Deixei escorrer pelos sulcos das minhas mãos trêmulas , a lucidez, a irromper minhas ilusões. Do frio dos meus sentimentos, a lâmina cega da dor mordaz, a inundar meu peito vazio. Por onde andará a juventude dos corações ardentes, a malícia ingênua da paixão, dos corpos quentes, acolhidos pela brisa das manhãs ensolaradas?
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Procissão
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Verdadeiras Mulheres...
Há um desvairamento em grande parte das mulheres, e nem sei bem como focar o assunto! Relevante, aos olhos das pessoas encantadas, pífio às insensíveis e desajustadas, sutil às elegantes, e arrogante às parciais. Aos homens de verdade, de extrema importância convergir, e às mulheres de verdade, de fácil consenso. Um olhar conflituoso ao complexo mundo das relações entre homens e mulheres, um descompasso e um desarranjo muitas vezes desconfortável.
Não obstante à história, com as operárias que morreram queimadas, ou com a queima de sutiãs em praça pública, ou ainda com os ícones femininos que provocaram profundas mudanças nos hábitos e costumes de toda a sociedade, difícil se faz entender a obsessiva luta pela igualdade entre os sexos. Como querer igualar em tudo, os diferentes? Homens são homens e mulheres são mulheres, apesar dos direitos serem iguais, ou ao menos deveriam ser. A igualdade é justa em diversos temas, como o trabalho, acesso, entre outros, mas não em tudo. Homens e mulheres nunca serão iguais, pois complementam-se...
Sou fã das mulheres, das verdadeiras mulheres, e assim como eu, tenho a certeza que muitos homens se encantam e são cativados pelo carisma, pela ternura, pela sensibilidade e pela inteligência delas, assim como não abrem mão de que sejam independentes, pois é a independência que mantém o brilho em seus olhares. Com as boas mulheres, os homens se sentem acolhidos e encorajados, seguros e felizes. Se sentem capazes e enxergam o mundo de uma forma diferente, com respeito, carinho e amor. Elas também se sentem acolhidas, amadas e potencializam ainda mais os seus verdadeiros desejos, realizam sonhos. Podem voar, na sua plenitude, pois encontram todo o amparo, quando necessário for.
Nem todas as mulheres são encantadoras, somente as verdadeiras mulheres. Aquelas que querem ser iguais aos homens são repugnantes, pois homem é homem e mulher é mulher, como mencionei anteriormente. Sempre que querem ser iguais, tornam-se amargas e perdem seu encanto. Perdem também o carisma, a ternura, a sensibilidade, e deixam de lado a sua inteligência. Acham-se então, tão independentes, mas dependem de remédios, plásticas e roupas de marca, além de amigas também dependentes para valorizarem-se entre si. Um ciclo perverso e perigoso de deterioração de valores e de amor-próprio.
Acabam por fazer parte das fantasias dos outros, os quais simplesmente as usam. Vivem em festa, prontas para serem assediadas e sempre acabam na cama de alguém, independente de quem seja. Acham-se espertas, e acumulam riquezas e homens quaisquer, e assim, contabilizam momentos e não afeto, mágoas e não amores, experiências ruins, nem um pouco saudáveis, perdas e não ganhos. Acham-se poderosas, cujo assédio se acaba diante de outra igual, mais jovem ou com melhores atributos físicos. Divertem-se ao invejarem as verdadeiras mulheres e ao depreciá-las e se acham próximas, ou quase homens.
Um triste paradoxo de felicidade: rodeadas de homens ou de outras mulheres badaladas, rendem-se à solidão. Escoram suas vidas infelizes nos falsos sorrisos e confetes, e na ilusão, que lhes remete à profunda frustração e ao declínio. Querem desesperadamente ser acolhidas, mas resta-lhes a imaginação de um grande encontro com a dignidade. Falta-lhes tempo, quando ainda há tempo. Um axioma das escolhas erradas nas horas erradas. Uma triste realidade.
Por fim, não por machismo ou conservadorismo, mas às verdadeiras mulheres pertencem os verdadeiros homens; às outras, o que vier...
terça-feira, 22 de junho de 2010
Essas mulheres...
Todo homem solteiro tem em sua vida, ao menos, uma amiga tarada, uma conselheira, uma moderninha, uma confusa e uma apaixonada. Às vezes os papéis se invertem, ou se mesclam, e causam certa confusão, mas estes cinco perfis sempre estarão presentes para complicar, ou para extasiar ainda mais a vida daquele que ainda não achou a sua cara-metade. Pode ser que uma delas venha a ser aquela que irá acompanhá-lo pelo resto da vida, mas pode ser que não, portanto, muito cuidado nessas horas, antes de fazer-lhes quaisquer juras de amor.
