construir elevados com os meus enganos,
e nas cabines magnetizadas pelo teu encanto,
cultivo fantasias a alimentar a tua bruta ausência