quinta-feira, 3 de março de 2011

Declaro o meu amor...


Sinto novamente correr em minhas veias vida, e no palpitar do meu coração as portas abertas para um novo amor. Sinto que irradio luz, e a minha felicidade impera, como se não fosse mais capaz de conter a minha alegria. Sinto em você um desejo, que se completa ao meu, como se os nossos destinos estivessem entrelaçados, e no seu sorriso, o eterno,  que me acolhe.

Existem acontecimentos que nos surpreendem em demasia, um ímpeto pulsar em um rompante de  paixão, que tanto nos incendeia. Não sei por onde andou esse tempo todo e se os seus caminhos foram em jardins. Não sei das suas esperanças e dos seus medos, das suas loucuras e encantos, dos seus sonhos e conquistas. Sei que está aqui, perto, pois meus sentidos se confundem simplesmente com a sua presença, e isso me faz voar.

Seu encanto é o meu encanto, e sempre que eu coloco as suas palavras em minha boca, minha vida torna-se ainda mais doce. É como se eu pudesse enxergar através dos seus olhos e sentir a afabilidade dos seus sentimentos. É preciso saber amar, e assim perceberemos que o mundo não precisa de mais cores, pois podemos enxergá-lo mais colorido. Quero recostar a sua cabeça em meu peito, e a cada passo que dermos juntos, deixar um rastro de estrelas, a iluminar esse nosso amor.

Não penses que sou louco, pois loucos são os ausentes de paixão, os vazios de esperança e os descrentes do amor. Loucos são todos os sorrisos desperdiçados e os abraços não dados, os beijos contidos, os afetos esquecidos e perdidos na doença da desilusão. Se louco ora eu sou, é pelo absurdo te adorar, e embora jamais consiga dizer tudo aquilo que você representa, eu sinto.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Meu Amor!

Se me quiseres que seja por inteiro, pois meu amor não se retalha, não se divide e não cabe em momentos. Por isso meu amor é imenso, intenso e infinito. Meu amor não se semeia, não se multiplica e não se molda. Meu amor transgride, fere e avassala, transforma meu peito vazio em tentação, e enquanto pulsa,  transcende. Quem fala do meu amor não o conhece, pois meu amor não é palavra dita, é sentimento.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O que foi feito do amor!


“O amor que tu me destes era doce e se acabou”! Para alguns é o mundo moderno, para outros o caos, para alguns, pecado, para outros, destino, para alguns, escolha, para outros, obrigação, para alguns, reclusão e para outros, felicidade... Competição, desencanto, ilusão, prisão e desgosto ou afeto, companheirismo, construção, confiança e lealdade? Em que bases estão sendo solidificados os relacionamentos?

Até pouco tempo, o sonho de qualquer pessoa era de encontrar o grande amor da sua vida, casar, construir uma família, um teto, uma relação familiar e harmoniosa, fazendo com que o ciclo virtuoso da vida frutificasse. Hoje, o que se houve são demérito, loucura e frustração, como se a culpa fosse da instituição casamento, ou relacionamento, e não das pessoas. Tratam-se as companheiras ou companheiros sem nenhum pouco de respeito, em chacotas de bares, em rodas de fofocas, em brincadeiras depreciativas, e sonham viver a vida dos outros, como se as suas não lhes bastassem.

Deixando qualquer preconceito de lado, estar com alguém pode ser bom, ou pode ser ruim. Pode ainda ser as duas coisas: bom e ruim, dependendo de como o casal trata os seus assuntos, o quanto se permite e o quanto se esforça para que a relação seja próspera e feliz. É claro que ter que aturar alguém, em qualquer situação da vida, seja por questões afetivas, financeiras ou mesmo pela falta de opções não é nada fácil, ainda mais neste mundo moderno onde tudo é uma grande vitrine e basta você se expor ou ir atrás de quem se expõe e pronto, termina-se mais uma relação sólida, para ingressar em outra, duvidosa.