Mulheres são complicadas por natureza, e elas mesmas sabem disso, pois contam aos quatro ventos que homens possuem somente um botão, de liga e desliga. Já elas, maravilhosas, são complexos painéis, equações indecifráveis. Quando você pensa que está chegando a um resultado consistente, as variáveis se invertem ou se modificam, e para variar, você acaba sendo reprovado no exame de aptidão que ela lhe aplicou sem que percebesse, ou sem ao menos lhe esclarecer as regras. Pode se empenhar, mas você sempre será reprovado e, se por caridade vier a ser aprovado, isso ocorrerá somente depois de uma avaliação do “conselho” e por um curto período de validade.
Voltando às amigas, para elas você será sempre um brinquedinho, para satisfazê-las nas suas encantadoras experiências, e certamente se sujeitará a todas, pois a habilidade delas em seduzi-lo, não o deixará escapar. Não vou dizer que isso é ruim, mas o que importa são as expectativas delas em primeiro lugar, depois as suas. Assim, quando perceber terá entrado no jogo, e homem que é homem não se entrega facilmente, ainda mais para uma sedutora mulher, e vai até o final, custe o que custar. No máximo a experiência não será contada ou compartilhada com ninguém..., não por você...
Aquela amiga tarada, certamente assiste ao hot sexy quase todas as noites e conhece os sites quentes da web, eles estão como favoritosem seu PC e basta um click para acessá-los. Isso não teria importância alguma, se ela não tivesse a intenção de fazer com você, nos próximos 30 ou 40 minutos, o que vê naqueles filmes gravados em estúdio durante uma semana. Você aproveita o quanto pode, ou agüenta, e é uma oportunidade para você também tentar replicar aqueles trechos escolhidos de filmes que os seus amigos casados ficam lhe mandando por e-mail. Já a amiga conselheira é legal, conhece da sua vida de “cabo a rabo” e sabe o que é melhor para você. Se ela tiver alguma dúvida, conversará com seus amigos e até com a sua mãe. Seguir os seus conselhos lhe transformará em uma pessoa correta, de bons hábitos, enquanto a sua vida passa. Chopp, só nos finais de semana e a mulher ideal para você ela conhece bem: se não for ela mesma, uma amiga encalhada ou até uma irmã chata, que nem ela suporta em casa e quer despachar a qualquer preço.
Mas nem tudo são só complicações, já que você possui uma amiga moderninha. Ela é linda, liberal, e veste-se seguindo a sua própria intuição. Mistura qualquer e todas as bebidas, dança de hard rock a sertanejo e freqüenta todos os locais. Vive lhe dizendo que você precisa se liberar para o mundo, enquanto deposita nos travesseiros ou nos diários secretos, a sua solidão. Pode ser um partidão, desde que você entenda que a vida vale à pena e a qualquer custo. Na intimidade, pede que você lhe ensine coisas novas, para que ela possa demonstrar para a "turma", o quanto é “moderna”.
As confusas são encantadoras, talvez pelo fato de terem sido abduzidas. Para elas tanto faz, até porque ainda não conseguiram entender o que está acontecendo com você, muito menos com elas. Assim, riem muito, de qualquer coisa, e se mostram por dentro de tudo, mesmo sem entenderem nada. São simpáticas e adoráveis. Companheiras fantásticas e um estímulo para você esquecer os problemas e seguir adiante. Para que pensar em complicações já que o mundo que lhe rodeia já é tão confuso.
Por fim, as apaixonadas..., ahhh essas mulheres apaixonadas! Podem ser taradas, conselheiras, moderninhas ou confusas, se estiverem apaixonadas por você, basta! Você realmente cumpriu o seu papel junto às mulheres, de mostrar que neste mundo ainda existem homens que valem à pena, e elas perceberam. Não se sinta um canalha, se não quiser levar a relação adiante, mas trate-a com respeito e carinho, pois é indescritível o que ela sente por você - muitas vezes muito mais do que você é. E se ela for a sua cara-metade, porque não levar adiante uma relação, isso lhe tirará das inúmeras noites sem dormir, das farras e bebedeiras. Afinal, um dia a gente tem que crescer!
Quanto aos perfis dos homens que as mulheres conhecem, não sei, mas tenho a impressão que toda mulher tem um amigo gay!!!
Voltando às amigas, para elas você será sempre um brinquedinho, para satisfazê-las nas suas encantadoras experiências, e certamente se sujeitará a todas, pois a habilidade delas em seduzi-lo, não o deixará escapar. Não vou dizer que isso é ruim, mas o que importa são as expectativas delas em primeiro lugar, depois as suas. Assim, quando perceber terá entrado no jogo, e homem que é homem não se entrega facilmente, ainda mais para uma sedutora mulher, e vai até o final, custe o que custar. No máximo a experiência não será contada ou compartilhada com ninguém..., não por você...
Aquela amiga tarada, certamente assiste ao hot sexy quase todas as noites e conhece os sites quentes da web, eles estão como favoritos
Mas nem tudo são só complicações, já que você possui uma amiga moderninha. Ela é linda, liberal, e veste-se seguindo a sua própria intuição. Mistura qualquer e todas as bebidas, dança de hard rock a sertanejo e freqüenta todos os locais. Vive lhe dizendo que você precisa se liberar para o mundo, enquanto deposita nos travesseiros ou nos diários secretos, a sua solidão. Pode ser um partidão, desde que você entenda que a vida vale à pena e a qualquer custo. Na intimidade, pede que você lhe ensine coisas novas, para que ela possa demonstrar para a "turma", o quanto é “moderna”.
