segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Coração Selvagem

Descontrolado e louco..., ando ensandecido com as suas arbitrariedades... Como se não bastasse a dor da separação, o luto pelo rompimento e o flagelo da saudade, devo ainda me sujeitar às suas variantes. Nos momentos em que mais preciso  de você, me abandona, ao bel prazer de me ver sofrer e, por tua causa, despenco no grand canyon das minhas emoções. Impossível controlá-lo, e sei que é minha a culpa, já que sempre deixei o meu destino em suas mãos. Agora sinto que admiti-lo a pulsar, ou deixar de bater acelerado, sem  a minha racionalidade, é insensatez. 

Quisera você fosse tal qual um celular, com carga e descarga e a opção de desligá-lo sempre que preciso. Poderia deixá-lo em casa ao mergulhar nas minhas madrugadas insanas, se quisesse o frio das relações, ou regular a sua intensidade, para que batesse à altura dos meus interesses. Coração bandido, algoz dos meus sentimentos, anda a me maltratar por capricho, como se por vingança fizesse, pelos sustos e oscilações a que lhe tenho exposto, pelo que lhe tenho açoitado. Apesar de tudo você é meu e o que me conforta é que posso viver sem você, assim como você pode viver sem mim, por outras emoções. E talvez por isso, o gosto e o zelo por nossa desarmonia. 

(contribuição de Henrique Cabral dos Santos)

Um comentário:

Ana disse...

O preço que os apaixonados pagam...Muito, pouco, demais, até quase falir o coração...Até quebrar o coração...Mas o universo vê os esforços de um coração apaixonado...