É óbvio que as escolhas são de cada um, mas na face de cada pessoa encontra-se moldada as amarguras de uma relação desfeita, dolorida e infeliz, e por mais que as mentiras e as palavras contrariem as verdades, ninguém busca uma relação de insucesso. O que se colhe com tudo isso são sofrimento, lágrimas e insegurança, que se perpetua e de alguma forma contribui para que as novas relações sejam cada vez mais vazias. Mas ainda é uma questão de escolha, entre construir e não construir, entre ficar e deixar, entre se comprometer ou desistir.

É importante lembrarmos sempre, que uma relação é uma grande vivência, composta por vivências bem pequeninas e que fazem toda a diferença.  É preciso amar a pessoa que escolhemos, e é preciso sabermos amá-la. É preciso colorir ,para que a vida se transforme, e colorir a dois, pois é muito melhor do que só. Lembrarmos também, que em nossos sonhos a outra pessoa deve estar sempre presente, pois para se acordar ao lado de alguém é preciso dormir com ele(a), um sonho tranqüilo e harmonioso.

Namastê!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Insolente

Quem pensa que o baile tem dono, mal sabes do teu meretrício. Bandida, de coração palpitante, roubastes de mim meu querer. Bailarina das luzes afoitas, das flores da noite. Dama perdida, insiste que a vida é deixar, e esquece que dor é amar. Causastes em mim um furor, e essa tua mania de dizer baixinho que ainda sou teu, não convence. Enquanto se exalta, parti. Por maior o sofrimento, mais vale um momento bem longe de ti.

Mal sabes você, que sofro calado, e longe me agrada um destino qualquer. Meu coração atrevido vaga pela cidade, a dissimular um caminho, quem sabe um presente. A solidão expõe meu louco desejo e me perco nos afagos da noite. Na acolhida, nada encontro que me agrade, além do frio da tua ausência a cortar meu peito vazio feito lâmina pungente. Insolente, mente, enquanto achas que ainda sou teu.

(esta letra aguarda ser musicada, com um bom samba!)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ouse e seja feliz!


Ao cansar de esperar pelo seu destino, resolva seguir em frente e deixe para trás alguns sonhos e desejos, para então conquistar outros, ainda mais grandiosos. O desapego, à luz do míope, traduz-se em perda e em dor, já ao nobre, em possibilidades e expansão.  Assim se frutifica a vida...

Por isso, pode-se lamentar, mas há pouca importância nas suas preciosas lágrimas além de derramá-las, pois ao deixar que estas reguem as suas próprias esperanças, verás que tudo aquilo que depositas em si, será recompensado.

Ouse e seja feliz!


Namastê!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine's Day


Nos Estados Unidos e em outras partes do mundo a data de hoje é importante - “Valentine’s Day”, assim como para nós o significado também é, dia 12 de junho, o “Dia dos Namorados”. É uma data afetuosa, onde os casais reforçam os seus vínculos e as suas escolhas. Uma data para declararem-se, presentearem-se e fortalecerem  a relação a dois, ou a mais, se assim desejarem, a selar os seus destinos, mesmo que provisoriamente.

Não obstante aos apelos do comércio, que em datas como esta apresenta um extraordinário aquecimento de vendas, com presentes, restaurantes, viagens e motéis, gosto sempre de refletir sobre o que mais podemos esperar desses marcos, e uma questão me chamou a atenção: precisamos de uma data em especial para reforçar as nossas intenções?

O amor está presente em nossas vidas, todos os dias e é uma benção quando estamos ao lado daquela pessoa que nos faz ainda mais felizes. Uma relação sólida e um amor maduro exigem respeito, admiração, paixão, desejo e cumplicidade. Exigem querer..., mas um querer tanto, que as adversidades e chateações do dia a dia, as rotinas e os desencantos jamais são suficientes para provocar um rompimento. Assim, todos os dias serão mágicos, dias de namoro.

Agora, se o seu ou a sua escolhida, precisa ser lembrado em um único dia especial no ano, que é uma pessoa especial para você, e para que tenham mais atenção um ao outro, talvez as suas escolhas possam estar equivocadas e o cristal, se não quebrado, pode estar prestes a quebrar. Aproveite então o dia de hoje, mas celebre todos os dias com o seu ou a sua escolhida, pois o amor pode ser eterno, mas as escolhas não.