As confusas são encantadoras, talvez pelo fato de terem sido abduzidas. Para elas tanto faz, até porque ainda não conseguiram entender o que está acontecendo com você, muito menos com elas. Assim, riem muito, de qualquer coisa, e se mostram por dentro de tudo, mesmo sem entenderem nada. São simpáticas e adoráveis. Companheiras fantásticas e um estímulo para você esquecer os problemas e seguir adiante. Para que pensar em complicações já que o mundo que lhe rodeia já é tão confuso.
Por fim, as apaixonadas..., ahhh essas mulheres apaixonadas! Podem ser taradas, conselheiras, moderninhas ou confusas, se estiverem apaixonadas por você, basta! Você realmente cumpriu o seu papel junto às mulheres, de mostrar que neste mundo ainda existem homens que valem à pena, e elas perceberam. Não se sinta um canalha, se não quiser levar a relação adiante, mas trate-a com respeito e carinho, pois é indescritível o que ela sente por você - muitas vezes muito mais do que você é. E se ela for a sua cara-metade, porque não levar adiante uma relação, isso lhe tirará das inúmeras noites sem dormir, das farras e bebedeiras. Afinal, um dia a gente tem que crescer!
Quanto aos perfis dos homens que as mulheres conhecem, não sei, mas tenho a impressão que toda mulher tem um amigo gay!!!
domingo, 20 de junho de 2010
Pensei em você!
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas.
Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Quando tudo acontece...
Passada a euforia dos enamorados, motivada pelo seu dia e também por Santo Antônio, o casamenteiro, é hora de fazer planos. Refletir sobre qual o significado da vida comum, do compartilhar, do compreender, do doar-se. Decidir sobre o futuro, e se a amorosa relação significará estarem sob o mesmo teto, ou somente sob os mesmos lençóis, se o amor há de suportar a ansiedade e as diferenças, e se irão seguir juntos, eternamente.
Namoros, começam por interesses básicos, instintos e desejos, a admiração de um sorriso, dos olhos, dos sonhos. Aquela palavra dita, um suspiro, uma besteirinha que faz com que, naquele momento, duas almas se encontrem, e uma imensidão de possibilidades se abra. Uma química de emoções, despejada em um turbilhão de sentimentos, uma revolução maravilhosa, louca paixão!
A paixão é um tsunami, que nos invade, quando menos esperamos. Falta-nos ar e as pernas bamboleiam, as palavras ficam fora de sincronia. Nada se explica, simplesmente se sente algo que não se pode controlar. Um desejo louco de estar perto daquela pessoa o tempo todo. De respirar o mesmo ar, não como se aquele momento fosse o último, mas o único. Um querer bem infinito, um grande amor!
O amor é eterno, solidifica, e não mata a paixão, complementa-a. É ilimitado, ornado pela intensidade dos desejos e dos sonhos. Um presente, uma dádiva, uma oferta do fundo do ser, a ser compartilhada. Um cristal único, que pertence a duas almas livres do preconceito e da dúvida, que escolheram serem livres, livres para voarem juntas.
Assim começam as relações, e assim frutificam, impulsionadas por um desejo insano, e construídas na solidez dos corações puros, na adversidade ou na quietação, transcendendo tudo aquilo que já estava escrito. Não é só querer, ou se deixar levar, tampouco deixar para depois. Nas relações, é preciso acontecer, com intensidade. Dar um tempo é só o começo, do fim...
Namastê!
domingo, 13 de junho de 2010
Que amor é este!
tranquei as portas do meu coração
e jurei nunca mais deixar-lhe entrar
mas pelas frestas, tua luz,
continua a iluminar os meus sentimentos
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Pedidos e promessas...
Uma vez me disseram que a oportunidade de assistir ao espetáculo de uma estrela cadente era um momento especial, e eu senti.
Depois, me disseram que fazer pedidos às estrelas cadentes, ao vê-las, era lúcido e assertivo, na medida em que o cosmos estaria conspirando ao nosso favor, e eu fiz.
Ainda, me pediram para ter paciência, já que o universo constituíra as galáxias há milhares de centenas de anos e as suas conjunções seriam eternas, e eu entendi.
Também, me disseram sobre a minha capacidade de amar e de alterar o meu próprio destino, para ter fé, e acreditar nos meus sonhos, e eu acreditei.
Agora, me pedem para esquecer tudo isso, pois estou sofrendo, já que o que senti, pedi, entendi e acreditei, não aconteceu...
