tampouco meu destino
meus poucos méritos
ou minha ambição
não é meu toque
nem o meu beijo
meu sorriso
ou meus desejos
suave é o tom
ou o dom
o som
da minha na tua ausência
O expectorante da alma são as poesias e as estrelas, os amores e as paixões, as amizades e os momentos. Sempre que resolvi comer giletes, sonhei com atrocidades, e ao engolir girassóis, plantei um universo de vagalumes a iluminar minhas noites dispersas. Esse desejo louco e a minha sede de amor, ainda haverão de matar e de enterrar o meu sorriso!
Não me recordo
de noites bem ou mal passadas, dos dias de sol ou de chuva, do inverno ou de qualquer outra estação, dos ponteiros, e tampouco dos relógios. Esqueci-me da dor e das
dádivas, das horas e das madrugadas, do brilho e do escuro, do riso e dos
gritos. Mergulhado no sangue da hipocrisia, alerto ao ensaio das colombinas e mal
combino o balanço sôfrego das flores selvagens e vermelhas, ao ingênuo palpitar
dos soluços.
Eu adoro as pessoas que sabem
que fazem diferença na vida de outras pessoas, mas tímidas, ou reservadas, não
demonstram abertamente seus sentimentos. Olham meio constrangidas ou
cuidadosamente, torcem quietas, abraçam e beijam desconfortavelmente, mas de
forma sincera. Não fazem questão de brilhar, pois entendem perfeitamente que
cada um é a sua estrela. Tenho vários amigos e amigas assim, e muitas vezes
assim eu também sou... Uma admiração velada, mas extremamente intensa e
verdadeira!