Namastê!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Que amor é esse!

mesmo que eu não tenha o teu sorriso como alimento
viverei feliz, e o meu amor será eterno
e quando a saudade do inverno chegar
e eu em outra não encontrar abrigo
serei forte e não vou chorar
pois amar-te ainda é o meu maior incentivo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sensibilidade

Meu silêncio não é recusa, não é ausência, não é tolice. Deixe-me calar, pois é no silêncio que encontro aquilo que me conforta, que me encanta, e que me impulsiona. Pouco saberás de mim, se esperares que eu te diga, e nada saberá de mim, se não me perceber. Enquanto sou prosa, sou vício, enquanto sou lágrimas, sou luz, enquanto amor, lacuna, enquanto lamento, sou um vulcão. Esse meu sorriso, que hora acolhes e que hora desprezas, é apenas uma fuga do meu silêncio, a querer se expressar.

A Letra - Paixão

Paixão
Kleiton e Kledir

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar

Ser feliz é tudo o que se quer
Ah! Esse maldito fecheclair
De repente a gente tira a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar

Depois do terceiro
Ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém

Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar

Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar

Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou

Paixão - Kleiton e Kledir

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

É você quem eu amo!


“Diga que me odeia, mas diga que não vive sem mim”, canta Rita Lee na sua música “Bem-Me-Quer”, composta em parceria com Roberto de Carvalho, uma de suas maravilhosas composições. Tenho falado insistentemente que nas relações afetivas é permitido o transbordo, quando as emoções estão afloradas, pois quando ocorre, demonstra que as pessoas se sentem confortáveis e confiantes, umas às outras. Na maioria das vezes uma catarse de sentimentos revigora a relação, desde que haja a cumplicidade e o respeito.

É óbvio que não existem regras absolutas quando se trata de uma relação afetiva e tampouco quando um casal decide “discutir a relação”. Tudo é relativo! Há que se considerar o passado, o presente e o futuro, os acontecimentos, o estado emocional, a previsão do tempo, a liberação hormonal, os desejos e as reparações. Ahh..., e não esquecer as comparações, os conselhos e os veneninhos que são lançados pelos amigos ou amigas invejosas. Pronto, um redemoinho está prestes a invadir aquelas almas gêmeas, podendo tornar-se um tornado, ou quem sabe um furacão... Depois, a calmaria!

Quando duas pessoas esgotam os seus reservatórios de dúvidas, de ressentimentos, conhecem-se mais profundamente e percebem que se amam ainda mais. Mantém consigo o desejo e a certeza, de que aquela pessoa que está ao seu lado realmente é a pessoa da sua vida. Entendem que o belo e o perfeito é tudo aquilo que lhes faz bem, e que no âmago das suas vidas existe o “eu” e existe o “nós”, a serem compartilhados. Assim se fortalece o amor, na conquista diária e no esforço dos corações apaixonados.

Namastê!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Que amor é esse!

ousei colar a minha boca na sua
a respirar seu sôfrego ar
matei a ilusão do amor
na repulsa do seu beijo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

À Flor da Pele


Não é o tempo que regula os sentimentos, tampouco as vontades. Não é a dor que dimensiona a intensidade das lágrimas, tampouco o afago. Não é a vida que transforma a vida, tampouco a morte. Não é a luz que revela a escuridão, tampouco o inverso.

Nos adereços da vida, plantei as minhas fantasias a aspirar impetuosos devaneios. Cobiçar a liberdade é frutificar desejos, é viver no âmago das emoções, e viver, é deixar escorrer com intensidade e em catarses, os nossos sonhos.

O que dizer do amor, esse louco despertar que nos acolhe e nos repele, que nos comove e nos alegra, que nos embriaga de paixão. O amor é  dor, é a utopia da ilusão. Um começo em seu próprio fim. É o egoísmo da alma a enclausurar os sentimentos.

Ainda ando perdido a esquecer em labirintos a felicidade, e por minhas mãos deixo escorrer a docilidade, nas amarguras. Não são versos que revelam o poeta, tampouco a sua intenção. Na essência, nada mais há além de vida, mesmo que revelada em morte.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Será que nos falta fé?