Decidi então, esquecer a mística das estrelas cadentes e somente admirá-las, e aí me disseram para fazer simpatias para Santo Antônio...
domingo, 6 de junho de 2010
A Letra - Sua Estupidez
Sua Estupidez
Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Meu Bem
Meu Bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Meu bem
Meu Bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Pra quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo
Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sinfonia de corpos
Sinfonia de corpos
FREI BETTO
Na concretude da fé cristã, anunciarei a certeza de ressurreição da carne e do universo, redimido pelo corpo místico de Cristo |
Na festa do Corpo de Cristo, deixarei meu corpo flutuar em alturas abissais. Acariciarei uma por uma de minhas rugas, desvelarei histórias, apreenderei, na ponta dos dedos, meu perfil interior.
Suspenderei todas as flexões, exceto as que aprendo na academia dos místicos. Beberei do próprio poço e abrirei o coração para o anjo da faxina atirar pela janela da compaixão iras, invejas e amarguras.
Pisarei sem sapatos o calor da terra viva. Bailarino ambiental, dançarei abraçado à Gaia ao som ardente de canções primevas. Dela receberei o pão, a ela darei a paz.
Acesas as estrelas, contemplarei, na penumbra do mistério, esse corpo glorioso que nos funde, eu e Gaia, em um único sacramento divino. Seu trigo brotará como alimento para todas as bocas, suas uvas farão correr rios inebriantes de saciedade.
Na mesa cósmica, ofertarei as primícias de meus sonhos. Acolherei o corpo do Senhor no cálice de minhas carências. Dobrarei os joelhos ao mistério da vida e contemplarei o rosto divino na face daqueles que nunca souberam que cosmo e cosmético são gregas palavras e deitam raízes na mesma beleza.
Despirei os meus olhos de todos os preconceitos e rogarei pela fé, acima de todos os preceitos. Como Ezequiel, contemplarei o campo dos mortos até ver a poeira consolidar-se em ossos, os ossos se juntarem em esqueletos, os esqueletos se recobrirem de carne e a carne inflar-se de vida no espírito de Deus.
Proclamarei o silêncio como ato de profunda subversão. Desconectado do mundo, banirei da alma todos os ruídos que me inquietam e, vazio de mim mesmo, serei plenificado por Aquele que me envolve.
Suspenderei da mente a profusão de imagens e represarei no olvido o turbilhão de ideias. Privarei de sentido as palavras.
Absorvido pelo silêncio, apurarei os ouvidos, para escutar a brisa de Elias, e os olhos, para admirar o que extasiou Simeão.
Recolherei pelas esquinas todos os corpos indesejados para lavá-los no sangue de Cristo.
Curarei da cegueira os que se miram no olhar alheio e besuntarei de cremes bíblicos o rosto de todos os que se julgam feios, até que neles transpareça o esplendor da semelhança divina.
Arrancarei do chão de ferro os pés congelados da dessolidariedade e farei vir vento forte aos que temem o peso das próprias asas.
Ao alçarem o topo do mundo, verão que todos somos um só corpo e um só espírito.
Farei do meu corpo hóstia viva; do sangue, vinho de alegria.
Ébrio de efusões e graças, enlaçarei num amplexo cósmico todos os corpos e, no salão dourado da Via Láctea, valsaremos até que a música sideral tenha esgotado a sinfonia escatológica.
Na concretude da fé cristã, anunciarei aos quatro ventos a certeza de ressurreição da carne e de todo o universo, redimido pelo corpo místico de Cristo.
Então, o que é terno tornar-se-á, nos limites da vida, eterno quando a morte transvivenciar-nos.
Suspenderei todas as flexões, exceto as que aprendo na academia dos místicos. Beberei do próprio poço e abrirei o coração para o anjo da faxina atirar pela janela da compaixão iras, invejas e amarguras.
Pisarei sem sapatos o calor da terra viva. Bailarino ambiental, dançarei abraçado à Gaia ao som ardente de canções primevas. Dela receberei o pão, a ela darei a paz.
Acesas as estrelas, contemplarei, na penumbra do mistério, esse corpo glorioso que nos funde, eu e Gaia, em um único sacramento divino. Seu trigo brotará como alimento para todas as bocas, suas uvas farão correr rios inebriantes de saciedade.
Na mesa cósmica, ofertarei as primícias de meus sonhos. Acolherei o corpo do Senhor no cálice de minhas carências. Dobrarei os joelhos ao mistério da vida e contemplarei o rosto divino na face daqueles que nunca souberam que cosmo e cosmético são gregas palavras e deitam raízes na mesma beleza.
Despirei os meus olhos de todos os preconceitos e rogarei pela fé, acima de todos os preceitos. Como Ezequiel, contemplarei o campo dos mortos até ver a poeira consolidar-se em ossos, os ossos se juntarem em esqueletos, os esqueletos se recobrirem de carne e a carne inflar-se de vida no espírito de Deus.
Proclamarei o silêncio como ato de profunda subversão. Desconectado do mundo, banirei da alma todos os ruídos que me inquietam e, vazio de mim mesmo, serei plenificado por Aquele que me envolve.
Suspenderei da mente a profusão de imagens e represarei no olvido o turbilhão de ideias. Privarei de sentido as palavras.
Absorvido pelo silêncio, apurarei os ouvidos, para escutar a brisa de Elias, e os olhos, para admirar o que extasiou Simeão.
Recolherei pelas esquinas todos os corpos indesejados para lavá-los no sangue de Cristo.
Curarei da cegueira os que se miram no olhar alheio e besuntarei de cremes bíblicos o rosto de todos os que se julgam feios, até que neles transpareça o esplendor da semelhança divina.
Arrancarei do chão de ferro os pés congelados da dessolidariedade e farei vir vento forte aos que temem o peso das próprias asas.
Ao alçarem o topo do mundo, verão que todos somos um só corpo e um só espírito.
Farei do meu corpo hóstia viva; do sangue, vinho de alegria.
Ébrio de efusões e graças, enlaçarei num amplexo cósmico todos os corpos e, no salão dourado da Via Láctea, valsaremos até que a música sideral tenha esgotado a sinfonia escatológica.
Na concretude da fé cristã, anunciarei aos quatro ventos a certeza de ressurreição da carne e de todo o universo, redimido pelo corpo místico de Cristo.
Então, o que é terno tornar-se-á, nos limites da vida, eterno quando a morte transvivenciar-nos.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e autor de "O Amor Fecunda o Universo - Ecologia e Espiritualidade", em parceria com Marcelo Barros, entre outras obras.
domingo, 30 de maio de 2010
Que amor é esse!
avassaladora é a paixão
que o amor solidifica
em versos acolhedores
soprados d’alma
que amor é esse que nos transforma
que nos inunda e engrandece
que cala e subtrai
que eleva e ilumina
puro amor é o meu
é o seu é o nosso
mesmo no hiato
do abismo que limita nossas vidas
terça-feira, 25 de maio de 2010
O que lhe dizem, e o que você ouve?
Particularmente, adoro ler os resultados, e principalmente as análises, de pesquisas diversas. Não pesquisas eleitorais, de interesse público, ou de publicidade, mas aquelas que tentam justificar sobremaneira o comportamento humano, e tentam induzir as pessoas a se aceitarem ou a se rebelarem contra a ordem social e os costumes. Aquelas que nos fazem refletir sobre os nossos atos em relação às outras pessoas, sobre os nossos desejos, interesses e repúdios, e sobre a nossa felicidade.
As duas últimas pesquisas que li realmente me instigaram. Nenhuma foi realizada no Brasil, pois ainda somos subdesenvolvidos, e subdesenvolvidos devem acatar e não orientar. A primeira, em sua conclusão, trouxe indicativos de que a maioria dos casamentos desfeitos apresentarvm um comportamento comum nos casais: uma felicidade muito maior do homem, do que da mulher, em termos gerais. A segunda, dizia que homens casados com mulheres mais jovens, ampliam a sua expectativa de vida, enquanto mulheres casadas com homens mais jovens antecipam a própria morte.
Antagonismo ou não, interiorizar estes insights e combiná-los, é arriscado demais, e pode levar-nos à depressão, ou a tomarmos decisões precipitadas. Casar-se com uma mulher mais nova pode fazer os homens muito felizes e ampliar a expectativa de vida deles, mas implica em separação breve, já que a sua felicidade será muito maior do que a dela.. Por outro lado, casar com um homem mais novo pode deixá-la mais feliz do que ele, e garantir um casamento mais longo, que poderá ser abreviado pela própria morte precoce...
A questão principal são as escolhas! O que nos faz feliz e o que nos eleva, de forma que possamos usufruir ao máximo das nossas relações e das nossas vivências. Pesquisas e informações, assim como conselhos e orientações, são indutores para as nossas reflexões, cujas decisões cabem a cada um. Bobagens às vezes, relevantes, outras. . O tempo cronológico pouco importa, o tempo das emoções, sim... A vida é o que realmente importa, e poderá ser breve, ou não, independente do tempo!
Homens e mulheres vagam por aí, à procura ou à espera de um relacionamento perfeito. Desvanecem de toda sua ternura e cimentam os seus corações. Nas suas vaidades, carregam o peso de se acharem plenos e sucumbem. Mergulham no negro e vazio das emoções e expelem sentimentos ácidos, repletos de frustações e desilusões. Mas como tudo na vida se pode racionalizar, seguem no fio da navalha e encontram conforto em estudos bizarros, os quais, como suspiros, justificam as suas incapacidades.
sábado, 22 de maio de 2010
Um grande e afetuoso abraço!
Há que pensarmos no quanto somos solidários, afetuosos e virtuosos. Pensarmos sobre o quanto temos feito diferença na vida das outras pessoas, e o quanto estamos construindo relações sólidas.
Estamos no centro das atenções daquelas pessoas que nos querem bem, irradiando paz, amor e felicidades, o que nos eleva e nos deixa ainda mais responsáveis pelo afeto comum. Também podemos fazer a diferença na vida de outras pessoas, mesmo que não estejam tão próximas às nossas relações. Basta querermos!!!