Dizem que Deus existe, e em sua fé estão amparados os homens de bem, e também aqueles que não sabem o que fazem. Dizem que todos os mistérios da vida são exercícios da mesma fé, que move montanhas, e é o que nos faz prosseguir em nossas jornadas.

Dizem que a benção de Deus nos é consagrada para que possamos seguir tranqüilos, seguros e felizes, e que ao recorrermos a Ele em momentos difíceis, nos sentirmos acolhidos, abraçados por uma corrente de paz e de esperança.

Dizem que o amor é um sopro de Deus a iluminar as nossas almas e que o afeto é o toque dele a aquecer os nossos corações. Que em seus ensinamentos, ao próximo devemos estender as mãos, pois assim seremos amparados pelo outro em nossos obstáculos e angústias.

Dizem ainda, que Deus criou as cores para apreciarmos a vida, e as flores, para percebermos a beleza dos jardins, aromas, doces perfumes. Criou o azul do céu, para contemplarmos a imensidão que nos rodeia, assim como o grão de areia para que possamos dimensionar as diferenças.

Alguns dizem que Deus possui olhos azuis, outros que Ele simplesmente habita os seus corações e os orienta em seus caminhos. Outros, que Ele deve ser venerado, e militam em seu nome. Há ainda quem não creia, e nem por isso se sente abandonado, ou os que negam, mas recorrem ao seu nome quando em sofrimento.

Quando olhamos o que têm nos rondado, o que têm nos acontecido, ou mesmo aos outros, parece que algo nos falta e sentimos uma grande ausência de nós mesmos. Será que nos falta fé? Qual o tamanho da nossa fé? ...Se é que a fé pode ser moldada em tamanhos... 

Assim, ao refletirmos crescemos, mudamos nossas atitudes, ou simplesmente continuamos a nos lamentar...

Namastê!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Escolhas...


Não ouso lamber as feridas, tampouco remediar a doentia dor. Enquanto recluso, mergulho no julgamento dos meus atos, a anestesiar a minha própria desgraça. No lodo da desilusão há pouca luz, pouco ar, pouca esperança. Há o desafeto e a mágoa, os ressentimentos e a hipocrisia, há o desapego. Nada que se precise ver ou sentir, nada que se possa consolar, nada que se possa confortar, não há nada...

Ignoro o lamento e retiro do meu corpo as chagas e da mente a culpa. Deixo aos corvos as lástimas do acaso, para que se deliciem com a podridão dos homens. A vergonha  é da repugnante sociedade, que somos nós, e que se cala enquanto as hienas rasgam as carniças da moralidade. É a vergonha que ocultamos, a nossa vergonha, que nos engolfa ao negro dos nossos absurdos e nos torna ainda piores.

Viva, ou morra com isso!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vida!


Ainda que tenhamos ultrapassado os limites da razão, por nos deixarmos morrer um pouco mais nesse ano que se finda, conservemos a esperança viva, de renascermos a cada novo gesto, a cada novo olhar e a cada sorriso. Somos imortais diante do nosso legado de amor e paz, que ousamos construir e multiplicar. Perpetuamos assim a nossa existência, e por mais que não nos sintamos felizes plenamente, na lembrança daqueles que nos amam, plantamos horizontes, dos quais brotarão girassóis e arco-íris, a fantasiar  desejos, que moverão a humanidade.

Àqueles que perderam a fé e que deixaram de enxergar o azul do céu, a preferir o lamento à glória, rogo-lhes uma benção divina, para que se sintam abraçados intensamente, acolhidos até que o cansaço os liberte. E então, que possam ousar muito e contagiar com alegria o outro, correr descalços na chuva, beijar com paixão, apreciar as suas próprias vidas e estender pétalas douradas em seus próprios caminhos.

Que em nossas reflexões nos permitamos sonhar, sem que a escuridão ou mesmo a penumbra do desencanto nos desencorajem, para que então, possamos provar e comprovar quantas vezes quisermos, o quanto somos especiais, simplesmente pelo fato de existirmos, simplesmente  por cumprirmos a nossa missão, de amarmos e sermos amados.

Namastê!