Estamos no centro das atenções daquelas pessoas que nos querem bem, irradiando paz, amor e felicidades, o que nos eleva e nos deixa ainda mais responsáveis pelo afeto comum. Também podemos fazer a diferença na vida de outras pessoas, mesmo que não estejam tão próximas às nossas relações. Basta querermos!!!
Neste "Dia do Abraço", compartilho com todos a minha alegria, e transmito um caloroso abraço para todos. Insiro uma tirinha e um link, para reflexão.
Namastê!
http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4&feature=fvst
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Que amor é esse!
nutri você, lagarta
com o melhor do amor, incondicional
já bela borboleta, alçou vôo
devastado deixou, um coração
terça-feira, 18 de maio de 2010
Qual a sua aldeia?
Desde que se têm notícia, a vida humana sempre esteve ancorada em aldeias, as quais concentram pessoas com características semelhantes: - físicas, intelectuais, emocionais e evolutivas. É comum, o termo ser utilizado como sinônimo para concentração, encontro, reunião e até agrupamento. Uma aldeia de índios, ou de ecologistas, de internautas, de mulheres empresárias, de intelectuais, de torcedores, de bandidos, de excluídos, de separadas, de amigos... A sua definição: “localidade pequena sem jurisdição própria”.
Se analisarmos as suas origens e suas analogias, o termo “aldeia” está sempre vinculado à dependência, por mais independente que possa parecer. Uma dependência aos costumes, aos interesses, às ideologias, ou até mesmo às drogas, entre outras. A moda também ajuda a popularizar esses termos, e as suas conseqüências, a mídia os explora, e em algum momento eles se transformam em clichês, bons ou ruins. Significa inclusão, às vezes com incongruências, em um mundo onde ninguém quer se sentir excluído.
Uma pessoa me disse, certa vez, que estava cansada de participar de atividades com a sua turma, pois as conversas eram vazias, e desqualificavam tudo e todos que não possuíam a mesma condição social deles, por mais imorais que fossem. Queria participar do “submundo”, uma aldeia diferente daquela onde convivia. Em outra situação, deixar a gravata e o terno no armário, juntamente com todas as aparências, e seguir para a Ilha do Mel, outra aldeia. Qualifica-se, às vezes desqualificando. Busca-se a felicidade, pelo prazer ou pela dor...
Orbitar na complexidade das relações é fácil, relacionar-se não! Conviver com a diversidade é um exercício pleno de aceite, de diálogo e de compreensão. Dizer-se global, empático, justo, sem preconceitos, quando distante de princípios, é clichê; é mentir para si próprio. Quem discrimina quem: o índio ou o mestiço, o branco ou o negro? ... o emo, ou o punk, o rico ou o pobre, o magro ou o gordo? ...o empregado ou o empresário, a mulher ou o homem? ... o religioso ou o ateu? Quem discrimina quem?
Finalizando esta reflexão, como andam as suas relações e as suas emoções? Em que aldeia você está inserido?
Namastê!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Letra
O QUE ME IMPORTA
(Cury Heluy)
O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você
O que me importa
Se você me adora
Se já não há
Razão pra lhe querer
O que me importa
Ver você sofrendo assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar amor
O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também
O que me importa
Sua voz chamando
Se pra você
Jamais eu fui alguém
O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar
Tem mais tristezas pra chorar que o seu
O que me importa
Ver você tão triste
Se triste eu fui
E você nem ligou
O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou
http://www.youtube.com/watch?v=3vjwJlv7Dfk
http://www.youtube.com/watch?v=-wzWrmgBxF8
(Cury Heluy)
O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você
O que me importa
Se você me adora
Se já não há
Razão pra lhe querer
O que me importa
Ver você sofrendo assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar amor
O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também
O que me importa
Sua voz chamando
Se pra você
Jamais eu fui alguém
O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar
Tem mais tristezas pra chorar que o seu
O que me importa
Ver você tão triste
Se triste eu fui
E você nem ligou
O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou
http://www.youtube.com/watch?v=3vjwJlv7Dfk
http://www.youtube.com/watch?v=-wzWrmgBxF8
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Amanhado Amor
Nas nossas escolhas, a maior parte do que fazemos nos traz um bem-estar imenso, tanto por aquilo que nos eleva, quanto pelo que alçamos aos outros. Sorrir, por só, nos engrandece, e sorrir pelos outros, nos ilumina, por sabermos que as almas caminham leves, absolutas, nas asas da paz que norteiam os nossos destinos.Nas diversas vezes em que me senti limitado, lancei um apelo, um pulsar silencioso a provocar meus sentimentos gentios, na esperança de civilizar os meus desejos ocultos. Ao entender a minha rebeldia frívola, um repousar sublime de um coração inquieto, amparado pelas bênçãos de todos que um dia fiz sorrir, e assim me querem, bem...
Quando a flecha do amor deflagrou em meu peito, gritei alto, tão alto que nem etéreos astros puderam se omitir, e em um desespero reconfortante, pela vivacidade da paixão, matei em mim a dor de não amar e incendiei-me. O amor tem dessas coisas, flameja a essência da vida e nos faz reconquistar a esperança.
Ousadia é o sonho materializado, e entregar-se sem medo a um amor intenso é tanger o infinito, desafiar os limites da natureza e irradiar energia, retro alimentando a vida. Inconseqüentes são as pessoas que se limitam ao amor, por não experimentarem a sensação de alçar aos céus, ao gozo.
Quando o amor se foi, dissimulei em dor. Morri tantas vezes, que o universo nem sequer ousou acolher-me. Apaguei a chama, e me recolhi em luto, por uma eternidade. Por deixar o cintilante desejo escorrer entre meus dedos, suprimi de mim a vida, então vã. Sem compaixão, culpei-me, e joguei sobre mim a mais dura pena, de não mais me querer o bem, de simplesmente me deixar ir.
Os curativos do desamor são poucos, e são de cada um. Excedem o limite do estacionário, mas são poucos, a edificar os sentimentos profundos, a reconquistar a confiança plena, a permitir se permitir. Não são novos amores e nem é o tempo. Não são os amigos e nem as distrações. Não são as viagens e nem os desvios. Não são as verdades e tampouco as mentiras. O desamor corrói..., exige uma espera atemporal e silenciosa...
Em um momento qualquer, sem ao menos perceber ou esperar, seu coração irá acelerar novamente, as pernas ficarão a tremer e a respiração ficará mais ofegante. Você irá pensar naqueles momentos e naquela pessoa que despretensiosamente encontrou. E por todos os instantes, lembrará, e sonhará com ela, intensamente, todas as noites. Fará planos secretos e por hora somente seus, e novas juras. E assim, você se entregará e dirá para si mesmo que está pronto para novamente amar. Que está aberto para esse novo começo, e para as novas emoções. Então, entenderá que sempre fora abençoado nas suas jornadas...
Namastê!
sábado, 8 de maio de 2010
Indivisíveis
Ainda que não queiramos admitir, para que não se possa questionar, existem coisas, pessoas ou situações que são inseparáveis. Desuni-las, parti-las ou divorcia-las, não faz nenhum sentido. Querer impor-lhes discórdia, infeliz...; desagrega-las, somente sobre protesto, mesmo que velado, sangrado na dor da incoerência.
Arroz sem feijão, queijo sem goiabada, plantas sem flores, toalhas sem amaciante, beijos sem tesão, ruiva sem olhos azuis, filmes sem emoção, amor sem paixão. Trabalho sem desafios, sorrisos sem encantos, chuva sem molhar, música sem tocar. Carinhos sem se doar, afeto sem querer bem, sexo sem sentimentos. Olhar sem ser verdadeiro, amizade sem cumplicidade, beliscão sem dor. Crianças sem sonhos e adultos sem ilusões, romances sem decepções. Lágrimas sem rancor, dor sem ressentimentos, vinho sem rolha de cortiça, procura sem cobiça, delírio sem vertigens. Desejos sem vontades, namoro sem amizade, telhado sem calha, praia sem areia, carro sem som, som sem acordes, acordar sem despertar. Viagem sem destino, aniversário sem parabéns, casa sem jardim. Anne sem a Ilha e sem Kauan, Valério sem Ana, Ana sem a escola, a escola sem criatividade, criatividade longe do Rubinho, Rubinho sem a Andréa e longe do Rubão, sem as filhas e sem a Sandra. Sandra sem Rubão e longe dos seus cachorros e dos amigos, amigos longe do bar, bar sem a Ju, Serginho, Duda, Bueno, Lara, Fabiano, Mano, Pierre, Bráulio e tantos outros.
Não há encontros sem destinos, pois nos encontros laços se firmam, e se fortalecem, histórias são escritas. Nos vínculos o carinho e a afetividade, e a certeza de que indivisíveis são as relações, no desejo e na memória.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A Solidão...
Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem das chuvas tempestivas
Nem das grandes ventanias soltas,
Pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector
Por quantas vezes me fiz covarde ao recusar a solidão. Investi contra mim mesmo, no infinito vazio da minh’alma, a transcender meus próprios sentimentos. Insultei-me com violência, no ímpeto desejo de ser amado, para quem sabe, então, amar. Mutilei estrelas e rasguei canções, ao mergulhar em um universo turvo, insigne.
Inglório é o passado que reascende, renasce na culpa vã de pirilampos, na obscuridade. Apagada a luz, resta-nos o breu da imensidão, a ocultar nossos enganos. Resta-nos a dor de não estarmos mais, talvez, onde nunca estivemos. Resta-nos a sombra, a rejeitar nossos desejos. Resta-nos seguir.
A solidão é sã, a violentar meus pensamentos insanos, ante a hora de partir. É o irresistível pulsar. O movimento desarticulado e involuntário do desapego, e um vulcão de descontrole, a flamejar meu coração. Energia pura, a desintegrar os lamentos e as mágoas, a reconstruir a confluência das emoções.
A solidão existe em cada um, e é um vazio, para cada bem...
terça-feira, 4 de maio de 2010
O que fazer com o tempo livre?
As pessoas que convivem um pouco mais próximas a mim, sabem que criei um hábito, não sei se bom ou ruim, de dormir muito pouco. Muito mesmo..., o suficiente para me manter acordado no dia seguinte.
Não dormir tem suas vantagens, segundo amigos, pois nos dá muito mais tempo para não fazermos nada, ou para fazermos mais coisas ainda..., como se a vida por si só não bastasse e tivéssemos que aproveitá-la ainda mais, considerando a sua brevidade. Vantagens, como acompanhar todos os noticiários e filmes da tv a cabo, já que a programação da madrugada na tv aberta é muito ruim, ainda mais para quem não deve tanto arrependimento à Deus; colocar a leitura em dia e devorar textos, livros e romances; escrever, refletir, fazer planos, rasgar planos, pensar na vida, até cair nos braços de Morfeu.
Mas nem tudo é agradável para quem não dorme, ainda mais se morar só, como eu. Se der fome na madrugada, em casa, certamente nada existirá que satisfaça – que saudades de São Paulo, e o que tiver irá custar um preço alto em pedaladas ou caminhadas. Sair, tem sido uma opção ruim, já que não se encontra aquilo que se busca, na madrugada. Se der vontade de conversar com alguém, sobre qualquer assunto, para amadurecer uma idéia, por exemplo, esqueça..., nem todo mundo terá disposição na hora em que você estiver disposto, e se insistir, poderá causar um estresse nas relaçôes dos amigos ou amigas, ainda mais se estiverem com compromissos mais sérios.
Solução não há, e nem sei se é preciso. Treinar para a maratona, ouvir programas de insônia na rádio, passar roupas, jogar paciência, assistir o sexy hot..., ouvir o mesmo cd até decorar as letras, fazer yoga, aprender novas palavras no dicionário..., pensar ou falar mal dos desafetos... Não temos mais supermercado 24 horas em Curitiba, o que poderia ser uma alternativa para uma ou outra noite da semana. Contar carneirinhos e estrelas cadentes... Talvez, arrumar uma namorada, desde que ela não durma também, pois assim poderiamos conversar muito e fazer outras coisas na madrugada, mas será que compensa?. Ou sei lá..., se alguém tiver mais sugestões...
Amanheceu e eu ainda aqui...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Twittando
Um jornalista natural de Foz do Iguaçu, mas que reside aqui em Curitiba, disse em seu blog que “alguns brinquedinhos não deveriam ser dados para crianças e nem para pessoas desequilibradas”. Na oportunidade, referia-se ao twitter, ferramenta de microblog, nova febre mundial, e ao governador do Paraná, Roberto Requião, que ainda faz uso quase que exclusivamente do twitter, para afrontar, agredir e ridicularizar seus desafetos. Um mau exemplo do uso de uma ferramenta de comunicação, que tem se tornado popular no meio político e artístico, principalmente.
Olhando por outro prisma, a utilização do twitter traz uma série de benefícios às pessoas, principalmente pelo fato de levar informações de forma ágil para um universo de interessados, que passam a seguir as personalidades que são do seu interesse e até a interagir, em alguns casos. Mas também, nos permite conhecer um pouco mais do twitteiro, na medida em que ele registra de forma escrita, mesmo que se arrependa e apague depois, a sua forma de pensar, os seus interesses e vaidades, e, principalmente os seus preconceitos.
Na mídia, agora, pode-se acompanhar o tiroteio de políticos, artistas, cantores e apresentadores, uns contra os outros, e contra os fãs e contra o bem-estar comum. Agressões múltiplas em um português mal escrito, observações toscas e imbecis, clássicas da desertificação da sapiência e da imersão no vazio da ignorância.
Mais uma vez, temos conseguido popularizar o desagravo. Enquanto no mundo civilizado o twitter encanta, por aqui enoja, com seus garotos e garotas propaganda, como Xuxa, Luciano Huck, Preta Gil, Danilo Gentili, Debora Secco e tantos outros, além dos políticos que ao se manifestarem assim, replicam os seus maus exemplos e propagam a anti-cultura, o rancor e o ódio.
Isso tudo nos traz a certeza de que, realmente, a maior parte dos rostinhos bonitinhos da televisão não passa de rostinhos bonitinhos, às vezes mais "peitos e bundas", e que utilizam e manipulam a população, enquanto ouvem desaforadamente o tilintar em seus cofres. pois isso é o que lhes interessa. Quanto aos políticos..., esses já conhecemos...
Para nós, resta muito empenho para tentarmos dissuadir esse tipo de imoralidade, a reconstruirmos valores, que os "famosos" tentam tanto destruir.
Para nós, resta muito empenho para tentarmos dissuadir esse tipo de imoralidade, a reconstruirmos valores, que os "famosos" tentam tanto destruir.
Pense nisso!
Assinar:
Postagens (Atom)









